Europa

A federação da Irlanda mudou o escudo de sua seleção e acertou em cheio no novo desenho

O novo escudo da Irlanda resgata a tradição presente no trevo, símbolo dos celtas, e cria uma identidade mais forte

Muita gente torce o nariz para mudanças de escudos. A novidade, porém, não precisa ser necessariamente algo ruim. Muitos clubes e seleções erraram um bocado até criarem uma identidade mais forte. E, neste sentido, a mudança no escudo da federação da Irlanda soa como um grande acerto. A entidade resgata a tradição da equipe nacional e dá um destaque especial ao trevo, símbolo do povo celta. É uma repaginada que inclusive agradou à maioria dos torcedores que se manifestaram nas redes sociais.

O trevo estava presente nos escudos da seleção da Irlanda desde os primórdios da equipe nacional, quando um só time representava toda a ilha – sem divisão com a Irlanda do Norte. O trevo perdeu espaço quando a República da Irlanda passou a contar com seus próprio time, mas teria um momento de destaque no emblema de 1985 a 1990 – justamente quando a nação se classificou às suas primeiras edições de Eurocopa e Copa do Mundo. Depois disso, virou algo secundário e até desapareceu nas últimas duas décadas. O novo escudo resgata essa história e valoriza a tradição.

O novo escudo é até mais simples que outros recentes. O trevo é o grande destaque. Além disso, o emblema redondo traz as cores da bandeira da Irlanda. O verde domina o desenho, mas os detalhes em laranja conferem uma personalidade e valorizam o contorno. Servem até para diferenciar a seleção de clubes que também emprestam os mesmos elementos, como o Celtic ou o Panathinaikos. Será um escudo bem mais bonito de se carregar no peito durante as próximas campanhas da equipe nacional.

A história do escudo da federação da Irlanda (Imagem: Footy Headlines)

 

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.
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