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Artilheira, campeã e líder de uma geração, Abby Wambach anuncia o fim da sua carreira

Ninguém, homem ou mulher, marcou mais gols pela sua seleção do que Abby Wambach, e esta semana, a jogadora anunciou que a sua carreira está chegando ao fim. Ela vai disputar as últimas quatro partidas amistosas dos Estados Unidos que estão marcadas até o final da temporada, a parte final de um tour de 10 cidades pelo país para comemorar o título da Copa do Mundo, e se aposentar, aos 35 anos, no Superdome, em Nova Orleans, contra a China, em 16 de dezembro.

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Em junho de 2013, marcou três vezes contra a Coreia do Sul e bateu o recorde anterior, que era da também americana Mia Hamm (156). Ela está, no momento, com 184 gols em 252 partidas e tem mais 270 minutos para estender a sua vantagem para a canadense Christine Sinclair, 32 anos, ainda em atividade e com 155 tentos. Entre os homens, o maior artilheiro do futebol internacional é o iraniano Ali Daei, com 109 bolas na rede. Dos jogadores em atividade, é o irlandês Robbie Keane, com 67.

Os gols de Wambach contribuíram para um período muito vitorioso da seleção americana, desde o primeiro, em abril de 2002, contra a Finlândia. A craque foi duas vezes campeã olímpica, em 2004 e 2012, e conseguiu finalmente vencer a Copa do Mundo pelos EUA, este ano, embora tenha sido mais reserva que titular (começou jogando duas vezes). A aluna da Universidade da Flórida foi campeã universitária, em 1998, e venceu um título nacional com o Washington Freedom, nove anos depois.

“Depois de muita deliberação e conversas com meus amigos, família, companheiros e técnicos, decidi finalmente encerrar a minha carreira no futebol”, disse Wambach em um comunicado. “Embora ainda haja muito trabalho a ser feito pelo futebol feminino, após trazer a Copa do Mundo de volta para os Estados Unidos neste verão, estou me sentindo extremamente otimista sobre o futuro do nosso esporte. Tem sido uma viagem maravilhosa e mal posso esperar para descobrir qual será o próximo capítulo da minha vida”.

O gol melhor jogadora do mundo de 2012, apenas a segunda americana a levar o prêmio após Mia Hamm, que mais foi lembrado pela imprensa americana aconteceu contra a seleção brasileira, nas quartas de final da Copa do Mundo de 2011. Um cruzamento de Megan Rapinoe, nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação, encontrou a cabeça de Wambach, com a qual ela marcou 77 dos seus 184 gols pelos Estados Unidos, e a líder da seleção americana levou o jogo para os pênaltis. Nas cobranças, os EUA passaram para as semifinais e perderam do Japão na decisão, enquanto o Brasil amargou mais uma decepção.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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