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Rodrygo: “Algumas vezes me pego pensando: meu Deus, ganhei uma Champions”

Aos 21 anos, Rodrygo fala sobre a temporada mágica com a conquista da Champions League e pretende continuar melhorando na atual temporada

O Real Madrid tem jogadores muito jovens no seu elenco e um deles é Rodrygo. Aos 21 anos, o brasileiro chegou ao Real Madrid já chamando a atenção. Inicialmente como um reserva, mas tendo papel relevante em determinados momentos. Na última temporada, o brasileiro foi importante e mesmo titular em muitos jogos. Dos 49 jogos que participou, foi titular em 25 e veio do banco em outros 24. Marcou nove gols e fez 10 assistências. Dois desses gols foram na semifinal da Champions League diante do Manchester City, que classificaram o time à final.

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“Algumas vezes me pego pensando: meu Deus, ganhei uma Champions! Eu ainda não posso acreditar que consegui. Sempre foi um dos meus maiores sonhos: jogar no Real Madrid e ganhar a Champions. E consegui isso com apenas 21 anos. Acredito que é difícil assimilar o que conquistei. Mas não só a Champions, ganhei a liga duas vezes, outras duas vezes a Supercopa da Espanha e agora a Champions. Acredito que não poderia ser melhor”, disse o brasileiro.

Além da Champions League, o Real Madrid de Rodrygo conquistou o Campeonato Espanhol, La Liga. E ter chegado a um clube do porte do Real Madrid nunca assustou o brasileiro, que foi revelado pelo Santos e se tornou destaque ainda adolescente pelo clube da Vila Belmiro. “É mais divertido jogar com pressão. Jogar sem que haja nada em jogo não tem graça, especialmente quando falamos de esportes e competitividade. É bom ter essa pressão”.

Contratado ainda muito jovem por € 45 milhões e pouco a pouco tem crescido em importância. “Cresci em todos os aspectos. Treino e trabalho cada dia para melhorar como pessoa e como jogador. Agora sou mais maduro, me relaciono com pessoas mais velhas que me ensinam muitas coisas. Como jogador também, jogando com os melhores do mundo. Cada dia vou aprendendo e melhorando”, afirmou o jogador.

Rodrigo ainda elogiou o meia Luka Modric, experiente e camisa 10 do Real Madrid. “Me ajuda muito. Fica muito mais fácil jogar com ele, com a qualidade que ele tem. É como um pai para mim”, diz o brasileiro de 21 anos sobre Modric, de 36 anos e que completará 37 em setembro.

Carlo Ancelotti é outro que tem um papel fundamental no atual Real Madrid. “Aconteceu o que sempre acontece com ele, que é ganhar. Sempre ganha, é um fenômeno. Tem êxito onde vá e aqui não podia ser diferente. Fez um trabalho espetacular conosco desde o dia que chegou. Sempre lembro tudo que nos disse na pré-temporada, os conselhos que nos deu. Durante a temporada, a equipe seguiu crescendo e melhorando, tivemos poucos momentos ruins e ao final tudo saiu bem”.

“Quero marcar mais gols a cada dia, dar mais assistências e jogar mais. Acredito que estou melhorando e jogando melhor cada temporada. No meu primeiro ano, acredito que estive bem, no segundo não pude jogar muito por uma lesão grave que tive e no terceiro ano estive melhor. Na próxima temporada, acredito que vou estar melhor que nas anteriores”.

O jogador não quis estabelecer meta de gols, mas quer melhorar. “Não gosto de colocar metas. Não quero pensar em marcar um número de gols e assistências. Isso eu não gosto. A única coisa que penso é ser melhor que a temporada anterior. Quero jogar melhor a partida seguinte, essas são minhas metas”.

O Real Madrid se prepara para o início da temporada, no dia 10 de agosto, a Supercopa da Europa contra o Eintracht Frankfurt, campeão da Liga Europa. “Nunca joguei uma Supercopa da Europa. Só joguei a da Espanha e acho que é genial. Quero jogar todo ano. Para chegar nela, é preciso ganhar a Champions League e quero ganhar sempre a Champions. Vai ser muito especial para mim. Em todas as finais, nós esquecemos o nome da competição e só queremos ganhar. Seja a Supercopa, a champions que seja, nós sempre queremos ganhar. É a mentalidade da nossa equipe”, afirmou o jogador.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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