Futebol espanhol

‘Caos total’: Parte do elenco do Real Madrid já sinalizaria ruptura com Mourinho

Jornalista espanhol descreve ambiente interno do gigante espanhol já com problemas neste início de temporada

O início de temporada do Real Madrid está longe de representar uma crise pelos resultados. A equipe venceu seis de seus oito jogos em todas as competições. As duas derrotas na LaLiga, porém, já deixaram os Merengues seis pontos atrás do Barcelona, e o revés por 2 a 1 no clássico contra o Atlético de Madrid aumentou a pressão antes da Data Fifa.

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Nos bastidores, o cenário seria ainda mais delicado. O jornalista espanhol Juan Jesus publicou um relato no X no qual descreve uma situação de “caos total” e “falta absoluta de controle” no vestiário, com críticas à disciplina do grupo, à intensidade dos treinamentos e à relação entre José Mourinho e alguns jogadores.

Vestiário do Real Madrid vive caos com Mourinho?

Segundo Juan Jesus, as informações recebidas por ele indicariam um ambiente interno especialmente complicado no Real Madrid.

“Caos total e falta absoluta de controle no vestiário do Real Madrid. Minhas fontes confirmam: o elenco está em uma situação crítica.”

O jornalista afirma que haveria jogadores fora de forma e um nível de exigência abaixo do esperado internamente. Também relata casos de atletas que, após algumas partidas, não retornariam imediatamente com a delegação para realizar viagens particulares antes de se reapresentarem.

As críticas chegam ainda à rotina em Valdebebas, o centro de treinamento em Real Madrid.

“Os treinamentos são de uma intensidade tão baixa que causam constrangimento dentro do clube. As sessões são feitas sem vontade e totalmente desperdiçadas.”

De acordo com o mesmo relato, até trabalhos táticos comandados por Mourinho estariam sendo prejudicados pela falta de atenção de parte do elenco.

No campo, alguns sinais de dificuldade já apareceram. A derrota no clássico evidenciou problemas que Mourinho ainda precisa resolver na estrutura da equipe, especialmente na maneira como Vinícius Junior e Kylian Mbappé ocupam os mesmos espaços pelo lado esquerdo.

Jude Bellingham, meio-campista do Real Madrid, aponta para uma falta de Cristian Romero durante a partida da LaLiga entre Atlético de Madrid e Real Madrid, no Riyadh Air Metropolitano Stadium, em Madri, na Espanha, em 20 de setembro de 2026.
Bellingham reclama de falta em Atlético x Real Madrid – derrota e pressão no Real. (Foto: Alejandro Matias Acosta/IMAGO / AgenciaLOF)

Relação de jogadores com Mourinho seria o ponto mais delicado

A acusação mais forte de Juan Jesus envolve justamente o relacionamento entre o treinador português e parte do grupo.

“A relação com Mourinho está rompida. Com vários pesos-pesados, a comunicação é inexistente, eles nem sequer conversam.”

Segundo o jornalista, alguns jogadores teriam perdido envolvimento com o projeto esportivo e o ambiente seria muito diferente daquele existente durante o período de Carlo Ancelotti.

Um cenário desse tipo ganha peso pelo próprio histórico do treinador no clube. Mourinho acumulou conflitos importantes com o vestiário em sua primeira passagem pelo Real Madrid, entre 2010 e 2013, incluindo desgastes com jogadores de grande influência.

Isso, porém, não significa que a situação atual já tenha alcançado o mesmo nível. Até aqui, as acusações sobre a rotina interna vêm de parte da imprensa e não foram confirmadas publicamente pelo clube ou pelos jogadores.

O momento esportivo, por outro lado, já exige respostas. Vinícius Junior marcou apenas uma vez neste início de temporada, o Real perdeu dois dos sete primeiros jogos da LaLiga e entrou na pausa seis pontos atrás do Barcelona.

Os seis triunfos em oito partidas mostram que não se trata de uma equipe em colapso esportivo. Mas, se os problemas de relacionamento descritos nos bastidores realmente existirem, a volta da Data Fifa colocará Mourinho diante de um desafio que vai além dos ajustes táticos vistos nas primeiras semanas.

Foto de Beneddra Naim

Beneddra NaimColaborador

Descobri o futebol de verdade nos anos 90, embalado pelas façanhas de Romário e Bebeto na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. Desde então, o futebol nunca mais saiu do meu cotidiano. Com o tempo, consegui unir essa paixão a outra que sempre me acompanhou: a escrita. Transformar essas duas paixões em profissão é, sem dúvida, uma das maiores conquistas da minha vida.

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