Raphinha renova até 2030: 3 fatores que pesaram na ampliação do contrato no Barcelona
Atacante brasileiro amplia vínculo com os Culés em melhor momento da carreira
Não há momento melhor para Raphinha ter seu contrato renovado pelo Barcelona do que agora. Nesta quinta-feira (5), os Culés ampliarão o vínculo do brasileiro, que é o atual capitão da equipe, até o meio de 2030, segundo apurou a Trivela.
Além de ganhar a braçadeira de capitão nesta temporada, o atacante da seleção brasileira é certamente o melhor do mundo desde o início das competições, em agosto. Como centroavante, virou uma máquina de gols: são 19 em apenas 13 partidas em 2026/27.
É uma revolução que o atacante tem vivido no clube catalão desde 2024. Contratado em 2022, foi alvo de críticas e chegou a questionar sua permanência no clube, balançando com propostas do futebol da Arábia Saudita.
O grande momento veio a partir da chegada de Hansi Flick, que o convenceu a permanecer e o transformou em um dos melhores do mundo, primeiro na ponta esquerda. Em 2024/25, primeiro ano do comandante alemão, ele bateu o recorde da carreira em gols (34) e assistências (22). Depois de um último ano abaixo por conta das lesões, voltou com tudo na temporada atual.
Sua boa fase, inclusive, foi uma das razões para a renovação, como soube a reportagem com uma fonte sob anonimato que teve contato com as negociações. Mas não é o único fator.
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Raphinha se sentiu importante no Barcelona
Raphinha e seu staff entenderam que a ampliação do vínculo era o melhor caminho pelo momento vivido e, especialmente, por ser colocado pelo treinador e clube como um jogador importante. Isso é evidente em cada fala de Flick sobre o brasileiro, sempre o enchendo de elogios.
— Ele está jogando em um nível espetacular. Seus pontos fortes e características se encaixam perfeitamente no nosso estilo. Sempre encontra espaços para atacar, e também temos jogadores que podem dar o passe final. É muito focado, é o nosso capitão e está demonstrando sua qualidade, o que é importante para nós — exaltou após a vitória por 6 a 1 sobre o Alavés no último final de semana.
A capitania citada pelo técnico foi uma escolha sua para premiar a liderança do camisa 11. Raphinha sempre foi uma referência aos jogadores mais jovens, o que criou uma confiança no vestiário, segundo apurou a Trivela.
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Um estrangeiro como um capitão de um dos maiores clubes do mundo é algo pesado, mas foi até natural. O brasileiro conquistou a torcida e criou uma identificação que também fez a diferença na renovação. Até por isso não houve nenhum entrave e a negociação ocorreu com tranquilidade pelos dois lados.
Quando terminar seu contrato atual, Raphinha estará com 33 anos. Ele já é o quarto brasileiro com mais gols pelo clube, 94, empatado com Ronaldinho Gaúcho e só atrás de Neymar (105) e Rivaldo (130). No ranking geral, já está no top-25; no recorte da Champions League, acabou de empatar com Robert Lewandowski, ambos com 23 tentos, e é superado apenas por Luis Suárez e Lionel Messi.
É um jogador que cada vez mais vira um ídolo culé e, se manter o nível individual e somar conquistas coletivas, pode terminar a temporada como o melhor do mundo.