La Liga

Lesão de Gavi coloca o Barcelona em xeque: como substituir o jogador?

Lesão de Gavi, de 19 anos, faz com que o Barcelona precise pensar em como substituir o meio-campista no próprio elenco ou se terá que ir ao mercado

O meio-campista Gavi é um dos principais jogadores do Barcelona e a sua lesão, com rompimento do ligamento cruzado anterior, o deixará fora até o fim da temporada, no mínimo. Com isso, o Barcelona precisa pensar em como substituir o jogador, não só no time titular, mas também no elenco. Para isso, precisará recorrer ao que tem no elenco e, talvez, pensar em uma contratação de emergência em janeiro.

A lesão de Gavi é tão grave que ele dificilmente terá condições de disputar a Eurocopa em 2024 — ou seja, zero chances para La Liga e Champions League na atual temporada.. O tempo de recuperação desse tipo de lesão é de seis a nove meses, tendendo mais ao segundo que ao primeiro, de acordo com estudos recentes da medicina esportiva. Voltar com seis ou sete meses após a lesão infere um risco de ter uma nova lesão similar muito maior do que se o retorno for depois de oito ou nove meses.

A ausência de Gavi também pode solucionar um problema do Barcelona do ponto de vista financeiro: sem o meio-campista, será possível inscrever outro jogador no seu lugar e Vitor Roque é um candidato a isso. O Barcelona quer levar o jogador já em janeiro, enquanto ele ainda se recupera de lesão, e a sua inscrição poderia ser feita.

Com Gavi afastado por tanto tempo, o Barcelona precisa pensar no seu substituto. Há soluções internas, se o técnico Xavi, de contrato renovado, assim quiser, que podem ajudar o time. Só que ele terá que contar com a recuperação física do seu elenco e ficará arriscado a ter problemas caso haja novas lesões. Por isso, será preciso analisar com calma cada opção e tomar a decisão em cima disso.

A solução interna: retorno de lesionados e a base

Frenkie de Jong, do Barcelona (Icon Sport)

O elenco do Barcelona tem jogadores que podem assumir o posto de Gavi, ao menos em teoria. O nome mais óbvio está saindo do departamento médico nos próximos dias: Frenkie De Jong. Aos 26 anos, o holandês era um jogador importante no elenco até se machucar. Sua ausência já fez falta ao time e seu retorno será muito bem-vindo.

Com Frenkie de Jong, a estrutura do time pode continuar similar, com Ilkay Gündogan, Frenkie de Jong e Pedri, por exemplo, se o time jogar em um meio-campo com três jogadores no 4-3-3 de Xavi. Mesmo se for no 4-2-3-1, Pedri pode jogar mais avançado e deixar Gündogan e De Jong mais atrás.

Uma alternativa que tem sido usada por Xavi é a entrada do jovem Fermín López. Ele é um jogador mais ofensivo e tem jogado ou como meia avançado no 4-2-3-1 ou como um dos meias centrais no 4-3-3. É um jogador com ótima chegada ao ataque e foi titular, por exemplo, no clássico contra o Real Madrid.

Outro jogador que pode ocupar um lugar no time é Oriol Romeu. O volante retornou ao Barcelona nesta temporada como uma contratação para substituir Sergio Busquets e tem sido usado como um jogador mais recuado no meio-campo. Com ele, Gündogan poderia ser adiantado para chegar mais ao ataque e ter mais liberdade, como foi em alguns momentos pelo Manchester City.

Outro meio-campista que já está presente no elenco catalão é Sergi Roberto, que por vezes foi lateral direito. Sua posição inicial é de meio-campista e é um jogador dinâmico, que, mesmo sem ter o talento de Gavi, pode cumprir a função e ajudar por ali, inclusive dando mais liberdade para outros jogadores como Frenkie De Jong e Gündogan, assim como seria com a entrada de Oriol Romeu.

Uma solução menos convencional, mas que já aconteceu em poucos momentos dos jogos, é o uso de Raphinha deslocado da ponta para o meio-campo. O brasileiro é um jogador que sabe manter a posse de bola e teria que se adaptar a uma função que exige muitas coisas diferentes na linha de três meio-campistas, ou então como um meia ofensivo atrás do centroavante em um 4-2-3-1. O deslocamento de Raphinha para o meio-campo abriria espaço na ponta para Lamine Yamal, que já tem ganhado mais espaço. Também seria uma forma de dar mais tempo de jogo ao jovem de 16 anos.

Há ainda a opção de promover outros jogadores das categorias de base. Um dos nomes que poderia subir é Marc Casadó, capitão do Barcelona Atlètic, time B dos catalães. Ele atua no meio-campo mais defensivo e tem 20 anos.

Uma opção mais ofensiva seria Aleix Garrido, de 19 anos, que veste a camisa 10 na base e é um jogador habilidoso e capaz de criar jogadas, mais parecido com o estilo de Gavi. Por fim, outra opção é Unai Hernández, de 18 anos, que também atua no centro do meio-campo e tem características ofensivas. É outro mais baixo, técnico, que pode inclusive atuar na ponta.

La Masía ficou um tempo sem trazer bons jogadores para o time principal, Gavi, Yamal e Alejandro Baldé são bons frutos da base, além do mais estabelecido Ronald Araújo. Apostar novamente na base seria uma opção econômica e de menos risco, já que são jogadores já adaptados ao clube e também ao estilo que Xavi pensa futebol.

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Buscar alternativa no mercado

Se a comissão técnica de Xavi considerar que as opções do elenco não são suficientes, pode decidir ir ao mercado. O problema é que isso implicaria em um gasto a mais para um time que tem sofrido financeiramente até para inscrever seus jogadores. Por isso, uma contratação que custe alguns milhões de euros é improvável. Seria preciso um jogador acessível e barato.

Giovani Lo Celso foi um nome falado e o argentino é um jogador que pode exercer essa função de meio-campista central. Só que o jogador do Tottenham não deve estar à disposição para negociações, porque ele será importante para os Spurs.

O Tottenham tem problemas com lesões, como a de James Maddison, que fica fora no mínimo até janeiro, e da ausência de jogadores como Yves Bissouma e Pepe Matar Sarr, que vão para a Copa Africana de Nações em janeiro. Ou seja: liberar Lo Celso seria perder mais um jogador.  Entre os nomes especulados também está Pierre-Emile Hojbjerg, também do Tottenham, que também não deve ser liberado no meio da temporada pelos mesmos motivos.

Outro nome especulado, segundo o AS, é o de Pablo Fornals, de 25 anos, que está no West Ham. Ele é um jogador reserva do clube inglês. Dos oito jogos que disputou na temporada, em sete veio do banco de reservas e só em um deles foi titular, o que mostra que ele seria mais acessível.

Ainda segundo o AS, outro nome é Idrissa Gueye, do Everton, que é um jogador bastante questionável. Embora esteja sendo bem útil nos Toffees, é um jogador com passagem bastante questionável pelo PSG e que não tem características nem de longe similares a Gavi. Parece não fazer qualquer sentido, ainda mais neste momento, que ele tem 34 anos.

O Everton teria outro jogador que faria um pouco mais de sentido, mas que dificilmente o clube liberaria: Abdolulaye Doucouré, que tem atuado mais ofensivamente, mais similar ao papel que Gavi faz, ainda que com menos talento. Como ele tem sido fundamental ao clube inglês, dificilmente seria liberado.

Por fim, o AS também traz o nome de Nadiem Amiri, meia ofensivo do Bayer Leverkusen, de 27 anos. O jogador, porém, é outro que dificilmente seria liberado. A questão é que seu contrato acaba em junho de 2024 e, portanto, pode ser que ele seja liberado antes. Como é um reserva, seu papel é menos fundamental, o que poderia facilitar no caso do interesse do Barça ser mais do que uma mera especulação.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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