La Liga

Jordi Alba se sente perseguido: “Se jogo bem, não se fala de mim; se não jogo bem, querem me matar”

Lateral do Barcelona, Jordi Alba comentou sobre a sensação que tem nas críticas, mas afirma que aceita todas e assume a sua culpa

O Barcelona vive uma fase difícil, ainda longe dos primeiros colocados de La Liga, eliminado na primeira fase da Champions League – vai para a Liga Europa – e eliminado recentemente da Copa do Rei pelo Athletic Bilbao. Um dos jogadores mais criticados naquele jogo foi Jordi Alba, que falhou ao cometer o pênalti que deu a vitória aos bascos. O lateral falou depois da vitória sobre o Alavés fora de casa neste domingo. Embora diga que aceita as críticas, o jogador se sente perseguido.

Alba comentou logo depois da partida, a vitória por 1 a 0 com gol de Frenkie De Jong. “Saímos com boas sensações. Temos que criar mais ocasiões, ter mais paciência, mover mais a bola de um lado para o outro… Somos jogadores de qualidade e podemos fazer muito mais, mas a atitude tem sido magnífica depois de uma derrota doída em Bilbao. Temos que matar o jogo antes, mas sabemos ganhar. Temos que enfrentar fevereiro com vontade, porque será difícil”, afirmou Alba.

“O dia do Athletic não estivemos bem, temos que reconhecer. No dia contra o Real Madrid, perdemos. A sensação foi boa, mas perder um clássico nunca é fácil. Quando não se ganha é complicado, mas essa vitória nos dará confiança e nos aproximará dos nossos objetivos”, afirmou ainda o lateral.

Perguntado se ele se sente perseguido por ser constante alvo de críticas recentemente, ele não titubeou. “Me sinto perseguido há muitos anos, mas aceito todas as críticas. É parte do jogo e sabia que, quando fizesse um jogo ruim, sempre se persegue quem se quer perseguir. Fiquei mal com a eliminação. As críticas estão aqui e tenho assumido sempre. Se jogo bem não se fala de mim, se dou duas assistências não se falará de mim, mas se não jogo bem, querem me matar. Aceito e tenho assumido”, afirmou o jogador.

“Não me preocupo porque tenho o respeito dos meus companheiros, do meu corpo técnico. Ninguém me deu de presente jogar 10 anos no Barça. Sempre foi assim e agora mais. Sempre se persegue os veteranos quando se perde, mas não há veteranos em todos os lados. Parece que só há veteranos no Barça. Dos veteranos se fala há quatro, cinco anos, eu tinha 28 ou 29 anos. Tenho 32 anos e me sinto com força. No outro dia não estive bem, reconheço, mas assume as críticas e sei que são duras”.

O Barcelona volta a campo apenas no dia 6 de fevereiro, diante do Atlético de Madrid.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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