Atlético mostra distância entre ideia e prática, mas reforço garante vitória em estreia na LaLiga
Individualidades pesam em vitória dos Colchoneros em primeira rodada de LaLiga
O primeiro dos grandes estreou na edição de 2026/27 de LaLiga. Nesta quarta-feira (19), o Atlético de Madrid lutou para vencer o Málaga no Metropolitano por 2 a 0 pela primeira rodada do campeonato nacional. O responsável por abrir a vitória e mudar o jogo foi um novo reforço que saiu do banco de reservas com tudo.
Kang-in Lee, em teoria substituto do ídolo Antoine Griezmann, entrou na partida aos 12 minutos do segundo tempo para mudar o jogo. Os Colchoneros ganharam um jogador para chamar a responsabilidade e ser mais incisivo. Antes dos 25, veio a recompensa.
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O sul-coreano dominou no peito um lançamento de Dávid Hancko, partiu da ponta direita para dentro e marcou um golaço em chute colocado. Três minutos depois, mostrando sua técnica, Lee dominou na entrada da área e cedeu para Ademola Lookman ter sua primeira chance na área, finalizando em cima de Alfonso Herrero.
O nigeriano, inclusive, foi o escolhido para substituir Julián Alvarez. O atacante argentino, que deve ficar nos Colchoneros depois de pedir para ir para o Barcelona, ainda está retomando a forma física e ficou de fora da estreia.
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Substituição de Alvarez no Atlético de Madrid é complexa
Pela lesão do centroavante Alexander Sorloth, quem ficou responsável por ser o falso nove foi Lookman, meia de origem, por cerca de 56 minutos. O atacante improvisado, assim já testado na pré-temporada, não teve uma grande atuação. Sua função era flutuar e ser mais um homem no meio-campo com Rodrigo Menzona, Koke e Pablo Barrios.
No entanto, com o pouco domínio do Atleti, Lookman sofreu para ser participativo e não conseguiu sustentar a bola fisicamente quando recebeu de costas ou ao lado da marcação. Diego Simeone, junto da entrada de Lee, colocou Alex Baena como falso nove, ideia que demorou a colher frutos.
Só deu certo aos 39 minutos do segundo tempo. Em contra-ataque a partir de roubada de Pablo Barríos, Baena recebeu e conduziu até a entrada da área, onde sofreu falta. Na cobrança, o meia campeão do mundo cobrou no ângulo, sem chances para o arqueiro do Málaga.
Os gols a partir das substituições mostram a qualidade do elenco, mas, coletivamente, o time de Madri mostrou pouco. A própria função do falso nove acabou prejudicada pela postura do Atlético.
Na teoria, pela formação, parecia que a equipe seria a protagonista do jogo e pressionaria muito. O técnico mandou a campo um 4-3-3 no momento ofensivo com dois pontas bem abertos (Arnau Ortiz e Carlos Martín) e um trio de meias capaz de propor o jogo (Rodrigo Mendoza, Barríos e Koke).
Na prática, o Málaga disputou a posse de bola, ditou ritmo em alguns momentos e incomodou. Nem pressionando os Colchoneros foram tão efetivos, melhorando nesse quesito um pouco antes das substituições. No fim, os gols dos reservas, em brilhos individuais, deixaram a vitória mais simples do que realmente foi.
Málaga não tem receio e compete com o Atlético no 1º tempo
Fora de casa, torcida contra e adversário tecnicamente acima não assustaram o modesto visitante. O Málaga, de volta ao Campeonato Espanhol pela primeira vez em oito anos, teve momentos de domínio da posse de bola, de ocupação do campo de ataque e finalizações perigosas. Mesmo que em jogada irregular, Jan Oblak precisou fazer duas defesas espetaculares em chutes de Chupete e David Larrubia.
O Atlético, aos poucos, passou a ter mais a bola, mas não emplacou grande período de domínio, nem acumulou chances de gol. No máximo, Rodrigo Mendoza chutou de fora da área no meio do gol e Herrero espalmou.
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Atlético já tinha evoluído antes das trocas
Até o golaço de Lee, aos 24 minutos, a equipe colchonera ia bem. Lookman, da meia-lua, chutou para defesa de Herrera logo no primeiro minuto. Depois de Lookman perder uma disputa física na área, a bola sobrou para Martín isolar. Mendoza também teve sua chance em batida na cara do gol. As duas últimas chances vieram a partir de erros forçados na saída de bola adversária.
O Málaga foi bem menos corajoso na etapa final, marcada por apenas três chutes do visitante. Com o placar aberto, o Atleti monopolizou ainda mais as ações ofensivas, teve oportunidade clara com Lookman, acertou a trave com Hancko e ampliou com Baena.