La Liga

Os elogios de Ancelotti que ilustram o tamanho e a importância de Kroos no Real Madrid

Após despedida de Kroos no Bernabéu, técnico italiano exaltou o caráter do alemão

Após 10 anos, Toni Kroos sairá do Real Madrid. O empate em 1 a 1 com o Betis neste sábado (25), pela 38ª rodada de La Liga, foi a última exibição frente aos torcidedores no Santiago Bernabéu.

Agora, resta “apenas” a final da Champions League contra o Borussia Dortmund em 1º de junho, em Wembley.

Próximo de treinar pela última vez um atleta de elite como o meio-campista alemão, o técnico Carlo Ancelotti exaltou Kroos na entrevista coletiva após o empate de hoje.

Os valores de Kroos, acima até das qualidades técnicas

O camisa oito do Real Madrid é sinônimo de qualidade no passe, técnica, classe e dono de ótima finalização de longe.

Ancelotti sabe disso, mas preferiu destacar o lado humano do atleta: a humildade, ego quase zero e a dedicação pelo coletivo.

O Bernabéu lhe deu a despedida que merece. Foi uma ótima noite, muito emocionante para todos, muito mesmo. Mas ainda temos sorte de aproveitar por mais uma semana. Tem sido… um dos maiores [jogadores], obviamente. Um meio-campista de grande qualidade, com um caráter fantástico, pouco ego, muito humilde e sempre ao serviço da equipe, muito altruísta. Que sorte tê-lo há dez anos.

Questionado sobre encontrar alguém que faça o mesmo que o alemão faz desde 2014 com a camisa blanca, o italiano tratou como “muito complicado”.

Fazer melhor do que o Kroos, neste time, é muito complicado. Ele tomou uma decisão muito forte, porque ninguém imaginava, mas mostrou muito caráter e se despedir assim é ótimo. É a despedida de um grande personagem do futebol e, repito, tivemos sorte de tê-lo aqui. O futebol tem desfrutado de um grande jogador.

Substituir Kroos será como Benzema?

O Real tem se acostumado a se despedir dos nomes que fizeram história no clube nos últimos anos. Na temporada passada, foi a vez de Karim Benzema encerrar mais de 10 anos de dedicação em Madrid.

A despedida de Kroos pode ser até um contexto próximo, visto o tamanho do centroavante francês e a adaptação que Ancelotti teve que fazer na formação para adequar a ausência de Benzema.

Carletto assumiu isso e tratou como uma boa questão. Sem um cara que pausa e pensa o jogo como o alemão, pode ter que optar por jogadores mais intensos e físicos e uma estratégia ainda mais vertical que a atual.

A ausência de um líder no vestiário também pesa, e outros jogadores precisarão assumir mais responsabilidade com a aposentadoria do ídolo.

Essa é uma boa pergunta. A nível de ambiente, aqueles que aqui estão têm de assumir mais responsabilidades; e a nível técnico… tem que ver. Podemos pensar num jogo mais vertical, com jogadores que têm mais energia, mas menos tempo de jogo.

Bellingham será o sucessor de Kroos?

Ancelotti tratou de afastar qualquer possibilidade de Jude Bellingham ser opção para suceder Kroos no meio-campo.

Ao ser perguntado, o técnico foi sincero e exaltou as características de Bellingham, que prefere ficar mais próximo do gol.

Sobre Kroos, afirmou não ter ninguém como ele, e a opção é substituí-lo de forma adaptada ao elenco.

Não. Bellingham é melhor quanto mais próximo estiver do gol adversário e Kroos… não há ninguém com as características dele no mercado. Teremos que substituí-lo de outra forma. Temos opções diferenciadas e de alta qualidade e teremos que adaptar a próxima temporada a essas características diferentes.

Outras respostas de Ancelotti

Se Kroos sai, Nacho e Modric ficam?

Como eu disse, com o Nacho, o Lucas [Vázquez] e o Luka [Modric] estamos aguardando as decisões. Depois de Wembley tudo ficará claro. Eles não me perguntam [sobre o que fazer], eles não são meus filhos. Eles são muito claros sobre o que querem fazer e nós respeitamos as suas decisões. Hoje não é a questão mais importante nem para eles, nem para nós.

Escalação de hoje será usada na final da Champions?

– Tenho uma semana para pensar… e ainda há algumas dúvidas, obviamente. Vamos aproveitar esse momento até sexta-feira, nos preparando para uma nova final, focados em chegar ao nosso limite e tentar vencer.

Quais dúvidas há na escalação?

– Não sei… gosto deste debate que foi criado e teremos até sábado. Eu gosto muito, adoro.

Antes de vencer a Champions em 2022, também tinha empatado com Betis na última rodada. É supersticioso?

– Supersticioso… sim, um pouco. Eu sei que não é bom dizer isso, mas não dizer isso traz azar. Então estou um pouco.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.
Botão Voltar ao topo