Espanha

Henrik Larsson critica tratamento do Barcelona a Ronald Koeman: “Ele não merecia isso”

Atacante histórico, Larsson defendeu o clube, foi assistente de Koeman por 15 meses e disse que o técnico não merecia ter sido tratado como foi

Henrik Larsson comentou sobre os 15 meses que passou como assistente técnico no Barcelona ao lado de Ronald Koeman e criticou a postura do clube e o tratamento dado ao técnico. Para ele, o presidente Joan Laporta não teve liderança e não soube lidar com o ex-zagueiro no processo todo que levou à sua saída.

O sueco foi jogador do clube e teve o se melhor momento na final a Champions League de 2006, contra o Arsenal, no Stade de France. Larsson entrou no segundo tempo e deu duas assistências para a virada e a vitória do clube nos minutos finais, dando o segundo título de Champions League aos blaugranas. Ficou pouco tempo na Catalunha, apenas dois anos e já veterano, mas foi importante e marcou época.

“É claro que foi turbulento. Durante a primeira temporada, foi tudo bem até março, quando perdemos para o Granada em casa. Depois disso, sentimos que tínhamos menos apoio dos andares de cima, depois que Laporta se tornou presidente. E isso é como continuou até o verão [no meio do ano na Europa]. Fomos para as férias de verão e não sabíamos se continuaríamos na temporada seguinte”, contou Larsson em entrevista ao Fotbollskanalen.

Tivemos uma decisão já muito tarde. É uma vergonha. Para mim não importa muito, mas tratar Ronald Koeman assim, ele não merecia isso. Depois de todo o trabalho que fizemos, a limpeza que Ronald fez para tornar as coisas possíveis, então não acho que ele merecia não ser informado [sobre seu futuro]”, afirmou o ex-atacante.

Larsson se tornou assistente técnico em agosto de 2020 e estava lá durante um período complicado, que passou pela pandemia, a mudança de presidente e também a saída do craque Lionel Messi, o maior da história do clube. Larsson era um dos responsáveis por treinar o ataque. Ele contou como a saída do argentino teve um grande impacto no clube.

“Você nunca pensaria que Messi deixaria o clube e isso teve um efeito em todo o elenco. Foi um momento difícil, mas como técnico você tem que tentar mudar as coisas e deixar o barulho para fora para que saibam que você está lá para trabalhar. Houve dias que estávamos lá e não sabíamos se era o nosso último ou se iríamos continuar. Isso poderia facilmente ter sido evitado, mas isso teria exigido muito mais liderança do que Laporta mostrou”.

Larsson ainda comentou sobre os jovens que ele e Koeman ajudaram a promover ao time principal. “Havia muitos jogadores que Koeman e eu promovemos ao time principal, jogadores que serão ótimos para o Barcelona no futuro. Ronald fez um trabalho fantástico em dar uma chance aos jogadores jovens. Ele deu ao Barcelona uma boa fundação para o clube construir”, afirmou ainda o ex-jogador sueco.

Koeman foi demitido em outubro de 2021, depois de um período de muita incerteza no clube. O contratado para o seu lugar foi Xavi, outro ex-jogador, com um discurso de resgatar um pouco do que se fala ser o barcelonismo.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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