Gündoğan confessa que sua temporada no Barcelona foi “caótica” – e ele não está errado
İlkay Gündoğan explicou porque seu ano de estreia no Barcelona não saiu como planejado, traçando um paralelo até mesmo com a Alemanha
Um dos segredos para o sucesso de Manchester City de Pep Guardiola, İlkay Gündoğan chegou ao Barcelona sem custos de transferência e com expectativa de comandar o meio-campo de Xavi Hernández.
Entretanto, a temporada de estreia do alemão no Barça foi caótica. E quem admite isso é o próprio Gündoğan, que concedeu uma entrevista para lá de sincera ao The Athletic.
Antes da classificação da Alemanha às quartas de final da Eurocopa no último sábado (29), o meia foi perguntado sobre sua adaptação ao Barcelona depois de sete anos nos Citizens:
– Com o Barcelona joguei em todos os lugares onde precisavam de mim, por isso tem sido um pouco caótico, com muitas mudanças de posição.
Pelos Blaugranas, o alemão de 33 anos foi uma espécie de “faz-tudo”, jogando tanto como volante, até como meia de ofício. No Manchester City, por exemplo, İlkay Gündoğan atuava como segundo volante, caindo mais a esquerda.
Gundogan saiu do Manchester City para o Barcelona e não gostou do ambiente no vestiário após a derrota para o Real Madrid com gol nos acréscimos.
Em casa.
Queria mais inconformismo com o resultado.
A tolerância com a derrota é inaceitável em time grande.
pic.twitter.com/4FsV3ePfvy— Mauro Cezar (@maurocezar) October 29, 2023
Já com a Nationalelf na Euro, o capitão da equipe tem mais liberdade para pisar dentro da grande área. Aliás, Gündoğan fez um paralelo entre seleção alemã e Barcelona para explicar esse contraste de atuações:
– Tive que me adaptar constantemente (no Barcelona). Às vezes, jogar bem também significa saber em que posição você joga, quem joga ao seu redor e se sentir confortável com isso. Na seleção, me sinto muito confortável em campo com os meus companheiros e na minha posição.
Ou seja, Hansi Flick já recebeu uma indireta do meia para 2024/25: chega de testes. İlkay Gündoğan quer continuidade e, de preferência, jogar onde está mais acostumado na meiuca.
Gündogan: "With Barcelona, I played everywhere they needed me, so it's been a bit chaotic, with many changes of position. I have had to constantly adapt. Sometimes, playing well also implies knowing what position you play in, who plays around you and feeling comfortable." pic.twitter.com/b464XJtbrK
— Barça Universal (@BarcaUniversal) June 30, 2024
Gündoğan também foi agente do caos do Barcelona
Aqui cabe ressaltar que Gündoğan também foi o agente do caos no Barcelona. De personalidade forte, o meia citou um mal-estar interno após a eliminação nas quartas de final da Champions League.
À época, os Culés venceram o PSG por 3 a 2, na França, no jogo de ida – inclusive com uma assistência do alemão em um dos gols. Na volta, tudo foi abaixo após a expulsão de Ronald Araujo.
Quando o Barcelona ganhava parcialmente por 1 a 0 no início do 1º tempo, o zagueiro uruguaio foi expulso por cometer um pênalti, interrompendo uma chance clara de gol dos Parisienses.
Com um jogador a menos, o Barça viu sua vantagem ruim em poucos minutos, já que o Paris Saint-Germain ficou com a vaga na semifinal da Liga dos Campeões ao vencer por 4 a 1.
"Everything was in our hands and we just gave it away."
İlkay Gündoğan spoke with @GuillemBalague to discuss what went wrong for Barcelona 😔 pic.twitter.com/GIs5uoI1O1
— CBS Sports Golazo ⚽️ (@CBSSportsGolazo) April 16, 2024
De cabeça quente, İlkay Gündoğan não poupou críticas a Araujo após o jogo. O meia alemão detonou a atitude do defensor que resultou no cartão vermelho e justificou como essa ação desestabilizou o Barcelona:
– Esta é a Champions League. Não importa o adversário, é impossível recuperar se um dos seus jogadores for expulso. É difícil dizer, mas nestes momentos tão importantes você precisa estar seguro se vai disputar a bola. Não sei se ele (Ronaldo Araujo) toca na bola ou não… Eu prefiro conceder um gol ou permitir uma situação de um contra um. Não sei se ele chegaria à bola ou não, mas dê ao goleiro a oportunidade de defender, ou então dê o gol. Ficar com um jogador a menos tão cedo mata a partida.
Como resposta, o uruguaio fez mistério sobre o que realmente pensava sobre as declarações do meia. Entretanto, Araujo deu a entender que tinha “valores diferentes” de Gündoğan:
– Prefiro guardar para mim o que penso sobre as declarações de Gündogan. Tenho códigos e valores que devem ser respeitados.



