Espanha

Gündoğan confessa que sua temporada no Barcelona foi “caótica” – e ele não está errado

İlkay Gündoğan explicou porque seu ano de estreia no Barcelona não saiu como planejado, traçando um paralelo até mesmo com a Alemanha

Um dos segredos para o sucesso de Manchester City de Pep Guardiola, İlkay Gündoğan chegou ao Barcelona sem custos de transferência e com expectativa de comandar o meio-campo de Xavi Hernández.

Entretanto, a temporada de estreia do alemão no Barça foi caótica. E quem admite isso é o próprio Gündoğan, que concedeu uma entrevista para lá de sincera ao The Athletic.

Antes da classificação da Alemanha às quartas de final da Eurocopa no último sábado (29), o meia foi perguntado sobre sua adaptação ao Barcelona depois de sete anos nos Citizens:

– Com o Barcelona joguei em todos os lugares onde precisavam de mim, por isso tem sido um pouco caótico, com muitas mudanças de posição.

Pelos Blaugranas, o alemão de 33 anos foi uma espécie de “faz-tudo”, jogando tanto como volante, até como meia de ofício. No Manchester City, por exemplo, İlkay Gündoğan atuava como segundo volante, caindo mais a esquerda.

Já com a Nationalelf na Euro, o capitão da equipe tem mais liberdade para pisar dentro da grande área. Aliás, Gündoğan fez um paralelo entre seleção alemã e Barcelona para explicar esse contraste de atuações:

– Tive que me adaptar constantemente (no Barcelona). Às vezes, jogar bem também significa saber em que posição você joga, quem joga ao seu redor e se sentir confortável com isso. Na seleção, me sinto muito confortável em campo com os meus companheiros e na minha posição.

Ou seja, Hansi Flick já recebeu uma indireta do meia para 2024/25: chega de testes. İlkay Gündoğan quer continuidade e, de preferência, jogar onde está mais acostumado na meiuca.

Gündoğan também foi agente do caos do Barcelona

Aqui cabe ressaltar que Gündoğan também foi o agente do caos no Barcelona. De personalidade forte, o meia citou um mal-estar interno após a eliminação nas quartas de final da Champions League.

À época, os Culés venceram o PSG por 3 a 2, na França, no jogo de ida – inclusive com uma assistência do alemão em um dos gols. Na volta, tudo foi abaixo após a expulsão de Ronald Araujo.

Quando o Barcelona ganhava parcialmente por 1 a 0 no início do 1º tempo, o zagueiro uruguaio foi expulso por cometer um pênalti, interrompendo uma chance clara de gol dos Parisienses.

Com um jogador a menos, o Barça viu sua vantagem ruim em poucos minutos, já que o Paris Saint-Germain ficou com a vaga na semifinal da Liga dos Campeões ao vencer por 4 a 1.

De cabeça quente, İlkay Gündoğan não poupou críticas a Araujo após o jogo. O meia alemão detonou a atitude do defensor que resultou no cartão vermelho e justificou como essa ação desestabilizou o Barcelona:

– Esta é a Champions League. Não importa o adversário, é impossível recuperar se um dos seus jogadores for expulso. É difícil dizer, mas nestes momentos tão importantes você precisa estar seguro se vai disputar a bola. Não sei se ele (Ronaldo Araujo) toca na bola ou não… Eu prefiro conceder um gol ou permitir uma situação de um contra um. Não sei se ele chegaria à bola ou não, mas dê ao goleiro a oportunidade de defender, ou então dê o gol. Ficar com um jogador a menos tão cedo mata a partida.

Como resposta, o uruguaio fez mistério sobre o que realmente pensava sobre as declarações do meia. Entretanto, Araujo deu a entender que tinha “valores diferentes” de Gündoğan:

– Prefiro guardar para mim o que penso sobre as declarações de Gündogan. Tenho códigos e valores que devem ser respeitados.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.
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