Espanha

Endrick admite não gostar de jogar pouco no Real, mas revive postura dos tempos de Palmeiras

Herói da classificação na Copa do Rei, Endrick relembrou seu início no Palmeiras para surpreender Ancelotti no Real Madrid

Não dá para negar que Endrick tem estrela. Mesmo com poucos minutos em campo, o centroavante brasileiro foi o responsável por classificar o Real Madrid na Copa do Rei ao marcar dois gols contra o Celta de Vigo, no Santiago Bernabéu.

Na última quinta-feira (16), Endrick saiu do banco de reservas no final do segundo tempo para mudar a história das oitavas de final. O atacante de 19 anos balançou as redes na prorrogação e teve uma atuação de destaque em pouco mais de 40 minutos.

Em entrevista pós-jogo, o brasileiro admitiu que não gosta de jogar pouco nos Merengues, porém, mantém a mesma postura de quando surgiu como uma grande promessa no Palmeiras e precisou de tempo para convencer Abel Ferreira.

Endrick deixou claro que não discorda das escolhas de Carlo Ancelotti. Para o centroavante brasileiro, a prioridade é que o Real Madrid vença, independentemente de ele estar em campo ou não:

— É claro que é difícil jogar cinco ou três minutos. Eu tenho esta mentalidade desde que estava no Palmeiras. Houve jogos lá em que joguei dois minutos. Se tiver que jogar isso, vou jogar. O que importa é a equipe.

— Como já disse antes, o treinador não faz o que é melhor para mim, faz o que é melhor para a equipe. Estou muito contente. Ancelotti confia em mim. Só preciso continuar trabalhando.

Endrick mostra profissionalismo no Real Madrid

Endrick e Carlo Ancelotti pelo Real Madrid Foto: (Imago)
Endrick quer convencer Ancelotti no Real Madrid com muito trabalho (Foto: Imago)

Após deixar o Palmeiras como um dos principais jogadores do Brasil, Endrick chegou ao Real Madrid ciente de que precisaria conquistar seu espaço. E seu começo foi arrasador, com recordes sendo quebrados nos Blancos.

Os gols marcados em LaLiga e na Champions League renderam uma experiência entre os titulares do Real Madrid na ausência de Kylian Mbappé. Contudo, os meses seguintes foram complicados para o centroavante brasileiro.

No final de 2024, Endrick chegou a ficar mais de um mês sem jogar pelo Real Madrid. Depois, quando era acionado por Ancelotti, tinha poucos minutos para tentar fazer alguma coisa nos gramados.

Apesar disso, o atacante não desanimou e continuou dando seu melhor no dia a dia. Assim como quando surgiu no Verdão, a joia brasileira recusou uma saída por empréstimo em janeiro visando se adaptar ao Real.

Até mesmo treinamentos durante a folga de Natal estiveram no calendário de Endrick. Tudo isso para estar pronto quando o técnico do Real Madrid precisasse dele. E o centroavante brasileiro foi recompensado na Copa do Rei.

E se depender de Endrick, nada irá mudar daqui para frente. O atacante reconhece que não tem o costume de conversar tanto com o chefe italiano. O brasileiro prioriza as atividades cotidianas para dar um recado a Carlo Ancelotti:

— Não esperava (ter) mais minutos. O Carlo sabe muito bem o que está fazendo. Não está fazendo o que é melhor para o Endrick, (mas sim) para a equipe. Se o time precisa de Kylian, Vini e Rodrygo, os três jogam. Se precisar do Arda (Güler), ele estará lá, e se precisar de mim, eu estarei lá. Vou estar trabalhando. Se não fizer o teu trabalho, está fora. Nos treinos, não preciso falar muito com Ancelotti, ele sabe que trabalho muito, com vontade e vou ser sempre assim.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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