Copa do Rei

Athletic mantém boa fase, despacha Alavés da Copa do Rei e não perde desde outubro

Pelas oitavas de final da Copa do Rei, o Athletic Bilbao não sofreu para eliminar o Alavés e manter uma sensacional invencibilidade

Talvez a equipe mais regular do futebol espanhol nos últimos meses – com exceção do Real Madrid -, o Athletic Bilbao fez nova vítima nesta terça-feira (16) ao bater facilmente por 2 a 0 o Alavés nas oitavas de final da Copa do Rei. A torcida presente no San Mamés deu um show para celebrar o 14º jogo invicto da equipe treinada por Ernesto Valverde na temporada 2023/24. São 11 vitórias e três empates no período. A última derrota aconteceu em 22 de outubro do ano passado para o Barcelona, 1 a 0, fora de casa, por La Liga.

A classificação às quartas mantém o ótimo desempenho dos Leões do País Basco nas últimas edições da Copa do Rei. Desde 2019/20, esteve em todas as semifinais, incluindo dois vices consecutivos (2020 e 2021).

Apenas o 13º lugar em La Liga, o Alavés pode focar 100% na luta contra o rebaixamento, a apenas cinco pontos do Cádiz, primeiro time do Z3.

Athletic domina, tem dificuldade para achar espaço, mas consegue abrir o placar

Como um time superior tecnicamente, o Athletic começou dominando a bola e rodando ela no campo de ataque. A equipe fazia uma saída sustentada, com a presença dos dois laterais Íñigo Lakue (esquerdo) e Óscar de Marcos (direito) próximos aos zagueiros, além de Ander Herrera e Beñat Prados, a dupla de volantes. Quando passava para o campo de ataque, o lateral-direito tinha liberdade para subir e ocupava o corredor ou o centro do campo. Com isso, havia muita movimentação com o ponta daquele lado, no caso Álex Berenguer, e com o meia Oihan Sancet. O capitão Iker Muniain era o atacante pela esquerda, jogando mais fixo na linha lateral – a não ser nas raras subidas de Lakue -, enquanto Aiser Villalibre era o centroavante. Vale citar que o técnico Ernesto Valverde poupou alguns titulares e não pode contar com Iñaki Williams, a serviço de Gana na Copa Africana de Nações.

O Alavés de Luis Garcia veio a fim de cumprir perfeitamente sua proposta de jogo: se fechar em um 4-4-2 e, quando roubar a bola, atacar da forma mais rápida possível, seja com lançamentos ou chutões aleatórios para o jovem Samuel Omorodion correr atrás. Inclusive, a bola longa causou a primeira e única boa chance do jogo nos primeiros 25 minutos. Ianis Hagi, filho do ex-craque Gheorghe Hagi, recebeu um ótimo lançamento, se aproveitando de uma linha alta do time de Bilbao, entrou na área e bateu cruzado para defesa de Julen Agirre­zabala.

Rodando a bola como aconteceu por quase todo jogo, o Athletic tinha dificuldade para criar algo efetivamente perigoso. Só mudou essa realidade aos 27 minutos, quando perdeu a bola e, a partir de uma forte pressão, forçou o erro do adversário no campo de defesa. Sancet carregou pelo meio, mais à esquerda, e deu para Villalibre, já dentro da área, que partiu para cima da marcação, deixou Nahuel Tenaglia para trás e fuzilou de canhota no canto do goleiro Antonio Sivera. O atacante espanhol não comemorou o gol pela passagem no Alavés na última temporada.

Desconfortável com a derrota parcial, o Alavés até tentou sair mais ao ataque e quase foi punido por isso. Após erro no ataque, sofreu um contra-ataque veloz, que terminou em finalização de Berenguer, de frente para Sivera, no meio do gol. A equipe da casa também sabia criar a partir de uma defesa fechada e quase fez o segundo já depois dos 40. Em jogada de bonita movimentação, Berenguer se moveu para dentro e De Marcos foi acionado no corredor lateral, sozinho, para um cruzamento rasteiro que se não fosse um corte decisivo, poderia ter achado alguém para marcar. O Athletic ainda voltou a assustar em finalização colocada de Muniain, sem direção.

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Alavés melhora, perde duas chances e é punido pelos Leões

Sem mudanças nas equipes, o segundo tempo começou com algo não visto nos primeiros 45 minutos: o Alavés quase igualando o placar em uma jogada de pé em pé. Construindo desde a defesa (algo quase inédito no jogo), a equipe perdeu a posse e soube recuperar após pressão. A bola veio para a esquerda e um cruzamento desviado chegou perfeito para Omorodion chutar, quase na pequena área, em cima de Agirre­zabala.

O goleiro do Athletic voltou a ser incomodado pouco depois. Dessa vez mais da forma do time visitante, um lançamento aleatório ocasionou a chance, sobrando para Giuliano Simeone (sim, o filho do técnico Diego Simeone) bater forte, Agirre­zabala defender e, na sobra, Omorodion isolar.

Melhor, criando boas chances, o Alavés tomou um banho de água fria com o segundo do clube basco. Novamente ele, Villalibre, conhecido como “Búfalo”, apareceu na pequena área para concluir cruzamento de Óscar de Marcos. A jogada foi ao estilo Athletic de Valverde: de um lado para o outro, atraindo o adversário e explorando bem os lados do campo com ultrapassagens.

Garcia buscou algumas trocas para dar novo gás ao Glorioso, mas os atletas que entraram não agregaram muito. Valverde colocou os titulares Yuri Berchiche e Nico Williams para tentar algo mais e depois o trio de jovens Unai Gómez, Malcom Ares e Mikel Jauregizar. No fim, nada de muito relevante aconteceu até o fim da partida. Desanimado pelo segundo gol, o visitante atacava sem muita paciência, enquanto os Leões buscavam rodar a bola e esperar o tempo passar – até que, enfim, acabou após três de acréscimos.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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