Copa do Rei

A transformação do ataque do Barcelona que pesou para superar time da 3ª divisão

Culés só superaram o modesto Guadalajara após mudanças a partir do intervalo

O Barcelona que visitou o modesto Estádio Pedro Escartin, com capacidade para 6000 pessoas, nesta terça-feira (16) para enfrentar o Guadalajara, da terceira divisão espanhola, não esperava tanta dificuldade pelos 16 avos da Copa do Rei. Os Culés “suaram sangue” e saíram com vitória magra, 2 a 0.

E o resultado só veio graças a uma alteração na forma que o time treinado por Hansi Flick, escalado com mais da metade de reservas, estava atuando no ataque. No primeiro tempo abaixo, de poucas chances criadas, o ataque catalão tinha Lamine Yamal como meia centralizado, Fermín López como ponta esquerda, Roony Bardghji pela direita e Rashford centralizado.

A partir do intervalo, mesmo sem substituir nenhum nome, o técnico alemão conseguiu mudar toda estrutura, mostrando a versatilidade desses jogadores.

Rashford foi para o corredor canhoto e Yamal para o destro, enquanto Fermín e Bardghji flutuavam por dentro. Esse movimento teve ajuda pela entrada de Pau Cubarsí na zaga, o que levou Eric García a ser lateral-direito e ter liberdade para subir, função que era exercida pelo meio-campista Casadó na etapa inicial.

Com pontas mais agudos e melhores no mano a mano, o Barça conseguiu abrir melhor a defesa fechada da equipe mandante e criou pelos lados do campo ótimas oportunidades com o atacante inglês. Rashford ainda ganhou a companhia de Balde na partida, outro lateral muito ofensivo.

O placar só foi finalmente ser alterado após 75 minutos. O ponta esquerda recebeu bem aberto, tocou para trás e De Jong cruzou, obrigando Dani Vicente a espalmar para o lado direito, onde estava Yamal, que chutou em cima da marcação para conseguir escanteio. Na sobra da cobrança, Christensen marcou em outro levantamento do meia holandês.

Pouco antes dos acréscimos, Rashford recebeu do craque espanhol em profundidade, limpou o goleiro e fechou a classificação catalã.

Lento, Barcelona sofre com retranca no 1º tempo

A etapa inicial terminou com 85% de posse de bola para os Culés, dez finalizações que obrigaram quatro defesas do goleiro do Guadalajara e mais de 400 passes. Tudo isso, no entanto, não significou um caminhão de chances de gol para o visitante, muito pelo contrário.

Lento, pouco mobilizado e com dificuldades de infiltrar no 5-4-1 bem fechadinho do modesto time da terceira divisão, o Barça finalizou pouco de dentro da área, tentou muito de longe e Vicente só defendeu com dificuldade uma bomba do meio-campo de Eríc García, que obrigou o arqueiro a espalmar, deixando a bola viva a caminho do gol antes de tirar novamente.

O time da comunidade autônoma de Castela-Mancha ainda teve suas escapadas. Também muito de longe Manu Ramírez fez Ter Stegen esquentar as mãos. Em ataque rápido, Álex Cañizo chutou torto para fora.

Christensen e Rashford em Guadalajara e Barcelona
Christensen e Rashford em Guadalajara e Barcelona (Foto: Imago)

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Goleiro do Guadalajara vira destaque apesar da derrota

Em seis minutos após o intervalo, Vicente trabalhou mais do que em todo primeiro tempo. Duas vezes contra Rashford na cara do gol, uma em tabela com Bardghji e outra em cruzamento na segunda trave, o goleiro fechou o ângulo e fez ótimas defesas. Ele também deu um soco em levantamento de De Jong.

Antes do tento catalão com meia hora, o Guadalajara teve sua chance de surpreender. Em ataque rápido pela esquerda, Toño Calvo receberia passe na pequena área para marcar, mas Christensen antecipou e salvou os Culés. No fim, o Barça marcou duas vezes e ainda quase fez com Fermín, desarmado na cara do gol.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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