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Como ‘presos de Guantánamo’, torcida do Rayo faz novo protesto criativo contra futebol moderno

A torcida do Rayo Vallecano é famosa por sua postura engajada àquilo que considera como “futebol de verdade”. E os famosos Bukaneros constantemente criticam as interferências dos dirigentes nas arquibancadas do futebol espanhol. Nos últimos meses, a ação mais famosa aconteceu quando um dos setores atrás do gol se tornou a sala dos Simpsons, para se manifestar contra os jogos na segunda-feira. Já nesta sexta, antes da derrota por 2 a 1 para o Deportivo de La Coruña, os torcedores de Vallecas usaram novamente a criatividade para atacar o futebol moderno.

O problema foi causado há duas semanas, quando a polícia proibiu os ultras do Rayo Vallecano de entrar no estádio com instrumentos musicais, como tambores, e megafones. Desta vez, os ultras ocuparam as arquibancadas vestidos de laranja, como se fossem prisioneiros de Guantánamo, a famosa cadeia norte-americana mantida em Cuba para detentos considerados de alta periculosidade – muitos terroristas, boa parte também com motivações políticas. Uma crítica clara dos Bukaneros, que atinge tanto os espanhóis quanto os americanos.

Além disso, o Rayo Vallecano aproveitou a ocasião para homenagear o ex-goleiro Wilfred Agbonavbare, que faleceu com um câncer durante a semana. Enquanto os jogadores entraram em campo com uma faixa em tributo ao goleiro, os torcedores levaram faixas e gritaram o seu nome.

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Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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