Espanha

Barcelona teve prejuízo de € 481 milhões na temporada 2020/21

Em uma temporada fortemente afetada pela COVID-19, clube teve um prejuízo pesado

A Junta Diretiva do Barcelona aprovou em sua reunião na última terça-feira o fechamento do exercício 2020/21, com prejuízo de € 481 milhões, conforme divulgado em seu site. A temporada foi fortemente afetada pela pandemia da COVID-19 e o clube perdeu uma fonte importante de receitas, a bilheteria, já que tem um estádio de mais de 90 mil lugares que passa a maior parte da temporada cheio.

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O Barcelona foi um dos clubes mais afetados pela pandemia, porque era o que tinha uma situação menos confortável entre os grandes clubes da Europa. O clube estava enforcado do ponto de vista financeiro, fazendo gastos que não poderia, acima do orçamento, e qualquer vento poderia derrubar o castelo de cartas. Só que não foi só um vento: foi um furacão, já que a pandemia é um dos acontecimentos mais graves do planeta em um século.

Sendo assim, o Barcelona sucumbiu diante dos próprios gastos. Como informado por Joan Laporta, o clube chegou a € 1,3 bilhão de dívida, além de uma folha salarial de 103% das receitas, o que é uma irresponsabilidade, no mínimo, e provavelmente bem mais do que isso. Como consequência mais grave, viu a saída do ídolo Lionel Messi.

Há um grande quadro de sócios que paga ao Barcelona pelo direito de estar no estádio, algo que as restrições impediram. Há ainda perdas também em outros aspectos, como o comercial nas lojas do clube e visitas de turistas ao estádio e ao museu, além da própria loja. A capital da Catalunha, afinal, é uma das mais visitadas por turistas.

Além disso, tem uma previsão de orçamento de receita para a temporada 2021/22 de € 765 milhões – o que inclui a volta do público. A próxima assembleia de comissários será realizada nos dias 16 e 17 de outubro. No dia 6 de outubro, faverá o “Due Diligence” do clube, que poderá esclarecer a responsabilidade do presidente anterior ao Josep Maria Bartomeu na crise econômica atual e também no escândalo chamado de Barçagate.

A reunião não tratou sobre a situação do técnico Ronald Koeman, segundo informações do AS. Há rumores que a direção do Barcelona está dividida em relação à situação do treinador. Uma parte gostaria de demiti-lo imediatamente. O contrato do holandês vai até junho de 2022, ou seja, o final da atual temporada. Caso decidam demiti-lo, a multa contratual seria de € 12 milhões – algo que não pode ser desconsiderado dada a caótica situação financeira.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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