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Barcelona reitera que não encomendou a difamação de figuras do clube e atribui culpa a empresa contratada

O caso já está fora do controle da associação, mas o Barcelona reafirma sua posição de que não encomendou a difamação de figuras blaugranas como Messi, Piqué, Guardiola e um candidato à presidência do clube. Josep Maria Bartomeu, de frente à imprensa, informou que a empresa envolvida no escândalo, I3 Ventures, teve seu vínculo encerrado com o Barça.

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Em seu comunicado à imprensa, Bartomeu reconheceu que contas falsas administradas pela companhia de Big Data I3 Ventures publicaram posts difamatórios contra figuras ligadas ao clube, mas disse que a empresa havia sido contratada apenas para fazer o monitoramento das redes sociais. Comunicou ainda que o serviço com a companhia seria interrompido.

“O Barça não contratou nenhum serviço para descreditar ninguém: nem jogadores, treinadores, ex-presidentes… Isso é falso. Vamos nos defender contra aqueles que nos acusam deste tipo de prática. É verdade que, no final de 2017, contratamos alguns serviços. Como outros serviços são feitos na comunicação. Uma dessas empresas fez comentários impróprios, e nós rescindimos o contrato com esta empresa. Contratamos o monitoramento de redes sociais, não contratamos a difamação de pessoas. Vamos perseguir aqueles que nos acusam disso”, falou o presidente do clube.

A revelação foi feita pela rádio Cadena SER Catalunya, e desde então o “Barçagate” tem sido noticiado pelos principais veículos do país, como Marca e Sport, este da Catalunha. O Mundo Deportivo, visto localmente como um jornal de relação estreita com a direção barcelonista, tem se limitado a notícias declaratórias sobre as partes envolvidas.

Para administrar a crise, o presidente Josep Maria Bartomeu se reuniu nesta terça-feira (18) com os capitães da equipe, dentre eles Messi e Piqué, alguns dos alvos dos ataques feitos pelas contas de redes sociais, mas ainda não há relatos de como a conversa correu.

Um dos supostos visados que mais deverá fazer barulho no rescaldo da reportagem da Cadena SER é Víctor Font. Candidato à presidência do clube, Font seria ele próprio vítima de uma campanha especial de difamação, segundo noticia o Marca. O plano teria três plataformas principais: danificar a candidatura em si, questionar os discursos de Font e provocar reações orgânicas nas redes contra o candidato na véspera do lançamento de sua campanha.

O Marca afirma que os temas principais de questionamentos a Font seriam as finanças do clube, um cenário de Barcelona sem Lionel Messi, a transparência de sua potencial diretoria e os resultados de La Masia. Atacariam ainda sua falta de experiência dentro do futebol e uma possível ligação com Joan Laporta, opositor de Bartomeu.

Não há sinal de quão profundos podem ser os impactos deste episódio, mas o timing é sem dúvidas terrível ao time, que, com um novo técnico e um elenco reduzido, tem a reta final de La Liga a disputar e o mata-mata da Champions League a apenas uma semana de começar.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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