Espanha

Sem dinheiro, Barcelona pode ter prejuízo ainda maior em temporada indigesta

Os problemas do Barcelona podem ser ainda maiores caso Xavi Hernández não faça o mínimo nessa reta final de temporada

Agora é oficial: o Barcelona vai terminar 2023/24 sem um título sequer. E olha que não faltaram oportunidades. A equipe de Xavi Hernández falhou na Supercopa da Espanha, na Copa do Rei, na Champions League e, por último, viu o Real Madrid ser campeão antecipado de La Liga graças a sua própria derrota. Para piorar a situação, o fracasso do Barça pode gerar mais prejuízos em meio à crise financeira.

A derrota para o Girona por 4 a 2 no último sábado (4), no Estádio Montilivi, pela 34ª rodada do campeonato, fez o Barcelona perder a 2ª posição. Os Blanquivermells chegaram a 74 pontos, um ponto à frente. O problema é que a 3ª colocação não garante vaga na próxima Supercopa da Espanha, que leva o campeão e o vice de La Liga, e os finalistas da Copa del Rey.

Atualmente, os quatro classificados para a próxima Supercopa da Espanha são Real Madrid, Girona, Athletic Bilbao e Mallorca. A ausência dos Blaugranas no torneio significa um prejuízo de € 6 milhões (cerca de R$ 32,8 milhões na cotação atual), valor pago pela federação somente pela participação. O vencedor da competição ainda pode embolsar uma quantia total de € 7,5 milhões (cerca de R$ 41 milhões).

Obviamente, esse dinheiro faria falta no orçamento do Barcelona, que tem dificuldades de se enquadrar no fair play financeiro de La Liga e pouca liberdade de investir em reforços de peso no mercado. A missão de Xavi nas últimas quatro partidas da temporada é ultrapassar o Girona na classificação para terminar na vice-liderança e se garantir na próxima edição da Supercopa da Espanha.

Consequências para o Barcelona não seriam só financeiras

Aqui vale ressaltar que as consequências de ficar de fora da Supercopa da Espanha para o Barcelona não seriam só financeiras, mas também desportivas. Mais do que perder a chance de levantar outro título, os Culés seriam obrigados a disputar mais fases na Copa do Rei. Jogos de eliminatória fora de casa, em decisão única, em um momento do ano longe do auge físico, apertando ainda mais o calendário.

Nas últimas temporadas, o Barcelona iniciou sua trajetória na Copa do Rei a partir das oitavas de final, disputada em janeiro, após o término da fase de grupos da Liga dos Campeões e depois das férias do inverno europeu. É um dos grandes privilégios dos quatro times que participam da Supercopa da Espanha, o que pode fazer toda a diferença nas demais competições.

Os jogos da segunda fase da Copa do Rei acontecem entre o final de outubro e o início de novembro. Caso o Barça avance de fase, a terceira pré-eliminatória ocorre no final de novembro ou início de dezembro. Duas decisões em meio à fase de grupos da Champions, que nunca é fácil.

Isso sem falar na possibilidade do Barcelona sofrer uma eliminação prematura no torneio, que quase sempre rende surpresas. Nesta última edição do torneio, por exemplo, dois times de La Liga foram desclassificados por equipes de divisões inferiores. O Almería caiu diante do Barbastro, que acabou enfrentando os próprios Blaugranas, e o Cádiz não passou pelo Arandina.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus Cristianini

Formado em Jornalismo pela Unesp, é apaixonado por esportes, acima de tudo futebol. Ama escrever sobre o que acontece dentro e fora de campo. Após passar por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia, se juntou à equipe da Trivela com muita vontade de continuar crescendo.
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