Planejar-se para uma partida de Libertadores abarca diversas questões além do mero campo de jogo. Afinal, poucas competições no mundo impõem desafios logísticos tão complexos quanto o torneio continental da Conmebol. A geografia sempre foi um elemento essencial dentro da disputa, inclusive por algumas viagens mais difíceis de se realizar. Ainda assim, nada supera a altitude como fator desequilibrante na Libertadores. Pensar no desgaste gerado pelo ar rarefeito e na própria adaptação ao ambiente entra no planejamento básico de vários clubes.

Nesta quinta-feira, o São Paulo estreia na Libertadores 2020 enfrentando logo de cara a maior altitude desta edição. Os tricolores visitam Juliaca, a cidade do Binacional, que supera até mesmo La Paz e fica a mais de 3,8 mil metros do nível do mar. O estádio localizado nos Andes, às margens do Lago Titicaca, já serve de diferencial aos celestes dentro da própria disputa do Campeonato Peruano. Agora, pode garantir pontos ao clube em sua primeira participação no torneio continental.

Além de Juliaca, o São Paulo ainda encarará a altitude de Quito nesta Libertadores. Flamengo (Quito), Palmeiras (La Paz) e Athletico Paranaense (Cochabamba) são as outras equipes brasileiras que terão que se preparar ao desafio do ar rarefeito. Sabem que, em meio à maratona de jogos antes da pausa para a Copa América, também precisarão lidar com os efeitos decorrentes de visitar estas cidades.

Abaixo, seguem dois gráficos comparando as altitudes da Libertadores 2020. Comentamos o assunto no podcast da última segunda-feira e, gentilmente, os leitores Rodrigo Salvador e Gabriel Emídio enviaram as imagens. Há algumas pequenas diferenças de valores por conta dos métodos utilizados, entre a altitude média das cidades e a localização mais exata dos estádios. De qualquer maneira, nada que atrapalhe ou invalide os modelos.