Copa do Mundo

Wenger afirma que sistema automático de impedimento pode ser implementado já em 2022

Chefe de desenvolvimento global do futebol da Fifa, francês quer decisões mais rápidas e precisas para lances de impedimento

Você deve ter notado nos últimos meses que Arsène Wenger tem aparecido em muitas manchetes com propostas das mais variadas para mudar o futebol. Isso porque, desde 2019, o ex-treinador do Arsenal assumiu o cargo de chefe de desenvolvimento global do futebol da Fifa. Se algumas delas podem ser inortodoxas demais para serem implementadas, outras avançam e poderiam ver a luz do dia em um futuro não tão distante. Segundo o próprio Wenger, os impedimentos automatizados estão nesta última categoria e poderiam aparecer até mesmo a tempo da Copa do Mundo de 2022.

Falando ao programa Living Football, da Fifa, Wenger explicou o que seria o impedimento automatizado e projetou que ele deva estar pronto já no próximo ano. “Acho que o impedimento automatizado estará pronto para 2022. Automatizado significa que ele vai direto do sinal para o bandeirinha, que vê no seu relógio uma luz vermelha indicando impedimento ou não”, descreveu.

O francês apontou para a média de demora das decisões de impedimento atuais e para a frustração de ver um gol efusivamente comemorado ser anulado para defender que os impedimentos automáticos seriam um acréscimo positivo ao jogo, reforçando os avanços trazidos pela tecnologia nos últimos anos.

“No momento, temos situações em que jogadores estão em linhas, para ver se estão impedidos ou não. Em média, o tempo que temos que esperar é de aproximadamente 70 segundos, às vezes um minuto e 20 segundos, às vezes um pouco mais, quando a situação é muito difícil de se avaliar. É muito importante, porque vemos várias comemorações serem canceladas mais tarde por situações de margem, e é por isso que acredito que (o impedimento automatizado) é um passo muito importante.”

A International Board (Ifab), órgão responsável pelas mudanças nas regras do futebol mundial, afirmou em março que segue revisando a lei de impedimento e que planeja em breve testar uma tecnologia de tomada de decisões semiautomática. Este tipo de sistema, vale apontar, já foi testado no Mundial de Clubes de 2019. Ao Living Football, Wenger explicou a diferença entre este sistema e aquele que espera lançar a tempo para a Copa de 2022.

“O (sistema) semiautomatizado vai primeiro para o VAR, que sinaliza para o bandeirinha. Estou pressionando bastante para ter os impedimentos automatizados, que significa que o sinal vai diretamente para o bandeirinha.”

De acordo com o descreve Wenger, o sistema tiraria dos árbitros de campo a decisão final de um lance de impedimento. Isto, vale ressaltar, é diferente do que a Fifa descreveu em 2020 como um de seus objetivos à medida que novas tecnologias são implementadas: “A Fifa e a Ifab sempre disseram que a decisão final permanecerá com o árbitro, com a tecnologia sendo introduzida para oferecer aos árbitros o melhor apoio disponível”.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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