Tim Vickery sobre a disputa Pelé x Messi: ‘Se eu tenho que escolher um jogador é ele’
Jornalista inglês entrou no debate em episódio do programa 'Copa em Contexto', no Youtube da Trivela
A Copa do Mundo 2026 adicionou um capítulo importante para a discussão do maior jogador da história do futebol. Dentro e fora do Brasil, o debate Pelé x Messi ganhou novas camadas, após a grande exibição de Lionel Messi no Mundial, mesmo aos 39 anos, apesar da atuação apagada na final que terminou em vice.
O craque argentino foi destaque da Copa, com oito gols marcados e quatro assistências. Dessa forma, Messi se tornou o maior assistente da história da Copa do Mundo e o segundo principal goleador do torneio, atrás apenas de Kylian Mbappé. Além disso, o camisa 10 igualou o brasileiro Cafu como o único a disputar três decisões de Mundial.
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Com todos esses feitos, o debate quanto à posição de maior jogador da história do futebol ganhou mais argumentos e o “Copa em Contexto”, programa que foi ao ar no YouTube da Trivela nesta segunda-feira (20), abordou o tema. Assim, Tim Vickery iniciou sua explanação pregando a ideia de não compará-los e sim prestar reverência à dupla.
— Em primeiro lugar, nunca é um caso de colocar um contra o outro, é um caso de reverenciar os dois. A gente está vivendo na casa que Pelé construiu. Se eu tenho que escolher um jogador, que vai jogar pela minha vida, é Pelé. As conquistas de Messi até os 39 anos são sensacionais também. Eu acho que dá pra ter essa conversa, não é um sacrilégio — começou por dizer.
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Argumentos para a disputa de Messi x Pelé
A batalha pelo posto de maior de todos os tempos voltou a ser debate durante a Copa e diversos argumentos podem permear a “eleição”. Um deles é a longevidade. Mesmo que em épocas e contextos completamente diferentes, Tim Vickery deixou claro que esperava mais alguns anos de Pelé.
— É uma pena que Pelé tenha saído de cena tão cedo. Teria sido fascinante vê-lo na Alemanha, em 1974. Porque as condições daquela Copa eram muito mais difíceis para a seleção brasileira. Vimos o Messi em seis Copas com mais frustrações até. Tem uma que é incrível, que foi em 2022. As outras são frustrantes. Ele chegou em 2022, aos 35 anos, sem gols em mata-mata — refletiu o jornalista.
Ao abordar o crescimento tardio de Lionel Messi com a camisa da Argentina, Vickery estabeleceu um divisor na carreira do craque. Ele separa o sucesso em clubes até certa idade, justamente em um período que Messi sofria diversas críticas por não conseguir erguer taças pelo seu país e chegou até a se retirar da seleção, e o brilho de agora com sua nação, ao vencer duas Copas Américas e o Mundial de 2022.
— Tem uma divisão muito clara da carreira de Messi. A maioria da carreira brilhando e ganhando tudo com o Barcelona e, no fim, brilhando com a Argentina. O fato de fazer isso durante 20 anos precisa ser levada em consideração — disse.
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A partir do reconhecimento pela longevidade em alto nível de Messi, Vickery trouxe uma percepção sua sobre o que faz do argentino um gênio mesmo com a idade avançada, destacando de forma contundente em que aspecto Lionel Messi é o melhor da história, de fato.
— Parece que ele não está jogando, parece que ele está assistindo o jogo do melhor lugar possível. Porque o entendimento dele do espaço é extraordinário. O entendimento dele do espaço é o melhor da história e é por isso que ele consegue jogar até os 39 anos — finalizou.
O debate cabe diversas interpretações e opiniões distintas, como é de se esperar principalmente com as conquistas e performances recentes de Messi pela Argentina. Ao fim, em Copas do Mundo, Lionel Messi termina sua caminhada com 21 gols em 33 jogos, espalhados por seis edições. Em uma delas, levantou a taça. Pelé, por sua vez, jogou quatro Mundiais e venceu três, mesmo que em 1962 tenha se lesionado precocemente. O “Rei” totalizou 12 bolas nas redes em 14 partidas.