Por que Senegal pode voltar a chocar a França em uma Copa do Mundo
Senegaleses têm argumentos reais para surpreender de novo agora na Copa do Mundo 2026
Vinte e quatro anos após a vitória que chocou a Copa do Mundo, Senegal tem argumentos de sobra para repetir o feito e voltar a derrubar a França no Grupo I da atual edição. Pela segunda vez, o técnico Pape Thiaw pode ser protagonista de um resultado surpreendente em uma Copa do Mundo — desta vez, do banco de reservas.
Quando o Senegal venceu a França por 1 a 0 na fase de grupos de 2002, Thiaw era um reserva que não entrou em campo. Os Bleus entraram naquela partida como campeões do mundo, mas saíram eliminados de forma humilhante. Agora, ele pode repetir a história, só que como técnico.
Didier Deschamps se prepara para sua última Copa do Mundo no comando da França. Com um elenco de altíssimo nível, os Bleus estão, sem surpresa, entre os principais candidatos ao título.
Mas os campeões de 2018 correm o risco de ver a história se repetir? A seguir, três razões pelas quais Senegal pode fazer o raio cair duas vezes no mesmo lugar no duelo desta terça-feira pelo Grupo I.
Razão 1: As fragilidades defensivas de Deschamps
Identificar uma fraqueza específica nessa França pode parecer tarefa difícil, mas é justo dizer que a defesa dos Bleus não carrega o mesmo peso que o ataque inspirado por Kylian Mbappé e Michael Olise.
A França não carece de nomes de destaque na defesa. William Saliba, Jules Koundé e Dayot Upamecano estão entre eles, mas a seleção sofreu pelo menos um gol em cada um dos últimos cinco jogos, contra Irlanda do Norte, Costa do Marfim, Colômbia, Brasil e Azerbaijão.
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A vice-campeã de 2022 também tomou três gols em duas partidas contra a Islândia durante as eliminatórias, e Deschamps precisou lidar com problemas físicos de Saliba e Koundé na reta final de preparação.
Nenhum dos dois deve ficar fora, mas há temores de que Saliba precise passar por cirurgia após o encerramento da Copa do Mundo, o que significa que o zagueiro do Arsenal pode não estar em 100% ao longo do torneio.
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Razão 2: O poder de fogo do ataque senegalês
Muito se fala do arsenal ofensivo de Deschamps, com razão, mas subestimar o ataque do Senegal seria um erro grave. Veteranos e revelações têm brilhado tanto nos clubes quanto pela seleção.
Os Leões da Teranga empataram por 0 a 0 com a Arábia Saudita no último amistoso de preparação, mas a equipe de Thiaw havia marcado em 17 partidas consecutivas antes disso, incluindo gols contra Estados Unidos, Gâmbia e Peru.
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O craque Sadio Mané chega ao torneio após registrar 23 gols e assistências pelo Al-Nassr, campeão da Saudi Pro League na última temporada. Ismaila Sarr balançou as redes 21 vezes pelo Crystal Palace, campeão da Conference League.
O muito criticado Nicolas Jackson somou 15 participações em gols pelo Bayern Munich, Bamba Dieng marcou 16 vezes pelo Lorient, e Iliman Ndiaye despertou o interesse de Liverpool e Manchester United com nove participações diretas em gols pela Premier League com a camisa do Everton.
Razão 3: França com retrospecto ruim contra africanos
Resultados passados raramente são indicativos confiáveis do futuro, mas a França tem historicamente dificuldades para superar seleções africanas na fase de grupos de Copas do Mundo. Incluindo a derrota por 1 a 0 para o Senegal em 2002, os Bleus perderam três dos últimos quatro jogos na fase de grupos contra representantes da CAF.
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A mais recente foi a derrota por 1 a 0 para a Tunísia, as Águias de Cartago, no Catar, resultado surpreendente ainda que os Bleus já tivessem a classificação garantida e tivessem feito mudanças no time. Os campeões de 2018 também foram surpreendidos por 2 a 1 pela África do Sul em 2010.
Para completar, com um técnico que pode dizer “eu estava lá” quando o Senegal bateu a França 24 anos atrás, os Leões da Teranga têm toda a experiência necessária para prolongar o sofrimento dos Bleus nesta batalha.