Seleção: Por que novidade na escalação indica que Ancelotti já tomou decisão sobre convocação para Copa
Éder Militão deve começar como titular da lateral direita no amistoso contra Senegal
Carlo Ancelotti convocou Wesley e Paulo Henrique e ainda levou Danilo — que segundo o treinador, é o único defensor que pode atuar em todas as posições da primeira linha — como opções para a lateral direita nesta Data Fifa de novembro.
E mesmo com três opções que podem ser consideradas de origem, o treinador definiu a escalação com Éder Militão como titular da posição para o amistoso contra Senegal, neste sábado (16), às 13h (horário de Brasília), no Emirates Stadium, em Londres.
A escalação do Brasil contra Senegal tem: Ederson, Éder Militão, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Estêvão, Matheus Cunha, Vini Jr e Rodrygo.
Militão na lateral indica que posição está definida para a Copa
Carlo Ancelotti já disse mais de uma vez que dará prioridade a jogadores que possam desempenhar mais de uma função no campo. A escalação de Militão como lateral não só é prova disso, como também mostra que a posição está praticamente definida para a Copa do Mundo de 2026.
A tendência é de que Wesley seja o único jogador de origem da posição convocado, com Danilo e Militão como alternativas para o setor. Neste cenário, Vanderson e Paulo Henrique correm por fora.
A titularidade dependerá do adversário e da estratégia de jogo. Mas Ancelotti deve optar por um jogador mais defensivo em seu time “ideal” para a Copa. Assim, Militão ganha força para ser o dono da posição nos principais jogos do Mundial.

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Por que Militão na direita?
A escalação de Militão como lateral-direito, aliás, é sintomática e diz muito sobre o que o treinador pensa para a equipe. A opção do italiano começa a ser explicada pela derrota por 3 a 2 para o Japão.
O tropeço deixou a lição de que é preciso ter uma equipe mais sólida defensivamente, especialmente nas beiradas do campo Com Militão na posição e Alex Sandro na esquerda, o Brasil atua praticamente com quatro zagueiros na primeira linha.
– Militão tem um perfil diferente dos outros laterais direitos, pode ser Wesley ou Vanderson. Vou pedir algo de diferente qualidade e maneira de jogar. É uma opção que podemos ter na Copa do Mundo, de dar mais solidez ao time atrás, mas sofremos três gols contra o Japão, avaliamos os erros e tentamos melhorar nesse aspecto para fazer um bom jogo — disse o treinador na entrevista coletiva desta sexta-feira (14).
Seleção do tetra é inspiração
Ancelotti nunca escondeu que sua prioridade na Seleção seria armar uma equipe sólida defensivamente para poder explorar a individualidade dos jogadores de frente. É importante que se diga, aliás, que para além do pragmatismo, o italiano sempre ressaltou os talentos individuais do futebol brasileiro.
A inspiração para a filosofia do treinador recai sobre as duas últimas conquistas do Brasil na Copa, em 2002 e em 1994. Especialmente, na equipe armada por Carlos Alberto Parreira no Tetra.
— A história da última vitória da Seleção está focada na defesa. Um time com uma individualidade fantástica, que gostava do jogo. Lembro de 1994, um time com dois volantes, muito fechado atrás. E com Bebeto e Romário para fazer a diferença. É isso que penso para a Copa. Uma defesa sólida ajuda os jogadores de qualidade a fazer a diferença — diz o treinador.
Os próximos jogos da Seleção
- Brasil x Senegal — sábado, 15 de novembro, às 13h (horário de Brasília);
- Brasil x Tunísia — terça-feira, 18 de novembro, às 16h30 (horário de Brasília).



