Copa do Mundo

Agora capitão permanente, Casemiro vira referência para Dinizismo dar certo na Seleção

Volante Casemiro assume braçadeira após rodízio e é o jogador que mais toca na bola pela Seleção nas Eliminatórias

São 73 jogos, duas Copas do Mundo e mais de 13 anos de serviço à seleção brasileira, e nunca Casemiro tocou tanto na bola quanto agora com Fernando Diniz. O volante virou fiador do Dinizismo na Seleção que enfrenta a Venezuela nesta quinta-feira (12), às 21h30 (horário de Brasília), na Arena Pantanal, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. E tudo começou em uma conversa reservada entre jogador e treinador.

Foi ainda antes da estreia de Diniz, com goleada por 5 a 1 sobre a Bolívia, na última Data Fifa. A palestra de preleção para a partida recém havia acabado, e enquanto os jogadores deixavam a sala, o treinador chamou Casemiro para uma conversa reservada. Nela, o treinador tinha dois recados a passar para o seu homem de confiança. Ambos têm a ver com a liderança que o volante exerce no grupo de atletas no Brasil.

A partir de então, o rodízio de capitães na Seleção, marca registrada de Tite, estava encerrado. Casemiro seria (e ainda é) quem vestiria a braçadeira a partir de então. Foi assim na última Data Fifa e será assim contra Venezuela e Uruguai. E o treinador tinha ainda mais planos para o seu camisa 5.

Casemiro é quem mais toca na bola pela Seleção

Para fazer o sua “bagunça organizada” funcionar na Seleção, Diniz transformou seu capitão no maestro da equipe. O treinador pediu ao volante para que ele participe do jogo o tempo inteiro. A orientação é que a bola passe sempre pelos pés de Casemiro, para que ele dite o ritmo da equipe e distribua as ações por todo o campo. Uma mudança também em relação ao jogo posicional adotado por Tite, em que o camisa 5 permanecia mais “preso” em sua função.

O capitão acatou e gostou das orientações do comandante. E elas se refletem em campo. Casemiro é o jogador que mais tocou na bola pela Seleção nas Eliminatórias. Foram 192 toques nos dois jogos até agora. E ele ainda lidera a equipe em todos os quesitos defensivos: desarmes, cortes e interceptações.

– É um pouco diferente, sim. O Diniz pede para eu tocar na bola sempre, sempre a bola passar pelo meu pé, para comandar mesmo o jogo. Jogar no ritmo, tentar sempre passar pelo meu pé. No futebol, existem princípios. Cada treinador tem sua característica, mas os princípios são os mesmos. Tem a adaptação com treinador, outro jeito de jogar com toque de bola. Mas os princípios são os mesmos. Uma coisa que eu até gostei mais com Diniz é que ele pede para passar mais pelo meu pé. Fico feliz.

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Capitão permanente

Referência em campo, referência também no vestiário da Seleção. Casemiro é um dos jogadores mais experientes do atual elenco e exerce seu papel de liderança com os atletas mais novos. A faixa de capitão afixada no braço é “apenas” a materialização de toda a sua influência. Contra a Venezuela, será a 15ª vez que o volante veste a braçadeira com a camisa do Brasil.

– Fico feliz, principalmente, de ser um dos mais experientes e estar há mais tempo na Seleção. Às vezes, quando você vive em um alto nível, você acaba acostumando por mérito de estar na titularidade em uma equipe e numa Seleção. A gente às vezes não se dá conta do quão importante é a titularidade – disse o capitão de Fernando Diniz.

Os jogos da Seleção na Data Fifa

A Seleção enfrenta a Venezuela em 12 de outubro, às 21h30 (horário de Brasília), na Arena Pantanal, em Cuiabá, pela terceira rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Depois, no dia 17, o adversário será o Uruguai, no Estádio Centenário, em Montevidéu. O Brasil lidera as Eliminatórias com seis pontos e 100% de aproveitamento nos dois primeiros jogos.

Foto de Eduardo Deconto

Eduardo DecontoSetorista

Jornalista pela PUCRS, é setorista de Seleção e do São Paulo na Trivela desde 2023. Antes disso, trabalhou por uma década no Grupo RBS. Foi repórter do ge.globo por seis anos e do Esporte da RBS TV, por dois. Não acredite no hype.

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