Brasil

Diniz estreia na Seleção com goleada, recorde de Neymar e tudo o que se esperava contra Bolívia

O primeiro jogo de Diniz como técnico da Seleção teve goleada e recorde de Neymar, nada mais justo diante de um adversário tão frágil quanto a Bolívia

Fernando Diniz quer devolver ao torcedor a alegria de assistir à Seleção. E a julgar pelos mais de 43 mil sorrisos que coloriram as arquibancadas do Mangueirão, nesta sexta-feira (8), a estreia do técnico mostra que ele está no caminho certo. Muitos dirão que o Brasil fez nada mais do que sua obrigação ao golear a Bolívia por 5 a 1, na primeira rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Mas diga a isso aos paraenses que mataram a saudade de ver a amarelinha em campo após 12 anos. Diga isso a Neymar, agora artilheiro isolado da seleção brasileira, com dois gols à frente até de Pelé, mesmo com pênalti perdido em Belém. Diga isso também a Rodrygo, que marcou duas vezes, e a Raphinha, responsáveis por fechar a goleada. Ábrego descontou para os bolivianos.

 

Dinizismo começa show de Rodrygo e recorde de Neymar

Os primeiros 45 minutos de Fernando Diniz pela Seleção foram escritos fielmente sob os princípios do Dinizismo. Era de se esperar contra um adversário tão frágil quanto a Bolívia. Mas o Brasil teve sonoros 78% de posse de bola, trocou 293 passes e finalizou 11 vezes apenas no primeiro tempo. Já os bolivianos não chegaram nem perto de dar trabalho a Ederson, um telespectador privilegiado de uma partida que deixou os mais de 40 mil espectadores nas arquibancadas animados. Os paraenses que abraçaram a seleção brasileira desde a última segunda-feira (4) foram recompensados com uma atuação soberana depois de um hiato de 12 anos.

O Mangueirão reformado e lotado foi palco de um passeio já esperado. Mas antes precisamos falar do inspirado Guillhermo Viscarra, quase intransponível (até o intervalo). E que silenciou as milhares de vozes que gritavam o nome de Neymar. Prestes a ultrapassar Pelé e se isolar como artilheiro da Seleção, o camisa 10 primeiro teve a chance que tanto queria para bater o recorde: um pênalti. Ele cobrou como sempre cobra, a passos lentos… Mas o goleiro rival esperou, esperou e defendeu. Depois, o atacante fez o que dele se esperava. Pegou a bola, driblou toda a Bolívia (e mais um pouco) até sair na cara de Viscarra… que fez nova defesa. Raphinha parou nele, Richarlison parou em outro milagre. Só que não parou foi Rodrygo. O atacante aproveitou sobra da zaga para empurrar para o gol livre e abrir o placar na Era Diniz.

O primeiro tempo foi todo disputado dentro do campo da Bolívia. E o segundo tempo parecia o primeiro.. Só que com mais gols. Muitos mais gols. Até com gol histórico, mas vamos por partes. Logo nos primeiros minutos, Raphinha recebeu pela direita e chutou colocado, com desvio, para vencer Viscarra. Depois, Rodrygo – o segundo nome mais gritado na noite – marcou mais uma vez, o terceiro do Brasil. E aí, veio a história. De volta a sua casa, Neymar ganhou um abraço do tamanho do estado do Pará. Ganhou tanto carinho, que transformou o Mangueirão no único lugar possível para ultrapassar Pelé. O atacante recebeu dentro da área e chutou de primeira, sem chances para Viscarra. Seu gol de número 78 pela Seleção. O maior artilheiro da história… Que honrou o Rei na comemoração, com socos ao ar. Para aplausos de todos, até de seus companheiros.

A era Diniz na Seleção começou com o Dinizismo a todo vapor. Mas com tempo para apenas três treinos antes da estreia, a equipe mostrou também que ainda está longe de ser perfeita, ou de estar ilesa a desatenções e erros. Marquinhos botou Marcelo Moreno, maior artilheiro da história da Bolívia, no bolso durante todos os minutos em que ele esteve em campo. Por ironia do destino, coube a Ábrego, seu substituto, marcar o gol de honra da seleção boliviana já no final da partida. Para festa tímida dos 42 bolivianos presentes no Mangueirão. Alegria muito maior viveram os paraenses – e Fernando Diniz – , porque Neymar ainda fez o quinto gol dar à noite o desfecho que ela tanto merecia.

Os números de Brasil 1 x 0 Bolívia – Eliminatórias

  • Posse de bola: Brasil x Bolívia
  • Finalizações: Brasil x Bolívia
  • Finalizações no gol: Brasil x Bolívia
  • Passes: Brasil x Bolívia
  • Gols: Brasil – Rodrygo (24 e 53), Raphinha (47), Neymar (61)
Foto de Eduardo Deconto

Eduardo Deconto

Eduardo Deconto nasceu em Porto Alegre (RS) e se formou em Jornalismo na PUCRS. Antes de escrever para a Trivela, passou por ge.globo e RBS TV.
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