‘A Arábia Saudita não terá problemas em fazer isso para segurar a Espanha’
Uma das principais favoritas ao título da Copa, seleção espanhola teve estreia mais do que decepcionante diante de Cabo Verde
O mundo do futebol ainda processa o choque levado após o histórico empate entre a favorita Espanha e o azarão Cabo Verde, na última segunda-feira (15), em duelo que abriu o grupo H da Copa do Mundo de 2026. O empate entre Uruguai e Arábia Saudita, horas depois, trouxe um certo alívio para La Roja.
Ainda assim, os comandados de Luis de la Fuente vão para o segundo compromisso no Mundial altamente pressionados, com a obrigação de apresentar uma atuação mais convincente diante da Arábia Saudita, no próximo domingo (21), às 13h (horário de Brasília), em Atlanta, nos Estados Unidos.
Apesar de a situação na tabela permanecer equilibrada, o desempenho diante dos cabo-verdianos reviveu fantasmas do passado e mostrou alta necessidade de ajustes para evitar novos tropeços.
Quem o Brasil pode enfrentar no mata-mata?
Técnico espanhol aponta dificuldades contra os sauditas
Quem conhece bem o próximo adversário é o técnico espanhol Pablo Machín. Com passagens por Girona, Sevilla, Espanyol e Elche, ele também trabalhou no futebol saudita, comandando Al-Ain e Al-Raed.
Segundo o treinador, em entrevista à rádio “Cadena SER”, as equipes dirigidas por Georgios Donis, técnico da equipe saudita na Copa do Mundo, costumam ser organizadas e difíceis de enfrentar, especialmente quando têm como prioridade se defender.
Na avaliação de Machín, a Arábia Saudita deve adotar uma postura cautelosa diante da Espanha, priorizando uma linha defensiva compacta e explorando os contra-ataques. A estratégia lembra bastante a utilizada por Cabo Verde na estreia, quando a seleção africana fechou os espaços e dificultou a circulação de bola dos espanhóis durante toda a partida.
O treinador acredita que os sauditas não terão problemas em atuar com bloco baixo e muitos jogadores atrás da linha da bola. Embora possuam mais qualidade para propor o jogo do que grupo de Cabo Verde. A diferença técnica para a Espanha deve levar a equipe asiática a apostar em uma abordagem mais conservadora, buscando repetir surpresas como a vitória sobre a Argentina na Copa do Mundo de 2022.
— A Arábia Saudita não terá problema em fazer uma linha de cinco atrás, com quatro no meio e apenas um atacante. É isso que eu prevejo. Por mais que a Arábia Saudita queira ser mais ofensiva, o estilo de jogo espanhol — dominar o adversário e impor-se com a bola — prevalecerá. Entre o desejo deles [de ser um time mais ofensivo] de jogar dessa forma até certo ponto e a Espanha também incentivando isso… Será uma partida um tanto parecida com a de Cabo Verde — projetou Machín.
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Velocidade pode ser a chave para furar a defesa rival
Machín prevê um duelo semelhante ao que a Espanha enfrentou na primeira rodada. Para ele, o domínio da posse de bola continuará sendo dos espanhóis, enquanto a Arábia Saudita tentará reduzir espaços e esperar oportunidades para atacar.
Para superar essa resistência, a expectativa é de que Luis de la Fuente aposte em mais velocidade pelos lados do campo. Lamine Yamal, que iniciou no banco contra Cabo Verde e pode ser titular diante dos sauditas, surge como uma das principais armas para dar profundidade ao ataque e tornar a equipe menos previsível.
— É preciso ser um pouco mais direto e não cadenciar tanto o jogo para controlá-lo. Essa é uma das qualidades que Luis de la Fuente introduziu na seleção, e tenho certeza de que agora, com pontas mais puros e dinâmicos, conseguiremos alcançar esse tipo de jogo — disse o Marchín.
Na visão de Machín, foi justamente essa intensidade que faltou à Espanha na estreia. O treinador entende que a seleção precisa ser mais vertical em determinados momentos, sem abrir mão do controle da partida, mas acelerando a circulação da bola para criar mais espaços e aumentar o poder ofensivo diante de adversários fechados.