Copa do Mundo

Noruega 4×1 Iraque: Haaland estreia em Copas ilustrando força de seu país, mas há ponto fraco

Noruegueses goleiam com grande atuação do atacante do Manchester City

O primeiro jogo de Copa do Mundo da Noruega neste século e o da carreira de Erling Haaland terminou de forma positiva nesta terça-feira (16). Pela 1ª rodada do grupo I da, a seleção europeia bateu o Iraque, 4 a 1, com dois gols de seu maior craque e um de Leo Ostigard. Ambos os tentos do atacante do Manchester City foram na primeira etapa, bem dentro das características dele.

O lado árabe lutou e fez um bom jogo, finalizando só uma vez a menos que o adversário (11 a 12) e chegando com perigo além do gol em cabeçada de Aymen Hussein — atacante que foi interrogado por sete horas pelas autoridades americanas assim que chegou ao país-sede.

A vitória norueguesa veio reforçando suas maiores forças, que devem incomodar grandes seleções, mas, ao mesmo tempo, expôs sua maior fragilidade.

Iraque x Noruega: Como foi o jogo

Foi uma etapa inicial com vários momentos diferentes. Se o Iraque começou mais perigoso, com espaço para atacar em bolas longas, a parada técnica melhorou os Vikings, que abriram o placar depois disso e quase ampliaram com Alexander Sorth, bloqueado pela marcação, e Martin Odegaard, em chute para fora.

No entanto, os árabes conseguiram superar os ataques dos europeus, colocaram a bola no chão para empatar e, mesmo com o vacilo na saída de bola que deu a vantagem ao adversário, pressionaram nos acréscimos para pelo menos igualar o placar.

Jogadores da Noruega após gol sobre o Iraque
Jogadores da Noruega após gol sobre o Iraque (Foto: IMAGO / Bildbyran)

Em um segundo tempo menos agitado, mais lento e com menos finalizações, a bola parada pesou, com cobrança de escanteio de Odegaard que acabou nas redes após cabeçada de Ostigard. Nos acréscimos, outra bola aérea acabou em gol contra de Hussein.

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Iraque x Noruega: Pressão, velocidade e altura são grandes armas norueguesas

O primeiro gol norueguês potencializou perfeitamente a maior arma coletiva do time: as transições em velocidade rumo ao ataque. Após atração no campo de defesa, Sorloth recuou e deu um toque que desafogou a pressão adversária, abrindo o campo para uma rápida jogada que acabou com Haaland dando um carrinho na bola na pequena área após cruzamento de David Moller Wolfe.

A outra faceta importante dessa Noruega é a intensidade sem bola. Além de tudo o que entrega no momento ofensivo, Haaland traz um enorme privilégio ao seu país por sua dedicação sem bola. Ele pressionou o goleiro Jalal Hassan e “ganhou” de presente o gol, se aproveitando de presente de Zaid Tahseen.

Na etapa final, outro ponto interessante dos europeus. Tendo um time com média de altura de 1,88m, os Vikings podem se aproveitar das cobranças de Odegaard, que faz parte do Arsenal, time da melhor bola parada do mundo, sejam em escanteios ou faltas, para destravar partidas. O meia levantou corner na medida para Ostigard. Foi em um cruzamento desviado por Haaland que também veio o quarto gol.

No entanto, nem tudo são flores. O Iraque teve momentos ofensivos interessantes em ataques diretos. Chamou atenção negativamente, em especial, na recomposição do lado direito. Como Odegaard é o meia por aquele setor que flutua para dentro para ser mais um meia, o lateral ofensivo Julian Ryerson tem a obrigação de subir para ocupar a amplitude. Uma bola perdida e há uma avenida a se explorar.

No gol iraquiano, Ali Jasim “deitou” no mano a mano frente ao defensor e deu para Amir Al-Ammari, se aproveitando da pouca dedicação de Odegaard, cruzar para Hussein marcar.

Iraque x Noruega: Correção defensiva pode fazer Vikings sonharem

O ajuste nessa marcação pelo lado direito, seja com mais dedicação de Odegaard, colocando Sorloth para recompor pelo lado ou mesmo um ponta — na vaga do próprio atacante do Atlético de Madrid ou de Fredrik Aursnes, o terceiro meio-campista da seleção norueguesa –, pode tornar o time mais equilibrado e com menos pontos fracos.

A Noruega lidera o grupo I, pois tem maior saldo que a França, que venceu Senegal por 3 a 1 mais cedo. Suas valências de transição, pressão e bola parada podem pesar em uma chave tão parelha e serem facetas que podem incomodar adversários pesados no mata-mata, que pode ser até a seleção brasileira em uma possível oitavas de final.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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