Copa do Mundo 2026

México cai de pé na Copa do Mundo após campanha que desmontou previsões

Seleção mexicana competiu com a Inglaterra e dá esperanças para o futuro

Acabou a caminhada de mais uma das anfitriãs da Copa do Mundo. Depois da eliminação do Canadá, foi a vez do México cair, também nas oitavas de final, derrota para a Inglaterra por 3 a 2 neste domingo (5), no mítico Estádio Azteca. Uma derrota dolorida, ainda mais pela trajetória mexicana e a luta deles.

La Tri foi melhor que os ingleses em parte considerável da partida e até os pressionou nos minutos finais, marcados pela retranca europeia para segurar a classificação com um a menos. Não deu para a dona da casa virar, mas serviu para ilustrar a entrega e qualidade que a equipe treinada por Javier Aguirre apresentou. Ainda mais considerando as prévias do Mundial.

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México entregou acima do esperado na Copa do Mundo

A má fase do futebol mexicano, com decisões controversas da federação local, como acabar com o rebaixamento no campeonato local, impactou a seleção. Quando foi eliminada na fase de grupos da última Copa, vinha perdendo espaço até na Concacaf com os títulos dos Estados Unidos na Copa Ouro (2021) e Nations League (2020, 2023 e 2024).

Raúl Jiménez celebra gol do México na Copa do Mundo
Raúl Jiménez celebra gol do México na Copa do Mundo (Foto: IMAGO / Eyepix Group)

No ciclo caótico para 2026, teve três técnicos até Aguirre assumir há dois anos. O novo treinador até conseguiu sucesso local, mas não empolgava nos amistosos preparatórios, com direito a goleada sofrida para a Colômbia, derrota para o Paraguai e apenas duas vitórias sobre seleções que disputariam o Mundial entre setembro do ano passado até a competição.

A expectativa era baixa para a Copa, mas, em campo, foi ao contrário. Desde a estreia no Mundial, o México, inflamado pela torcida, se mostrou um time intenso e ofensivo, ao mesmo tempo que adaptativo ao placar.

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Seleção mexicana mostrou variação tática e adaptação

Em muitos jogos, o time anfitrião impôs um grande ritmo, criou sua vantagem e recuou para segurar sua vantagem. Foi assim com a África do Sul, no primeiro jogo do Mundial, e frente ao Equador, quando avançou da fase de 16 avos.

A Inglaterra também sofreu um pouco com isso na etapa inicial. Os mexicanos eram velozes para atacar, exigiram grande defesa de Jordan Pickford e estavam em cima antes de Jude Bellingham marcar duas vezes.

Os gols não os assustaram. Seguiram em cima e diminuíram com Julián Quiñones, podendo até ter empatado por duas boas chances de Raúl Jiménez.

Diversas provas de como Aguirre montou um time com variações táticas interessantes. Uma equipe que, com a bola, poderia ver seu lateral-esquerdo, Jesús Gallardo, subir para que Quiñones flutuasse para dentro, movimento que consagrou o atacante como maior artilheiro de La Tri em Copas, com quatro gols, junto de Javier Hernández e Luis Hernández.

Quiñones comemora gol do México na Copa do Mundo
Quiñones comemora gol do México na Copa do Mundo (Foto: IMAGO / Xinhua)

Também tinha uma dinâmica na direita com a troca de posições do ponta Roberto Alvarado com o meia Gilberto Mora, que confundia marcações, como a do Equador, mesmo no lado que tinha os defensores Willian Pacho e Piero Hincapié, ambos da elite do futebol mundial. As dinâmicas não eram só ofensivas. A equipe se defendia muito bem e só foi ser vazada na eliminação.

É uma campanha que acaba dolorida. Dava para ter forçado, no mínimo, a prorrogação contra a Inglaterra, que vai às quartas para enfrentar a Noruega.

Apesar disso, fica para a seleção mexicana um otimismo e esperança para o futuro, depois de tanta frustração. Mora (17 anos), Brian Gutiérrez (23), Obed Vargas (20), Armando González (23) e Mateo Chávez (22) são promessas que já participaram deste Mundial e prometem liderar o México para os próximos anos, incluindo o ciclo até a Copa do Mundo de 2030.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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