México 2 x 3 Inglaterra: Protagonistas e mudanças de Tuchel superam euforia mexicana no Azteca
Kane e Bellingham voltam a brilhar no torneio para assegurar classificação para as quartas de final; na próxima fase, ingleses enfrentam a Noruega em Miami
Tudo jogava contra a Inglaterra neste domingo (5) nas oitavas de final da Copa do Mundo. No lendário Estádio Azteca, os comandados de Thomas Tuchel precisaram superar a euforia dos donos da casa, no último jogo da Tri em casa, para derrotar o México por 3 a 2 e assegurar a vaga à próxima fase. O brilho dos protagonistas pavimentou o caminho da classificação da campeã mundial de 1966.
Harry Kane, de pênalti, e Jude Bellingham (duas vezes) marcaram os gols da vitória da Inglaterra, mesmo em momentos nos quais o México tinha o controle da partida. Julián Quiñones e Raúl Jimenez diminuíram o placar no Azteca, mas não foram suficientes para reverter o placar para os donos da casa.
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Tuchel promoveu, novamente, mudanças no ataque para a partida. Anthony Gordon e Bukayo Saka iniciaram no time titular, e tiveram participação direta nos gols da Inglaterra. Ainda existe uma dependência sobre as estrelas da equipe, mas o desempenho na Cidade do México mostra que a seleção inglesa segue em evolução em busca do segundo título mundial.
México 2 x 3 Inglaterra: Como foi o jogo
México iniciou o duelo no Azteca impulsionado por sua torcida. Com a vantagem de disputar todas as partidas em seus domínios, a Tri fez valer a força do estádio para criar oportunidades sobre a Inglaterra ainda no primeiro tempo. Jordan Pickford precisou fazer boas intervenções — especialmente no peixinho de Raúl Jimenez no início da primeira etapa. Até a primeira pausa para a hidratação, somente o México havia finalizado.
Gareth Southgate voltou a mexer no time titular, mantendo apenas Jude Bellingham e Harry Kane em comparação com a vitória sobre a República Democrática do Congo. Anthony Gordon e Bukayo Saka substituíram Marcus Rashford e Madueke no ataque. Depois da hidratação no estádio, foi o novo atacante do Barcelona responsável pelas jogadas mais perigosas da Inglaterra.
Mas em linhas gerais, o duelo se mostrou muito físico, dos dois lados da bola. A Inglaterra, na maior parte do tempo, se viu pressionada em seu próprio campo, acuada pela velocidade dos laterais mexicanos, e com Kane, principal arma de Tuchel, com dificuldades para encontrar espaços no meio-campo e ataque.
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Tudo mudou a partir do brilho de outro protagonista. Bellingham repetiu uma de suas principais qualidades na Inglaterra: as infiltrações na área, em velocidade, para vencer a defesa mexicana. Aos 36 minutos, surgiu por trás de Kane, sem marcação, para aproveitar o cruzamento de Saka, de peixinho — repetindo a finalização de Jimenez. Dois minutos depois, repetiu a dose, com assistência do centroavante Kane.
O México ainda controlava a partida, mantendo a bola no último terço — inclusive quando a Inglaterra chegou a seus dois gols. E diante da pressão sobre Pickford, conseguiu furar este bloqueio para se recolocar no placar. Julián Quiñones, aos 42 minutos, pegou de primeira, na pequena área, para vencer o goleiro inglês. Até o final da primeira etapa, ainda teve outras duas oportunidades para chegar ao empate, desperdiçadas.
A Inglaterra iniciou melhor a partida no segundo tempo, com bola na trave e finalizações perigosas em direção a Raúl Rangel. E mesmo em desvantagem numérica, após a expulsão de Jarell Quansah, chegou ao gol depois de Gordon ser derrubado pelo goleiro na área e Kane ter convertido a penalidade máxima.
Com um a mais, o México se lançou ao ataque, e Jimenez ainda conseguiu converter de pênalti, aos 24 minutos do segundo tempo. Deste ponto em diante, a Inglaterra se fechou e abriu mão do ataque para conquistar a vitória, e Tuchel mexeu no time para selar a defesa, com entradas de John Stones, Dan Burn e Djed Spence, até o final da etapa regulamentar — e com a classificação assegurada com drama até o último minuto.
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Protagonistas dão vitória à Inglaterra contra o México
Antes da partida, as ameaças de tempestades de raios no estádio, a altitude da Cidade do México e até a possibilidade de os jogadores da Inglaterra utilizarem Viagra para remediar os efeitos da pressão atmosférica dominaram o noticiário do Reino Unido. Tudo isso foi combatido a partir das decisões de Tuchel para o jogo e o brilho dos protagonistas.
Durante toda a Copa do Mundo, a Inglaterra necessitou de Kane e Bellingham para chegar à vitória. Contra o México, não foi diferente. O meio-campista do Real Madrid selou a classificação inglesa às quartas de final com dois gols ainda no primeiro tempo. As assistências, de Saka e Kane, vieram nos momentos em que a Inglaterra se viu mais pressionada no Azteca.
O roteiro do primeiro tempo ajuda a explicar por que a Inglaterra tem, para o bem e para o mal, uma dependência em Bellingham e Kane. Quando necessário, a dupla encontra um caminho para furar o bloqueio adversário. No caso do México, um caminho para furar o ímpeto e a desvantagem numérica no Azteca.
Bellingham marcou duas vezes, nos raros momentos em que a Inglaterra se lançou ao ataque; na segunda etapa, Kane converteu o pênalti sofrido por Gordon para ampliar a vantagem e assegurar a classificação. Dos 11 gols marcados pela seleção nesta Copa do Mundo, dez foram anotados pela dupla.
Agora, os ingleses irão enfrentar a Noruega, que eliminou o Brasil, nas quartas de final. O duelo ocorre no próximo sábado (11), no Estádio de Miami, na Flórida.
México fica pelo caminho mesmo com superioridade na partida
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O México chegou ao duelo no Azteca sonhando com uma classificação às quartas de final. E, durante boa parte da partida, foi superior à Inglaterra. O que faltou a Quiñones e Jimenez foi, justamente, o fator que faz a Inglaterra avançar: jogadores extraclasse e fora de série.
Até as oitavas de final, o México teve dificuldades, mas avançou com superioridade sobre a maioria de seus adversários. Encerrou sua participação no Grupo A sem ser vazado, com oito gols marcados em quatro jogos. Contra a Inglaterra, sofreu três gols, justamente dos pés dos craques de Tuchel.
Com a queda do México e do Canadá, dois países-sede do Mundial, apenas os Estados Unidos seguem vivos dentre os anfitriões. Comandados por Mauricio Pochettino, a seleção estadunidense enfrenta a Bélgica nesta segunda-feira (6), pelas oitavas de final.