‘Abriu a caixa de Pandora’: Matthaus detona ex-técnico da Alemanha por fracasso na Copa
Campeão mundial de 1990 apontou inconsistências de Julian Nagelsmann à frente da Nationalelf, eliminada nos 16-avos-de-final
Embora tenha avançado da fase de grupos peça primeira vez desde 2014, a Alemanha se despediu da Copa do Mundo na América do Norte com um sentimento amargo, caindo nos 16-avos-de-final para o Paraguai, nos pênaltis. E Lotthar Matthäus criticou Julian Nagelsmann, demitido pela seleção, que agora está perto de anunciar Jürgen Klopp.
O campeão mundial de 1990 apontou as inconsistências de Nagelsmann à frente da Nationalelf, sobretudo no trato do elenco. O jornal “Bild” revelou bastidores da seleção alemã e destacou a “solidão” de Leon Goretzka, cuja convocação ao torneio já havia sido alvo de críticas devido sua perda de prestígio no Bayern de Munique ao longo de 2025/26.
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Sem sequência entre os titulares de Vincent Kompany, o meia era uma das apostas do treinador de 38 anos para a Copa, principalmente com a improvisição de Joshua Kimmich como lateral-direito. Entretanto, Goretzka foi preterido em relação a Aleksandar Pavlovic e Felix Nmecha, ficando atrás também de Nadiem Amiri e Pascal Gross na hierarquia do setor.
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Ao todo, foram apenas 94 minutos disputados em três partidas da competição, sempre saindo do banco de reservas, o que motivou a crescente irritação do camisa 8 da Nationalelf. Leon Goretzka também se recusou a bater o sexto pênalti decisivo contra a Albirroja, que foi cobrado (e perdido) pelo zagueiro Jonathan Tah. Para a lenda alemã, Julian Nagelsmann foi o culpado por essa situação.
— Isto é um reflexo da liderança de Julian Nagelsmann e seu rumo em ziguezague com Goretzka, (Denis) Undav e (Oliver) Baumann — começou Matthäus.
Nagelsmann e os atritos na Alemanha
— Ele (Nagelsmann) disse que Goretzka tinha que jogar. Nenhum dos torcedores, da comunicação social ou dos especialistas exigiu isso antes do Mundial. Foi ele quem abriu a caixa de Pandora com a convocação e depois a fez transbordar — concluiu a lenda do futebol alemão.
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Além da polêmica em torno do meia de 31 anos, o técnico também acumulou atritos com outras peças da Nationalelf. Baumann, por exemplo, já havia recebido o apoio público de Nagelsmann para ser o dono da meta da Nationalelf durante a Copa do Mundo.
Com a aposentadoria de Manuel Neuer da seleção após a Eurocopa 2024 e os frequentes problemas físicos de Marc-André Ter Stegen, o goleiro do Hoffenheim conquistou a posição e a confiança do treinador, que o utilizou como titular em seis partidas das Eliminatórias Europeias.
— Oliver Baumann será o nosso número um. Ele vem atuando em alto nível há anos — chegou a dizer Julian Nagelsmann em entrevista coletiva de agosto de 2025.
Só que, às vésperas da divulgação da lista final para o Mundial, Julian Nagelsmann promoveu o retorno do ícone dos Bávaros, que decidiu jogar mais um Mundial com os alemães. Como consequência, Oliver Baumann ficou no banco de reservas para Neuer atuar.
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Já Undav fechou 2025/26 em alta no Stuttgart com 39 participações diretas em gols em 46 partidas. Na Nationalelf, o centroavante não vinha sendo titular, embora causasse impacto saindo do banco, tanto que chegou a cobrar o técnico publicamente por mais oportunidades.
— Ele (Undav) fez o que costuma fazer no Stuttgart. Não esteve muito envolvido. Acho que não esteve envolvido em nada até então. Mas aí marcou o gol, é para isso que ele está lá. […] Temos funções definidas e eu preciso cumpri-las, caso contrário, posso esquecer minha credibilidade — disse Julian Nagelsmann em março.
Descontente com as declarações de Denis Undav, Julian Nagelsmann não o incluiu entre seus 11 inicias na seleção alemã. O atacante foi o líder em participações em gols (5) do time na fase de grupos da Copa, mesmo sendo suplente. Ele foi titular apenas no mata-mata, mas não conseguiu furar a retranca paraguaia.