Alemanha demite Nagelsmann e vai atrás de Klopp mesmo após fala polêmica
Eliminação diante do Paraguai força Federação Alemã a promover mudanças no comando técnico
A Alemanha não demorou para tomar uma decisão quanto ao futuro de sua seleção. Menos de uma semana após a eliminação diante do Paraguai, nos 16-avos de final da Copa do Mundo, a Federação Alemã de Futebol (DFB) decidiu pela saída de Julian Nagelsmann, em comum acordo. Jürgen Klopp, diretor esportivo da Red Bull e ex-treinador do Liverpool, agora se torna a prioridade da seleção.
Ao longo dos últimos meses, Klopp se mostrou aberto a suceder Nagelsmann no comando da tetracampeã mundial. Depois de deixar o Liverpool, ao final da temporada 2024/25, o treinador afirmou que iria tirar um período sabático, mas continuou no radar de grandes clubes do futebol europeu, como o Real Madrid.
— Quanto à nomeação de um sucessor, a diretoria da DFB buscará agora dialogar com Jürgen Klopp, que já manifestou sua disposição em assumir o cargo — afirmou a Federação Alemã por meio de nota.
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Com contrato junto ao grupo esportivo da Red Bull, Klopp precisará arcar com a multa rescisória — ou a DFB —, como relatado pela “Bild”. A tendência, se as partes chegarem a um acordo para a chegada do treinador nas próximas, para o ciclo da Eurocopa e Copa do Mundo.
Nagelsmann não conseguiu evoluir trabalho com a Alemanha na Copa do Mundo
Nagelsmann chegou ao comando da seleção alemã em setembro de 2023, após a saída de Hansi Flick, eliminado ainda na fase de grupos do Catar, em 2022. Naquela edição, a Alemanha foi derrotada por Espanha e Japão na primeira fase.
Com passagens por RB Leipzig e Bayern de Munique, Nagelsmann era visto como um “prodígio” do futebol alemão. Em sua primeira competição oficial à frente da seleção, na Eurocopa de 2024, o treinador levou a equipe às semifinais, sendo eliminado somente pela campeã Espanha.
— Nos últimos dias, após a nossa eliminação, refleti bastante e conversei com pessoas de confiança do meu círculo pessoal e da associação. Essa decisão não foi nada fácil para mim. Depois de uma decepção tão dolorosa, o time merece a oportunidade de um verdadeiro recomeço — afirmou Nagelsmann.
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Depois de passar por Curaçao e Costa do Marfim na fase de grupos — e ser derrotado por Equador na última rodada —, a Alemanha ficou apenas no empate por 1 a 1 com o Paraguai e foi eliminada nos pênaltis.
— Fico profundamente triste por termos decepcionado vocês e por não termos conseguido proporcionar mais noites de futebol nesta Copa do Mundo. Vocês mereciam muito mais — afirmou o ex-treinador da seleção alemã.
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Klopp pode iniciar reformulação na seleção da Alemanha
Nagelsmann não é o único nome a deixar a Alemanha nesta sexta-feira. Além dele, Benjamin Glück e Benjamin Hübner, assistente técnicos do treinador, também não terão seus cargos mantidos na seleção para o próximo trabalho — seja sob o comando de Klopp ou de outro nome.
A ideia da DFB é de iniciar uma reformulação no corpo técnico, que passa diretamente pela figura do treinador e da federação. Andreas Rettig, diretor-gerente de esportes, também não terá seu contrato renovado — em uma decisão pessoal, e que já havia sido antecipada ao presidente Bernd Neuendorf antes mesmo do início da Copa do Mundo.
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Mirar em Klopp, além de o treinador ter se mostrado aberto ao cargo, se justifica a partir de seus últimos trabalhos. No Borussia Dortmund e no Liverpool, se destacou pelos resultados em campo, com conquistas de Premier League, Champions League e Bundesliga, mas principalmente por sua gestão de elenco.
Sem conseguir trabalhar diariamente, e por já ter experiência com a gestão esportiva no grupo Red Bull, ele chega como favorito para assumir o comando da seleção alemã, que não vence uma partida de mata-mata em Copas do Mundo desde o tetracampeonato, em 2014. Desde então, foi eliminada nas fases de grupo em 2018 e 2022, além da queda para o Paraguai neste ano.
Klopp, no entanto, havia se envolvido em polêmica no início da Copa do Mundo com Nagelsmann. Nos Estados Unidos como comentarista, o alemão chegou a se referir ao comandante da tetracampeão como o “ainda treinador da Alemanha” — já prevendo uma eventual demissão após o torneio.
Pouco depois, o próprio Klopp reconheceu o exagero: “Percebi que depois de amanhã farei 59 anos e continuo sendo um idiota.” A retratação não impediu críticas de nomes importantes do futebol alemão. Lothar Matthäus classificou a fala como “frívola” e “muito impensada”. Já Bastian Schweinsteiger afirmou que o comentário jamais deveria ter sido feito.