Martinelli ou Danilo Santos: Quem é o substituto ideal para Paquetá em Brasil x Noruega?
Dupla da Seleção briga por uma vaga entre titulares de Carlo Ancelotti para decisão das oitavas de final da Copa do Mundo
O Brasil enfrenta a Noruega no domingo (5), às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Para a decisão, Carlo Ancelotti tem uma grande dúvida para a escalação: quem é o substituto ideal de Lucas Paquetá, Gabriel Martinelli ou Danilo Santos?
O camisa 20 da Seleção sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda durante a vitória sobre o Japão por 2 a 1 na segunda-feira (29) e precisou ser substituído ainda no intervalo. Paquetá não reúne condições físicas para enfrentar os Vikings, o que abre um dilema com potencial de afetar até mesmo o modelo de jogo.
Embora seja um ponta-esquerda de origem, o atacante do Arsenal saiu do banco de reservas contra os Samurais Azuis para ser uma espécie de terceiro meio-campista, tanto que inclusive fez o gol da classificação. Por outro lado, o volante do Botafogo tem características um pouco mais semelhantes ao do meia do Flamengo.
Quem o Brasil pode enfrentar no mata-mata?
Diante dessa indecisão, a Trivela escolhe seu nome predileto entre Martinelli e Danilo para assumir a vaga de Lucas Paquetá na seleção brasileira.
Por que Danilo Santos merece ser titular em Brasil x Noruega?
:quality(65)/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F07%2Fdanilo-santos-brasil-japao-scaled.jpg)
Com base no que apresentaram até aqui no torneio da América do Norte, a tendência é que a equipe do treinador italiano tenha mais posse de bola do que o time de Stale Solbakken, que deve apostar nas rápidas transições ofensivas para tentar surpreender. E esse cenário embasa a preferência pelo camisa 18 da Amarelinha.
Danilo Santos fez sua estreia pelo Brasil nos amistosos de março contra França e Croácia, quando substituiu o machucado Bruno Guimarães. Naquela Data Fifa, o volante mostrou muita qualidade para se aproximar da grande área adversária e finalizar, assim como conectar defesa e ataque com passes precisos, mas sem abrir mão das tarefas defensivas.
Para além de Erling Haaland, que é um dos melhores nomes de sua posição no mundo, a seleção norueguesa possui outros atletas rápidos (Antonio Nusa e Alexander Sorloth, por exemplo), e com qualidade no passe (Martin Odegaard) para levar perigo em contra-ataques. Portanto, quando a Seleção perder a bola, não poderá falhar na recomposição.
Apesar de ter feito um dos gols nos 16-avos-de-final do Mundial, Casemiro teve muitas dificuldades em proteger a primeira linha na etapa inicial. O gol japonês também aconteceu porque o camisa 5 da seleção brasileira não conseguiu acompanhar Kaishu Sano na velocidade e, como já estava amarelado, não fez a famosa falta tática.
Para não sobrecarregar Casemiro e os quatro defensores, o camisa 18 da Amarelinha é a opção mais segura para o meio-campo. Danilo combina vitalidade com qualidade técnica para causar impacto nos momentos de posse. E, quando os Vikings tiverem a bola, está mais preparado (e mais acostumado do que o ponta) para desarmar ou interceptar antes de Alisson ser exigido.
- - ↓ Continua após o recado ↓ - -
Martinelli pode ser importante vindo do banco
:quality(65)/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F06%2Fimago1078996030-1-scaled-e1782768087791.jpg)
Justiça seja feita, Gabriel Martinelli foi um bom camisa 8 ao ser lançado na fogueira por Ancelotti, mas o contexto da partida era completamente diferente. O combinado de Hajime Moriyasu estava recuado em bloco baixo em meio à pressão do Brasil, que já havia empatado e estava em busca do segundo gol.
Como Endrick já estava em campo no lugar do meia do Flamengo, o camisa 22 da Seleção substituiu Matheus Cunha para pensar o jogo na intermediária, com liberdade para se aproximar da construção desde os zagueiros, se aproximando do verdadeiro camisa 8 e de Douglas Santos no lado esquerdo.
Esse posicionamento de Martinelli colocou Vinicius Jr. no jogo, pois ele ficou próximo à linha lateral, onde rende melhor nas jogadas de 1 x 1. Além disso, Guimarães também pôde encostar na área dos Samurais Azuis, já que o ponta do Arsenal se apresentava para ser opção de passe entre o craque do Real Madrid e o camisa 6 da Amarelinha.
A consequência disso foi que o Japão desorganizou sua retranca porque tinha que proteger uma área maior com Vinicius Jr. fixo na esquerda, e Douglas Santos ou Gabriel Martinelli atacando o buraco gerado. E se a Noruega tentar replicar esse ferrolho contra a seleção brasileira, o atacante pode destravar a partida vindo do banco de reservas.
Com os Vikings mais cansados, Martinelli poderia entrar até mesmo entrar no lugar do volante do Botafogo para repetir sua função de terceiro meio-campista, replicando o que fez no jogo anterior. Velocista de bastante fôlego, o camisa 22 também já provou que está com a pontaria em dia e tem estrela para ser a surpresa tática para manter o sonho do hexa vivo.