Copa do Mundo 2026

Estatísticas de Brasil x Noruega para ficar de olho nas oitavas de final da Copa do Mundo

Saiba tudo sobre duelo entre Amarelinha x Vikings, que vale vaga na próxima fase do Mundial

Neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), Brasil x Noruega se enfrentam no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. A Seleção não é eliminada nesta fase desde 1990, quando caiu para a Argentina. Por outro lado, essa é a melhor campanha dos Vikings no torneio, que nunca haviam vencido um jogo de mata-mata em sua história — o que aconteceu contra a Costa do Marfim, nos 16-avos-de-final.

É possível que você já saiba que a seleção brasileira nunca venceu os noruegueses na história. Em quatro confrontos, foram dois empates e duas derrotas, incluindo o revés na fase de grupos do Mundial de 1998, ano da última participação dos europeus na competição antes de garantir vaga na América do Norte.

A Amarelinha também não supera um europeu em duelo eliminatório de Copa desde 2002, quando foi pentacampeã. Tabus à parte, a Trivela reúne as principais estatísticas para ficar de olho em Brasil x Noruega, que vale vaga nas quartas. Os dados utilizados foram colhidos no “SofaScore” e no “Opta Analyst”.

  
Quem o Brasil pode enfrentar no mata-mata?
  
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Quem o Brasil pode enfrentar no mata-mata?

  
  
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Dados coletivos mostram como deve ser Brasil x Noruega

Carlo Ancelotti em Brasil x Japão na Copa do Mundo
Carlo Ancelotti em Brasil x Japão na Copa do Mundo (Foto: Imago/Brazil Photo Press)

Média de posse de bola por jogo na Copa do Mundo 2026

  • Brasil: 57,8%;
  • Noruega: 49,8%.

Após quatro partidas disputadas, a equipe de Carlo Ancelotti confirmou sua predisposição em ter mais a posse do que o adversário. Embora contra Marrocos os números tenham sido equilibrados (51%), a Seleção teve a bola por mais tempo contra Haiti (57%), Escócia (54%) e Japão (69%).

Já o time de Stale Solbakken, como esperado, controlou a posse de bola contra o azarão Iraque (61%), mas não fez o mesmo contra os potentes Senegal (42%) e França (43%). No primeiro mata-mata, a Noruega (53%) tentou dividir a responsabilidade com a Costa do Marfim.

Grandes chances criadas na Copa do Mundo 2026

  • Brasil: 17 — 9 foram perdidas;
  • Noruega: 18 — 11 foram desperdiçadas.

Portanto, a tendência é que a Amarelinha tenha mais posse do que os Vikings, que apostarão nas rápidas transições ofensivas para tentar surpreender. Sem a bola, os brasileiros vão usar a máxima do perde-pressiona, além de subir sua marcação para forçar os noruegueses ao erro na saída de bola.

Média de passes certos por jogo na Copa do Mundo 2026

  • Brasil: 525;
  • Noruega: 379.
Stale Solbakken, técnico da Noruega, criticou polêmicas da Copa do Mundo
Solbakken, técnico da Noruega (Foto: Bildbyran/Icon Sport)

Como consequência de ter mais a posse da bola, o Brasil troca mais passes do que a Noruega. A responsabilidade da vitória está do lado verde-amarelo, portanto, o cenário deve se repetir. Com os Vikings tentando compactar suas linhas, a Amarelinha terá que apostar nas combinações e nas jogadas individuais para progredir.

Uma questão a se observar é que, contra os Samurais Azuis, o treinador italiano incentivou os cruzamentos depois do intervalo para furar o bloqueio adversário. Ao todo, foram 39 bolas lançadas na grande área japonesa, sendo 12 no 1º tempo e incríveis 27 na etapa final.

Gols marcados na Copa do Mundo 2026

  • Brasil: 9;
  • Noruega: 10.

Caso a seleção norueguesa consiga se fechar em bloco baixo, é pouco provável que a estratégia dos chuveirinhos dê certo para os brasileiros. A média de altura do elenco europeu é de 1,87m, enquanto a do combinado sul-americano é de 1,83m. A título de comparação, a seleção asiática tem uma média de altura de 1,82m.

Seleção brasileira celebra gol de Casemiro contra o Japão (Foto: IMAGO / Fotoarena)
Seleção brasileira celebra gol de Casemiro contra o Japão (Foto: Imago/Fotoarena)

Finalizações na Copa do Mundo 2026

  • Brasil: 60 — 26 delas no gol, cuja taxa de conversão é de 15%;
  • Noruega: 44 — 20 delas no gol, cuja taxa de conversão é de 22,73%.

A Seleção costuma arriscar bastante no último terço e, com tamanho volume, consegue balançar as redes em algum momento, mas a taxa de conversão poderia ser melhor (12º lugar). Os Vikings chutam menos, mas têm um dos melhores aproveitamentos (4º lugar) quando o assunto é ser eficiente para colocar a bola no fundo do gol.

Chutes permitidos na Copa do Mundo 2026

  • Brasil: 40 — 13 deles no gol
  • Noruega: 59 — 19 deles no alvo

Lá atrás, o Brasil tem uma das melhores defesas do torneio, com apenas dois gols sofridos, enquanto a Noruega já foi vazada oito vezes. O que ajuda a explicar essa discrepância é que os Vikings são um dos times que mais permitem o adversário finalizar (7º nesse quesito). Cabe ressaltar que o nível de enfrentamento da Amarelinha foi inferior.

Com os reservas noruegueses em campo, a França (18 finalizações) conseguiu se impor com maior facilidade. Mesmo assim, Iraque (11), Senegal (16) e Costa do Marfim (14) também encontraram os espaços entrelinhas para chutar. Somado ao poderio ofensivo dos brasileiros, esse roteiro deve se repetir.

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Destaques individuais

Erling Haaland da Noruega
Erling Haaland, da Noruega, celebra gol (Foto: Jon Olav Nesvold/BILDBYRÅN)

É inegável que a grande preocupação do treinador italiano reside em Erling Haaland, que já marcou cinco gols e está na briga pela artilharia da Copa do Mundo. O centroavante da Noruega pode parecer sumido do jogo, sem pegar tanto na bola, porém, em questão de segundos, pode ir às redes.

Contra os Elefantes, por exemplo, Haaland teve mais toques dentro da própria área (7) do que na adversária (5). Ao todo, ele encostou na bola “apenas” 27 vezes, cujo número foi o menor registrado entre os jogadores de linha que começaram jogando no confronto dos 16-avos-de-final.

Em contrapartida, o camisa 9 dos Vikings descolou quatro chutes, e ninguém arriscou mais do que ele, tanto que fez o gol da classificação. Do lado do Brasil, Gabriel Magalhães, seu rival de Premier League, ficará encarregado da marcação homem a homem, cuja missão é não deixar Erling Haaland ser o protagonista.

Não vai ser fácil, pois o atacante norueguês atingiu uma das maiores velocidades máximas nesta edição do torneio, com 35,7 km/h. O maior velocista do Mundial é Jules Koundé, que chegou a 36,1 km/h. Na Seleção, Danilo Santos é o dono do pique mais rápido, com 34,9 km/h.

Oscar Bobb (34,9 km/h) e Alexander Sorloth (34,5 km/h) também devem ser acionados em contra-ataques pelas pontas. As velocidades máximas registradas pela linha defensiva titular brasileira são: Danilo (33,7 km/h); Marquinhos (33,2 km/h); Douglas Santos (31 km/h); e Gabriel Magalhães (31 km/h).

Bruno Guimarães é a grande esperança de criação, pois é o vice-garçom da Copa com quatro assistências, uma a menos do que Michael Olise. Vinicius Jr. acumulou uma média de 2,5 chutes ao gol por partida (4º melhor da competição). Haaland tem média de 3 finalizações certas por jogo (3º lugar).

Por fim, Alisson deve trabalhar contra os Vikings para manter o clean sheet. O goleiro da Amarelinha tem 1,19 gols defendidos neste Mundial (4ª posição geral). Orjan Nyland, por sua vez, não tem o mesmo impacto debaixo das traves, com -0,65 gols defendidos (34º lugar).

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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