Brasil 2 x 1 Japão: Feito inédito desde 2002 da Seleção vem com dedo de Ancelotti e grande força
De virada, seleção brasileira sofre, mas avança às oitavas de final para encarar Costa do Marfim ou Noruega
A seleção brasileira lutou até o fim e saiu com uma suada classificação às oitavas de final da Copa do Mundo nesta segunda-feira (29). Em Houston, o Japão saiu vencendo com falhas feias da defesa do Brasil, mas Casemiro e Gabriel Martinelli brilharam para a virada, feito inédito em mata-mata de Mundiais desde 2002, ano do penta.
Os Samurais Azuis abriram o placar graças a erros de Danilo em saída de bola e Casemiro na marcação, dando espaço para Kaishu Sano brilhar. No entanto, no segundo tempo, o volante compensou o erro concluindo cruzamento de Gabriel Magalhães na segunda trave. Quase no último minuto, Bruno Guimarães assistiu Martinelli para decretar o placar final: 2 a 1.
Quem o Brasil pode enfrentar no mata-mata?
A Seleção garantiu sua classificação por uma troca ousada de Carlo Ancelotti e reforçando a grande força do trabalho.
Brasil x Japão: como foi o jogo
O início brasileiro na partida foi positivo. Em 14 minutos, foram quatro finalizações. Dois chutes desviados levaram perigo: um de Bruno Guimarães na rede pelo lado de fora, outro de Matheus Cunha exigindo defesa de Zion Suzuki.
No entanto, o Brasil começou a se frustrar com a retranca japonesa e parou de jogar. Com a parada técnica, os asiáticos ficaram mais agressivos na saída de bola brasileira e abriram o placar. A reta final da etapa inicial foi de muito nervosismo brasileiro e pouco perigo.
O retorno verde e amarelo foi de imposição e sufocamento do adversário. Em meio a vários cruzamentos, Guimarães obrigou defesaça de Suzuki em cabeçada e Casemiro teve bola tirada em cima da linha de Takehiro Tomiyasu antes do gol do volante. Com a vantagem no placar, Vini Jr quase fez o golaço da Copa: dominou dando uma caneta no meio-campo e levou até a área, onde limpou mais um e chutou para defesaça do goleiro japonês.
Do meio para o fim, o Brasil foi pouco perigoso, mas conseguiu o gol no minuto 50. Merecido resultado pelo abafa final.
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Perde e pressiona da seleção brasileira funciona de novo
Novamente, a Seleção venceu graças à sua atitude sem bola. Após cinco minutos de acréscimos, Rayan, que atuou toda a partida, teve fôlego para roubar a bola e ceder para Guimarães antes de Martinelli cravar.
A entrada do jogador do Arsenal, inclusive, ocorreu de forma improvável. Ancelotti o colocou como meio-campista à esquerda, como na partida com a Escócia, na vaga de Matheus Cunha. Ele incomodou em participações de fora da área e, quando entrou, marcou.
Brasil precisa aprender a jogar contra defesas fechadas
A Seleção lutou para infiltrar no 5-4-1 japonês, rodando a bola sem conseguir quebrar as linhas adversárias e, por vezes, forçando passes longos. Só conseguiu graças a um cruzamento dos vários tentados.
Para o restante da Copa, com a tendência dos rivais de buscarem cada vez mais se fecharem contra os brasileiros, Ancelotti precisa que seu time aprenda a quebrar essas retrancas.
O fator positivo é a pressão continuar funcionando, em especial após a perda da posse, o que é um fator que pode pesar em um mata-mata como foi hoje.
O Brasil avançou dos 16 avos e enfrentará o vencedor do duelo entre Noruega e Costa do Marfim nas oitavas, no próximo domingo (5).