Copa do Mundo 2026

Inglaterra é salva por especialidade de Bellingham e falha de carrasco do Brasil para eliminar Noruega

Haaland teve jogo apagado, foi substituído na prorrogação e viu do banco ingleses avançarem para semi

A Inglaterra venceu a Noruega neste sábado (11), em partida válida pelas quartas de final da Copa do Mundo, por 2 a 1. Com a vitória, o time de Jude Bellingham e companhia mantém sua invencibilidade no Mundial e se torna mais um dos quatro melhores do torneio.

Os gols foram marcados por Andreas Schjelderup e Jude Bellingham duas vezes. Os ingleses mantiveram a dificuldade de furar blocos baixos e não conseguiram pressionar bem o suficiente para ter domínio, mas foram salvos pela especialidade do seu camisa 10: o ataque à área vindo de trás. Os noruegueses, por outro lado, não conseguiram acionar Erling Haaland.

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Inglaterra mantém dificuldade característica na Copa do Mundo, mas Bellingham salva

Antes da partida, esperava-se que as transições fossem o fator determinante para definir qual lado sairia vencedor. E, de fato, foi o que aconteceu: o primeiro gol do jogo, que abriu o placar para os noruegueses, saiu dessa forma.

Com pressão alta e pegando a defesa inglesa se ajustando depois de perder a bola, Martin Odegaard encontrou Andreas Schjelderup com espaço para marcar um golaço cruzado de fora da área.

O primeiro tempo representou o que se esperava do jogo: a Inglaterra com a bola e a Noruega priorizando ataques rápidos, mesmo que tivessem momentos de posse mais pausada. O perigo de desacelerar e manter o time no campo de ataque para os noruegueses era justamente permitir campo aberto para os Três Leões.

Bellingham e Haaland tiveram jogos contrastantes
Bellingham e Haaland tiveram jogos contrastantes (Foto: IMAGO / Moritz Müller)

Mesmo que tenha um dos grandes trabalhos desenvolvidos com base no Jogo de Posição, o time de Thomas Tuchel tem mostrado grande dificuldade em furar blocos baixos nessa Copa do Mundo. Aconteceu contra Gana e RD Congo, e era o que acontecia contra os Vikings — até, em um lance de contra-ataque, Anthony Gordon recebeu em profundidade e encontrou Jude Bellingham atacando a área para empatar.

No entanto, a dificuldade permaneceu para os dois lados. A Noruega até teve uma chance em contra-ataque puxado por Alexander Sorloth, um centroavante sem grandes qualidades com a bola no pé e que não tocou para um Haaland infiltrando livre na área para fazer um hipotético 2 a 0.

Os noruegueses tiveram mais posse de bola na segunda etapa a Tuchel fez mudanças curiosas ao longo desse período. Reece James entrou como volante e depois se tornou lateral, Eberechi Eze se tornou camisa 10 e depois ponta-esquerda e o time pareceu ir se “remendando” ao longo do jogo.

Em um jogo complicado para os dois lados, calhou para Jude Bellingham salvar os ingleses novamente. Depois de ser herói contra o México, o meia voltou a marcar no início da prorrogação depois de Orjan Nyland, que foi destaque contra o Brasil, falhar em uma defesa e dar rebote no meio da área, que o camisa 10 atacou com proeza.

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Defesa da Noruega foi bem, mas parou em falha de carrasco brasileiro

O time de Stale Solbakken tinha diferentes padrões de defesa. O que apareceu mais foi o bloco baixo em 4-1-4-1, algo já padronizado em toda a Copa. O objetivo era claro: impedir que a Inglaterra construísse com apoio de jogadores entre as linhas.

Com um bloco baixo defendendo por zona, os defensores noruegueses não eram manipulados pela movimentação dos jogadores ingleses. Sander Berge, o primeiro volante, também ajudava a impedir o impacto de Harry Kane descendo como falso nove. Com isso, a Inglaterra teria de confiar no jogo com os pontas para entrar na área — tanto que foi assim que saiu o empate.

Haaland lamenta chance da Noruega
Haaland lamenta chance da Noruega (Foto: IMAGO / Brazil Photo Press)

Para além do bloco baixo, os noruegueses também pressionavam alto de duas formas:

  • Em 4-1-4-1, em momentos como tiros de meta, com Haaland condicionado a construção para um dos lados e fechando o passe para trás e os demais meias pressionando as opções de passe individualmente;
  • Quando ainda defendia baixo, a Noruega tinha um claro gatilho para subir pressão: sempre que a construção inglesa recuava com passes para trás, os Vikings adiantavam as linhas e subia pressão em 4-4-2, com Odegaard se juntando a Haaland na primeira linha de combate.

A defesa norueguesa foi capaz de conter os ingleses em diferentes instâncias. O time de Tuchel teve dificuldades quando recebia a pressão no gatilho, mas também não conseguiu entrar na área norueguesa e o empate persistiu durante o restante do jogo. Restou apenas Bellingham salvá-los.

Agora, a Inglaterra espera o vencedor do confronto entre Argentina e Suíça, que será disputado ainda neste sábado, às 22h (de Brasília), para conhecer seu adversário na semifinal. O confronto que dará vaga à final da Copa do Mundo será disputado na próxima quarta-feira (15), às 16h.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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