Copa do Mundo 2026

Na Copa das estrelas, Harry Kane carrega Inglaterra nas costas para superar corajosa RD Congo

Camisa 9 é responsável por evitar classificação surpresa dos africanos e salvar equipe comandada por Tuchel

Quantos toques são necessários para um craque desequilibrar um jogo? Kylian Mbappé, Lionel Messi e Vinicius Jr. são apenas alguns exemplos de como as melhores chances passam quase a todo momento por seus pés. Mas, no caso de Harry Kane, foi preciso pouco espaço da República Democrática do Congo para ele carregar a Inglaterra rumo à classificação na Copa do Mundo.

Nesta quarta-feira (1), os Três Leões venceram os Leopardos por 2 a 1, de virada, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, nos Estados Unidos, pelos 16-avos-de-final. Até aos 29 minutos do 2º tempo, o time de Sebastien Desabre tinha a vantagem parcial e vinha anulando a equipe de Thomas Tuchel com uma marcação bem prostrada.

  
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O camisa 9 da seleção inglesa foi perseguido de perto pelos defensores congoleses, tanto que não conseguiu impactar o jogo até então. Contudo, quando a eliminação já estava à espreita, Kane se desvencilhou na grande área dos adversários para acertar um cabeceio preciso, empatando a partida.

Minutos depois, o artilheiro recebeu de costas para o gol, com três homens a sua frente, mas ele nem precisou olhar para cima para saber onde deveria chutar, cujo arremate morreu no fundo da rede. No Mundial das estrelas, Harry Kane também coloca seu nome entre aqueles que estão na América do Norte para decidir.

Inglaterra se surpreende com estratégia da RD Congo

Brian Cipenga no lance do gol da RD Congo sobre a Inglaterra (Foto: Imago/Ball Raw Images)
Brian Cipenga no lance do gol da RD Congo sobre a Inglaterra (Foto: Imago/Ball Raw Images)

Para quem esperava uma retranca monumental, assim como no empate com Portugal, a RD Congo surpreendeu a Inglaterra com uma postura bem mais ousada: subindo suas linhas em alguns momentos para dificultar a saída de bola adversária, além de atacar em rápidas transições ofensivas. E a estratégia surtiu efeito logo nos primeiros minutos.

Graças à movimentação no último terço, a equipe de Desabre desorganizou a primeira linha de Tuchel com seus atacantes correndo em diagonal da esquerda para direita. O cruzamento de Chancel Mbemba encontrou Brian Cipenga livre para finalizar dentro da área. Jordan Pickford não conseguiu defender o chute rasteiro em seu próprio canto.

Dali até a pausa para a hidratação, o English Team sentiu o abalo psicológico de ser superado pelos Leopardos, tanto que erros de passe, domínio e decisões dúbias afetaram o poder de criação. Na metade final da primeira etapa, a seleção inglesa conseguiu causar perigo aos congoleses nas jogadas aéreas, incluindo bolas paradas.

Mas os cabeceios de Jude Bellingham e o arremate à queima-roupa de Harry Kane pararam em Lionel Mpasi, que empilhou defesaças, assim como fez na fase de grupos contra a Colômbia. E quanto o goleiro dos Leopardos não estava lá para pegar o chute de Marcus Rashford, Aaron Wan Bissaka salvou em cima da linha.

Antes do intervalo, a Inglaterra reclamou de um suposto pênalti não marcado em dividida de Mpasi com seu capitão. Embora Kane tenha sido tocado pelo arqueiro da República Democrática do Congo, a arbitragem entendeu que o contato não foi faltoso.

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Harry Kane salva o dia

Harry Kane, atacante da seleção inglesa (Foto: PA Images / Icon Sport)
Harry Kane, atacante da seleção inglesa (Foto: PA Images/Icon Sport)

No 2º tempo, os Três Leões tiveram mais calma para colocar a bola no chão e usar as infiltrações pelas alas para gerar situações favoráveis no ataque, porém, vez após outra, lá estava Lionel Mpasi para segurar a vantagem dos Leopardos, que fecharam bem os espaços entrelinhas.

Outra vez, após a pausa para a hidratação, a seleção inglesa voltou melhor da conversa com seu treinador. As mudanças do alemão surtiram efeito, primeiro com Declan Rice, improvisado como lateral-direito, chegando a linha de fundo para cruzar. A sobra ficou com Anthony Gordon, que lançou do lado oposto.

O centroavante, que até então vinha sendo anulado pela defesa congolesa, se movimentou para conseguir o desmarque, aparecendo livre para cabecear quase na pequena área. O goleiro chegou a encostar na bola, mas não o suficiente para impedir a rede balançar.

E no abafa do English Team, o camisa 18 encontrou Harry Kane na meia-lua. O domínio direcionado do capitão já limpou seu campo de visão e, no giro, mandou um foguete próximo ao travessão para garantir a virada sobre os Leopardos. As oitavas de final serão contra o México, no estádio Azteza, no próximo domingo (5), às 21h (horário de Brasília).

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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