A Fifa proíbe mensagens políticas e religiosas na Copa do Mundo?
Fifa segue atenta à possíveis manifestações políticas ou religiosas durante o Mundial
Na Copa do Mundo, a Fifa defende o discurso da neutralidade nos posicionamentos políticos e religiosos durante as edições. No regulamento da entidade para o Mundial 2026, a mensagem é clara tanto no artigo 28, que versa sobre uniformes, como no 34, que aborda protocolo nas partidas.
“É proibida a exibição de mensagens ou slogans políticos, religiosos ou pessoais de qualquer natureza, em qualquer idioma ou formato, por jogadores e membros da comissão técnica em seus uniformes de jogo, uniformes de equipe ou outras vestimentas consideradas agasalhos e trajes formais, antes e depois do jogo, bem como em equipamentos (incluindo bolsas de uniforme, recipientes para bebidas, bolsas médicas, etc.) ou no corpo. A exibição similar de mensagens e slogans comerciais de qualquer natureza, em qualquer idioma ou formato, por jogadores e membros da comissão técnica não é permitida durante o período em que estiverem em qualquer atividade oficial organizada pela Fifa (incluindo partidas e treinos oficiais, bem como durante coletivas de imprensa oficiais e atividades em zona mista)”.
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Fifa: Sanções por manifestações políticas e religiosas
Ao longo dos anos e especialmente na edição da Copa do Mundo 2022, a Fifa lidou com diferentes manifestações durante o torneio. Desde jogadores da seleção alemã posando com a mão na boca em protesto contra restrições por suas expressões políticas na competição, até uso da braçadeira “One Love” por parte de capitães das equipes, que demonstrava apoio à comunidade LGBTQIAPN+ diante do regime do país, pedindo por inclusão. A entidade ameaçou punir a seleção alemã, mas não foi à frente.
Também em 2022, a Sérvia recebeu uma multa de 20 mil francos pela Fifa após colocar uma bandeira no vestiário considerada nacionalista. O item mostrava o mapa do Kosovo com as cores sérvias e a frase “sem rendição”. O episódio ocorre em um momento de forte tensão geopolítica entre os países. Kosovo declarou independência em 2008, mas a Sérvia não aceita a soberania do país.
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As polêmicas da Fifa com a Copa do Mundo 2026
Historicamente, as ações da Fifa têm demonstrado distância entre o que a ela mesmo prega e o que realmente acontece, resultando em discussões e protestos por parte dos torcedores e jogadores.
Em 1934, a Itália, país-sede, vivia sob o comando do ditador fascista Benito Mussolini. Quarenta e quatro anos depois, foi a vez da Argentina receber o Mundial, em meio à ditadura militar. Alguns jogadores boicotaram e não foram ao torneio e outros participaram das manifestações contra o governo.
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Em 2022, na escolha pelo Catar, foram muitas as denúncias de violações trabalhistas, opressão contra as mulheres, além das restrições severas à comunidade LGBTQIA+.
Já em 2026, os Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, viraram uma preocupação global com sua política de instabilidade global, com uma política anti-imigração agressiva, além de episódios militares alarmantes, como a invasão à Venezuela e os ataques ao Irã. Trump recebeu das mãos de Gianni Infantino o prêmio da Paz, que virou alvo de críticas em todo o mundo.
Em um torneio que preza pela união dos povos, o cenário promovido pela entidade na prática prevê o oposto.