Endrick: ‘Se eu tiver apenas um minuto em campo, vou dar meu máximo pela seleção brasileira’
Convocado para Copa do Mundo, atacante falou sobre seu papel na equipe de Carlo Ancelotti e briga por vaga entre titulares
O empréstimo ao Lyon em janeiro mudou os rumos da temporada de Endrick, que vinha tendo pouco espaço no Real Madrid desde sua chegada em 2024/25. E o bom futebol na França convenceu Carlo Ancelotti a convocar o atacante de 19 anos para representar a seleção brasileira na Copa do Mundo.
Apesar da forte concorrência no setor, Endrick garantiu sua passagem para a América do Norte com apenas 15 minutos em campo sob o comando do técnico italiano na Seleção. No amistoso contra a Croácia, o camisa 9 do OL fez a diferença saindo do banco de reservas.
Mesmo sem muito tempo para provar seu valor, Endrick descolou um pênalti, convertido por Igor Thiago, e deu uma assistência para Gabriel Martinelli sacramentar a vitória por 3 a 1 no último teste da Data Fifa de março, que antecedeu a lista final do Brasil divulgada na última segunda-feira (18).
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Em entrevista ao jornal português “A Bola”, a joia do Palmeiras falou sobre a disputa por uma vaga entre os titulares no Mundial. Endrick, por sua vez, garantiu que, mesmo que seja reserva nos Estados Unidos, México e Canadá, não ficará desanimado e fará de tudo para causar impacto quando for acionado por Ancelotti.
— Se eu tiver um minuto em campo, vou dar o máximo nesse minuto, se eu tiver 90 minutos em campo, vou dar o máximo em cada um desses 90 minutos em campo — declarou o atacante dos Merengues.
Como Ancelotti foi crucial para Endrick voltar à seleção brasileira
A última vez que Endrick havia vestido a amarelinha foi em março de 2025, ainda sob o comando de Dorival Júnior, na goleada da Argentina por 4 a 1, no Más Monumental, pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa. Dali para frente, o brasileiro perdeu espaço nos Merengues.
Uma lesão em meados de maio do ano passado impediu que Endrick ficasse à disposição do Real Madrid para o Mundial de Clubes, que seria o primeiro laboratório do recém-chegado Xabi Alonso. Como Kylian Mbappé esteve indisponível no início do torneio nos EUA, Gonzalo García foi utilizado e surpreendeu.
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Outro problema muscular fez com que o jovem atacante só ficasse à disposição do técnico espanhol em setembro, o que o fez perder prioridade na hierarquia dos Merengues. Mesmo recuperado fisicamente, Endrick jogou apenas 99 minutos na Era Xabi no Santiago Bernabéu.
Distante da Seleção, a revelação alviverde conversou com o treinador do Brasil para saber o que seria necessário para voltar a ser lembrado. O italiano aconselhou Endrick a buscar um novo clube onde pudesse ter sequência para ganhar ritmo de jogo e provar seu talento.
No Lyon, o camisa 9 foi titular indiscutível com Paulo Fonseca, ajudando o time a terminar a Ligue 1 com vaga na fase preliminar da Champions League. Ao todo, foram 21 partidas, oito gols e oito assistências no OL, onde inclusive chegou a ser escalado como ponta-direita.
— Acho que o fato de ser Ancelotti o treinador (da seleção brasileira) ajudou, sim. Ele já sabe como treino, como me dedico, porque não é só o que um jogador faz nos jogos que define o valor dele — comentou Endrick sobre o impacto de Carlo Ancelotti, que o comandou na temporada de estreia no Real Madrid, em sua ida à Copa do Mundo.
Merci @OL… pic.twitter.com/Qd7lIZA9Uv
— Endrick (@Endrick) May 19, 2026
Agora, Endrick espera que os amistosos preparatórios contra Panamá, no próximo dia 31, e Egito, no dia 6 de junho, sejam sua oportunidade de ganhar status com o técnico italiano na Seleção. O Brasil está no Grupo C do Mundial ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia.