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Orgulho latino: México marca no fim e derruba EUA em Columbus pela primeira vez

Todo o clima patriótico em Ohio não serviu de nada. Os americanos se prepararam para uma noite de exaltação aos Estados Unidos em Columbus, tradicional fortaleza para os jogos contra o México nas Eliminatórias. Fizeram mosaico, homenagearam seus militares por causa do Dia dos Veteranos de Guerra, botaram pressão. Entretanto, a atmosfera não intimidou os mexicanos. Graças a um gol de Rafa Márquez nos instantes finais, El Tri bateu o US Team por 2 a 1, em duelo válido pela primeira rodada do hexagonal final do qualificatório da Concacaf. Foi a primeira vitória dos tricolores nos Estados Unidos pelas Eliminatórias desde 1972, com quatro derrotas nos quatro jogos anteriores em Columbus.

Em um jogo tenso, parecia mesmo uma noite destinada ao orgulho mexicano. Os visitantes colocaram uma bola na trave logo aos três minutos e abriram o placar aos 20, em chute de Miguel Layún que Tim Howard aceitou. A resposta americana só aconteceu durante o segundo tempo. Após jogada com Jozy Altidore, Bobby Wood invadiu a área e deixou tudo igual. Mas o México não desistiria tão fácil assim. Aos 44, Layún cobrou escanteio fechado, em direção ao primeiro pau. Rafa Márquez se antecipou da marcação, desviando para as redes. Aos 37 anos, o capitão deu outro significado ao Dia dos Veteranos.

Já a eleição de Donald Trump pouco afetou a relação em Columbus. O respeito prevaleceu. Antes do jogo, os dois times fizeram questão de posarem juntos a uma foto oficial, exaltando a boa convivência. Já a tentativa de que os torcedores locais gritassem ‘muro’ durante a cobrança do tiro de meta (com uma mensagem falsa de Landon Donovan circulando nas redes sociais) não ganhou eco. Em uma noite de futebol, prevaleceu o futebol. E o México, capaz de derrubar as barreiras da fortaleza de Columbus para fincar sua bandeira pela primeira vez no local.

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Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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