Eliminatórias da Copa

Castigada por Haaland, Itália chega ainda mais golpeada na traumática repescagem para Copa

Seleção norueguesa impõe nova derrota e desmoraliza Azzurra antes de labirinto que a condenou em 2018 e 2022

A derrota por 4 a 1 diante da Noruega, neste domingo (16), apenas confirmou a volta do velho fantasma que assombra a Itália há duas Copas do Mundo. A Azzurra retorna à repescagem — justamente o território que concentrou alguns dos maiores vexames de sua história.

O doloroso revés no San Siro empurrou os italianos mais uma vez para o tudo ou nada, reacendendo lembranças incômodas das quedas para Suécia (2018) e Macedônia do Norte (2022).

A verdade é que a missão já nascia quase impossível: para ultrapassar a Noruega e garantir vaga direta, a Itália precisava vencer por nove gols de diferença — algo totalmente fora do horizonte diante do que se viu ao longo das Eliminatórias.

Os números confirmam o tamanho do problema: os noruegueses terminaram três pontos à frente, e a diferença brutal no saldo de gols apenas reforça como a disputa ficou desequilibrada desde as primeiras rodadas.

De Spalletti a Gattuso: como foi a campanha da Itália nas Eliminatórias?

Gattuso, técnico da seleção italiana
Gattuso, técnico da seleção italiana (Foto: Imago)

A derrota logo na estreia para a própria Noruega (3 a 0) abriu a ferida que a Itália carregaria até a última rodada. O tropeço custou caro, gerou turbulência imediata e desencadeou a demissão de Luciano Spalletti, que ainda dirigiu a equipe uma última vez antes de deixar o cargo. Quando Gattuso assumiu, encontrou uma seleção pressionada, insegura e já obrigada a correr atrás de uma diferença praticamente irreversível.

Sob o comando do novo técnico, a Azzurra reencontrou consistência. As vitórias voltaram a aparecer, o desempenho ganhou corpo e o time mostrou competitividade suficiente para se manter viva na disputa. Ainda assim, o padrão italiano foi o das margens estreitas, jogos controlados e placares não tão elásticos — o oposto do ritmo frenético imposto pela Noruega, que empilhava goleadas e ampliava o saldo a cada rodada.

Gattuso conseguiu reorganizar o ambiente, elevar o nível de confiança e dar rumo a uma equipe que parecia perdida, mas nem essa reconstrução consistente foi suficiente para apagar o início turbulento. A Itália fechou a campanha mais estável — apesar da goleada sofrida na última rodada —, porém ainda sem o impulso decisivo que a colocaria à frente da Noruega.

Agora, retorna à repescagem — cenário onde acumulou feridas profundas — tentando mostrar que é capaz de transformar evolução em um desfecho finalmente favorável.

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Como funciona a repescagem europeia para a Copa?

A repescagem terá a presença de 12 seleções vindas das Eliminatórias, além de quatro equipes classificadas pela Liga das Nações — são os quatro times com melhor ranking geral na Liga das Nações que não terminaram em primeiro ou segundo em seus grupos das Eliminatórias.

A Uefa organizará essa etapa em quatro minitorneios independentes, cada um com quatro seleções. Em cada chave, serão disputadas uma semifinal e uma final, ambas em partida única. O vencedor de cada percurso garantirá uma das quatro vagas europeias restantes na Copa do Mundo de 2026.

O sorteio que definirá os cruzamentos e a formação das chaves será realizado nesta quinta-feira (20). A distribuição seguirá uma lógica pré-estabelecida: seleções do pote 1 enfrentarão as do pote 4, enquanto as do pote 2 duelarão contra as do pote 3. Os potes 1, 2 e 3 serão montados de acordo com a posição das equipes no Ranking da Fifa, enquanto o pote 4 reunirá exclusivamente os classificados provenientes da Nations League.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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