Declaração de Mbappé como capitão da França mostra reviravolta em sua carreira
Astro do Real Madrid usa a braçadeira desde 2023 por escolha de Deschamps e exalta evolução no posto
Kylian Mbappé foi escolhido capitão da França em 2023 por Didier Deschamps, depois que o goleiro Hugo Lloris se aposentou da seleção. Passados dois anos desde que assumiu a braçadeira, o astro acredita ter evoluído no posto.
— Cresci como capitão. Estou começando a tentar entender melhor algumas coisas, a sempre tentar ser um unificador — declarou ele em entrevista coletiva nesta quinta-feira (04).
Como Mbappé mudou para ser o ‘unificador’ da seleção francesa
A palavra “unificador” permeia a jornada de Mbappé como capitão desde o começo. “Kylian preenche todos os requisitos para ter essa responsabilidade. Tanto em campo quanto na vida em grupo, por ser um elemento unificador”, afirmou Deschamps ao anunciá-lo oficialmente como liderança principal do elenco.
No entanto, o atacante encontrou dificuldades em ter no Paris Saint-Germain o mesmo prestígio que alcançou na França neste quesito. Ex-comandante dos parisienses, Christophe Galtier teria colocado o craque francês como vice-capitão do time, de modo que ele assumiria o posto em caso de ausência de Marquinhos.
Mbappé havia acabado de renovar o contrato no PSG e escolheu permanecer no Parc des Princes mesmo com o forte interesse do Real Madrid em 2022.
A decisão de Galtier surpreendeu Kimpembe, que costumava ser o substituto do brasileiro entre os líderes do plantel. O zagueiro teria ficado descontente, porém, afirmou que respeitava “a decisão do clube” ao se pronunciar.

Quando Luis Enrique assumiu, em julho de 2023, encarregou o elenco de escolher aquele que os representaria com a braçadeira.
O jornal “Le Parisien” apurou que o zagueiro Marquinhos foi o escolhido em votação aberta, mas alguns critérios teriam causado incômodo em outros postulantes, e a eleição passou a ser em ambiente fechado.
Foram apresentados cinco nomes possíveis: Marco Verratti, Marquinhos, Kimpembe, Mbappé e Danilo Pereira. Novamente, o brasileiro venceu, e o camisa 10 da França não teria sequer ficado no top-3.

A escolha por Mbappé para ser a liderança da seleção francesa também causou polêmica na época. O ex-jogador Robert Pires afirmou à “Franceinfo” que Antoine Griezmann deveria ter herdado a braçadeira.
O jogador do Atlético de Madrid foi eleito o vice-capitão e teria ficado insatisfeito com a decisão do treinador, segundo a imprensa local.
Agora no Real Madrid e com “mais experiência” como capitão, Mbappé mostrou estar disposto a dividir a responsabilidade na França ao reconhecer que “há novos líderes” e que precisa “dar espaço a outros companheiros de equipe”.
Ao assumir a função, o astro reforçou o desejo por ser “unificador” de gerações. A renovada seleção francesa atualmente não tem Griezmann entre os convocados e mistura experientes como o camisa 10 e os irmãos Hernández com jovens como Maghnes Akliouche e Doué.
— Eu dei a braçadeira a ele porque acho que ele tem capacidade. Ele teve um período de menos sucesso, mas sempre assumiu seu papel de capitão. Ele não está sozinho. Está lidando muito bem com a situação; é o capitão e um dos líderes do grupo — enfatizou Deschamps em entrevista coletiva.
Kylian Mbappé e companhia se preparam para o duelo contra a Ucrânia pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo. A partida acontece nesta sexta-feira (5), às 15h45 (de Brasília), no Estádio Municipal de Breslávia, na Polônia.



