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Cabo Verde tem missão dura, mas ainda acredita no sonho de chegar à Copa 2018

Chegar à Copa do Mundo é uma constante na vida de grandes seleções, como o Brasil, única a estar em todas as edições. Para um país como Cabo Verde, esse é um sonho muito distante. Com uma população de cerca de 540 mil pessoas, os jogadores da pequena ilha do oeste africano sonham com a Copa 2018, o que os faria o menor país a chegar a uma Copa do Mundo na história.

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A trajetória pelo sonho de 2018 começou na segunda fase das Eliminatórias Africanas da Copa. Os cabo-verdianos enfrentaram o Quênia em dois jogos. Perdeu por 1 a 0 o jogo de ida, em Nairobi. Em casa, na cidade de Praia, venceu por 2 a 0 e avançou. Uma vitória dura, mas que era só o começo. A fase seguinte seria muito pior.

Cabo Verde foi sorteado para o Grupo D junto com Burkina Faso, Senegal e África do Sul. Todas seleções com mais experiência que os cabo-verdianos. O início foi muito ruim. Derrota por 2 a 0 para Senegal no jogo de abertura do grupo. Depois, em casa, o time perdeu por 2 a 0 para Burkina Faso. Parecia que o time daquele país pequeno seria café com leite no grupo.

Veio então o jogo do dia 1º de setembro de 2017, contra a África do Sul, em casa no Estádio Nacional de Cabo Verde. A cidade de praia viu uma vitória fantástica por 2 a 1, dois gols do meio-campista Nuno Rocha. No dia 5 de setembro, o início do returno teve novamente os sul-africanos como adversários de Cabo Verde, só que desta vez em Durban. Mais uma vez, vitória por 2 a 1, desta vez com dois gols de Garry Rodrigues.

Com isso, o time chegou a seis pontos e passou a sonhar com a Copa. Se igualou em pontuação a Burkina Faso, com seis pontos, e ficou um ponto à frente de Senegal, que tem cinco, mas com um jogo a menos por causa do jogo contra África do Sul, que foi anulado por comprovação de manipulação do resultado pelo árbitro.

Nuno Rocha, que joga na Rússia pelo Tosno, falou sobre a importância dos resultados contra a África do Sul, que deram esperança de chegar à Copa. “Os dois gols contra a África do Sul foram muito importantes para o time e para mim, pessoalmente”, disse o jogador ao site da Fifa. “Eles me deram grande motivação para continuar minha carreira internacional”.

“Obviamente, nosso time não é muito conhecido internacionalmente, mas com paciência, humildade e fé em um futuro melhor, nós iremos passar uma mensagem”, afirmou ainda Rocha.

Cabo Verde ainda tem um caminho duro até chegar à sonhada Copa do Mundo. Como Senegal tem um jogo a menos, se vencerem a África do Sul chegarão a oito pontos e estarão a um passo do Mundial. Por isso, Cabo Verde precisa vencer seus dois últimos jogos, contra o próprio Senegal, neste dia 7 de outubro, e depois contra Burkina Faso, fora de casa, no dia 6 de novembro.

“Sempre há uma possibilidade”, afirmou Rocha. “Senegal é um time forte, mas tudo é possível. Nós temos uma motivação enorme e confiança em nós mesmos depois das duas vitórias contra a África do Sul. Então temos o jogo mais importante fora de casa contra Burkina Faso em novembro. Nós temos que nos preparar bem para isso e mostrarmos do que somos capazes”, disse.

Se conseguir a classificação à Copa do Mundo, Cabo Verde conseguirá um feito dentro de campo, mas também um recorde: seria o menor país do mundo a chegar ao Mundial, superando Trinidad e Tobago, que tem quase o dobro da população de Cabo Verde. O pequeno arquipélago africano tem 540 mil habitantes. “Seria um momento inesquecível para o nosso país”, afirmou Nuno Rocha. “É por isso que o nosso maior sonho é conseguir a classificação para a Copa do Mundo”.

O sonho continua neste dia 7 de outubro, contra Cabo Verde, na cidade de Praia. Depois, mais um mês até o último jogo. Se conseguir outra vitória heroica contra a forte seleção de Senegal, o sonho certamente ficará mais perto.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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