EUA restringe entrada de jogador nigeriano e acende alerta para a Copa do Mundo
Christian Ebere, atacante do Cruz Azul, não pôde disputar amistoso contra o Atlético Nacional nesta semana
A menos de três meses da Copa do Mundo, as políticas imigratórias dos Estados Unidos continuam no centro das polêmicas da organização. Nesta semana, Christian Ebere, atacante nigeriano do Cruz Azul, foi barrado de entrar no país para disputar amistoso contra o Atlético Nacional nesta quarta-feira — vitória dos mexicanos por 3 a 0.
A razão para esse impedimento se deve à política de vistos em vigor nos Estados Unidos desde o início deste ano. A Nigéria foi incluída em uma lista, com outras 49 nações, em que turistas precisam arcar com títulos de até US$ 15 mil para estarem aptos a receber o visto e, consequentemente, entrar nos Estados Unidos.
Ebere foi barrado pelo setor de imigração para o duelo desta quarta-feira, justamente por não cumprir esses requisitos elaborados pelo Departamento de Estado americano. Além do atacante, Iván Alonso, diretor esportivo do Cruz Azul, também foi impedido de cruzar a fronteira e teve de retornar ao México antes da partida, que foi disputada em San Jose, na Califórnia.

— O Cruz Azul informa que nosso jogador Christian Ebere não faz parte da delegação da equipe para enfrentar o Atlético Nacional da Colômbia em um amistoso em San Jose, Califórnia, devido a uma política atual que restringe a entrada de cidadãos nigerianos no território dos EUA — afirmou o clube, por meio de comunicado.
Diante deste impedimento, o Cruz Azul corre contra o tempo para que o atacante fique à disposição para o duelo como Los Angeles FC, pela Liga dos Campeões da Concacaf. Assim como no amistoso desta semana, o clube terá de viajar à Califórnia para enfrentar a equipe da Major League Soccer (MLS). Campeão sub-17 com a Nigéria, Ebere foi contratado pelo Cruz Azul em fevereiro.
Cenário de vistos nos Estados Unidos preocupa antes da Copa do Mundo
Além de Ebere, essa política do governo de Donald Trump tem acendido um alerta às vésperas da Copa do Mundo. A Nigéria não é uma das nações classificadas para a fase de grupos, mas seus torcedores, caso queiram viajar à América do Norte, estão sujeitos a essa legislação do Departamento de Estado americano.
De acordo com o “The Athletic”, a Fifa tem mantido diálogo com os Estados Unidos para que jogadores que irão disputar a Copa do Mundo não tenham de arcar com esses títulos para a emissão do visto de trabalho ou de turismo — conhecidos como B-1 e B-2.

Além da Nigéria, cinco nações, que disputarão a Copa do Mundo, são afetadas pela política do governo Trump: Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Senegal e Tunísia — todas do continente africano.



