Copa do Mundo

Além de ‘segurança’ do Messi: De Paul afasta dúvidas e continua decisivo na Argentina

Meia argentino, por vezes subestimado, mostra na estreia da Copa do Mundo que segue importante em seleção de Lionel Scaloni

Se até Lionel Messi chegou para a edição de 2026 da Copa do Mundo questionado sobre sua situação física, imagina Rodrigo de Paul. O meia seguiu o craque no Inter Miami a partir do meio de 2025, o que poderia ser um indício do declínio de sua carreira e uma possível saída da seleção da Argentina.

A estreia na Copa nesta terça-feira (16), vitória por 3 a 0 sobre a Argélia, afastou essa hipótese.

O jogador de 32 anos, como fez no título mundial de quase quatro anos atrás, manteve-se um pilar com e sem bola. Foi físico e raçudo para vencer importantes duelos e desarmes, ao mesmo tempo que, como um meia direita com liberdade para flutuar para dentro, foi absolutamente participativo na armação.

Rodrigo de Paul se mostrou pronto para a Argentina

Rodrigo de Paul em ação pela seleção argentina
Rodrigo de Paul em ação pela seleção argentina (Foto: IMAGO / Sports Press Photo)

As dúvidas sobre De Paul eram justas. Os Estados Unidos não contam com uma liga de alto nível, seja técnica, tática ou fisicamente, com um calendário bem menor em comparação ao europeu. O meia, porém, quando veste a albiceleste, se transforma completamente e não parece sentir nenhum impacto.

A Argélia, um bom adversário na estreia da Copa, não conseguiu anulá-lo. Ele atuou quase como um lateral-direito no momento ofensivo, dando mais liberdade para Gonzalo Montiel (e depois Nahuel Molina) subir e ocupar o corredor. Mas não ficava preso nessa função.

No primeiro gol de Messi, surgiu no meio dos zagueiros e, com um passe, tirou seis defensores africanos. O camisa 10 ganhou um tapete vermelho para desfilar e abrir o placar. Prova de sua liberdade também veio no terceiro tento do craque. Estava só atrás dos atacantes para conectar Lionel em contra-ataque antes do golaço.

De Paul terminou com quase 70 ações com bola, 92% dos passes certos e o melhor em campo entre os humanos — nesse parâmetro, Messi não conta.

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Seleção argentina tem meia do Inter Miami como pilar em transformação

O meia, muitas vezes relegado a um papel de “segurança” do Messi por revidar as entradas que o craque sofre em campo, merece mais reconhecimento do que isso. Ainda quando se destacava na Serie A pela Udinese, ele se tornou um titular de Lionel Scaloni em 2019, no início do ciclo que culminaria no título mundial.

Primeiro veio a Copa América de 2021, quando deu a assistência do gol de Ángel Di María, que garantiu a taça em cima do Brasil no Maracanã — ele ainda fez um dos dois gols que tem pela Argentina, nas quartas de final. Em 2022, a consagração máxima com a Copa do Mundo no Catar, com Rodrigo de Paul titular em todas as sete partidas e substituído só três vezes.

Para 2026, no sonhado tetra argentino, o camisa 7 tem tudo para continuar com o mesmo grau de importância, independentemente da mudança para os Estados Unidos. A Argentina volta a campo para outro duelo difícil na próxima segunda (22), contra a Áustria, antes de fechar o grupo J com a Jordânia.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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