Copa do Mundo 2026

Barcelona: Copa do Mundo ‘expõe’ Gordon, reforço de R$ 460 milhões e titular da seleção inglesa

Jogador ainda não embalou pela Inglaterra e tem visto titularidade sob pressão

A Copa do Mundo é vista como vitrine para os jogadores ao redor do mundo, mas nem sempre a visibilidade pode ajudar os atletas. Tem sido o caso de Anthony Gordon, reforço do Barcelona para a temporada 2026/27, mas que ainda não embalou pela Inglaterra durante o torneio.

O ponta-esquerda assinou com os blaugranas após acordo entre o clube catalão e o Newcastle, em uma proposta avaliada em 80 milhões (cerca de R$ 467 milhões), e tornou-se a sétima venda mais cara de um clube da Premier League entre equipes de diferentes ligas, segundo o jornal “Marca”.

Simulador da Copa do Mundo: Veja possível chaveamento
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Anthony Gordon em atuação pela seleção da Inglaterra (Foto: 
IMAGO / ZUMA Press Wire)
Anthony Gordon em atuação pela seleção da Inglaterra (Foto: IMAGO / ZUMA Press Wire)

As duas atuações de Gordon nos dois jogos da Inglaterra até agora na Copa não foram boas. A escolha de Tomas Tuchel pela convocação do jogador passou pela aposta na sua velocidade, objetividade e a intensidade sem a bola, características que foram apresentadas em suas atuações pelo clube e também pela seleção antes da Copa.

Titularidade pode ficar em dúvida na ponta-esquerda

No entanto, apesar dos bons números por clubes, o aproveitamento do jogador pela seleção ainda tem sido mais tímido. Contra a Croácia, onde teve mais possibilidades de atuação, Gordon tocou na bola apenas 17 vezes, tentou dois chutes, deu seis dribles e não conseguiu completar outros dois, antes de ser substituído por Rashford no segundo tempo.

O atacante chegou a ser criticado, mas foi defendido por Tuchel: “Ele era nossa maior ameaça na pressão. Sua dedicação sem a bola é exatamente o que precisamos para construir a identidade da equipe: intensidade e trabalho duro”.

Apesar de Rashford ainda conseguir marcar o quarto gol aos 40 minutos do segundo tempo, na vitória por 4 a 2 sobre a Croácia, Anthony Gordon manteve a titularidade no duelo contra Gana, na última terça-feira (23), que resultou em um empate sem gols.

Anthony Gordon durante partida da seleção da Inglaterra (Foto: IMAGO / Uwe Kraft)
Anthony Gordon durante partida da seleção da Inglaterra (Foto: IMAGO / Uwe Kraft)

No confronto contra os Black Stars, o reforço do Barça enfrentou ainda mais dificuldades. Pressionado pelo setor defensivo ganês, Gordon chegou a registrar o seu primeiro chute a gol apenas no segundo tempo, além de ser desarmado doze vezes ao longo de 41 jogadas e chegou a ser substituído por Marcus Rashford faltando 30 minutos para o fim da partida.

— Foi uma partida muito difícil. Gana se defendeu em um 4-5-1, ainda mais defensivamente do que no primeiro jogo. Eles foram uma das equipes mais comprometidas e físicas que enfrentamos –, disse o técnico após o fim da partida.

Apesar dos números, Tuchel ainda não deu indícios se manterá a escalação titular diante do Panamá, na última partida da fase de grupos, mas a disputa pela ponta-esquerda pode estar em aberto. As equipes entram campo no próximo sábado (27) às 18h.

No Grupo L, a Inglaterra ocupa a primeira colocação com quatro pontos, seguido de Gana, com o mesmo número. Em terceiro lugar está a Croácia, com três pontos e o Panamá, já eliminado, está na lanterna, ainda sem pontuar.

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O encaixe de Gordon no Barcelona de Flick

Anthony Gordon surge como um nome interessante para o ataque do Barcelona sob o comando de Hansi Flick. Com Raphinha e Lamine Yamal nas pontas, o inglês poderia atuar como camisa 9. Sua forte dedicação na pressão sem bola casa perfeitamente com as exigências de Flick, superando nomes como Lewandowski em intensidade.

Por outro lado, centralizado, Gordon enfrentaria o desafio de furar as retrancas fechadas de La Liga, o que exigiria mais capacidade de associação do que velocidade. Sua versatilidade, contudo, permite que ele jogue na ponta esquerda, servindo como uma alternativa confiável a Raphinha, que desfalcou o time por lesão em boa parte da última temporada. Ao contrário do brasileiro, o histórico físico de Gordon é sólido.

Apesar do bom encaixe tático, o valor de 80 milhões de euros investido no atacante do Newcastle é contestável. Por cifras semelhantes, o mercado recente viu movimentações de atletas de elite mais consolidados, como Kvaratskhelia no PSG e Julián Álvarez no Atlético de Madrid — este último, um antigo sonho do Barça e mais pronto para o desafio.

Além disso, Gordon não é um centroavante de ofício (jogou centralizado em apenas 16 das 46 partidas da temporada) e ainda peca na eficiência, somando 19 chances claras perdidas nos últimos dois anos na Premier League.

Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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