Copa do Mundo

[Copa 2014, um ano] Cenas eternas: a raça de Álvaro Pereira, o choro de Die e a glória de Suárez

Para celebrar o primeiro aniversário do Mundial 2014, vamos retomar um dos lemas da Copa. Depois do “Não vai ter Copa”, do “Vai ter Copa, sim” e do “Devia ter Copa todo ano”, é a vez de gritar “Volta, Copa!”. A cada dia, uma retrospectiva do que ocorreu há um ano. Só para alimentarmos nossa saudade.

VOLTA, COPA: Confira a retrospectiva dia a dia do que rolou na Copa das Copas

O folclore

O Uruguai x Inglaterra dominou o noticiário até nas galhofas. Chamou a atenção do mundo a imagem de um torcedor escocês no meio da massa celeste, aumentando o coro para empurrar Suárez e seus companheiros contra os ingleses.

Logo após a partida, foi a vez de Balotelli dar as caras. A vitória uruguaia praticamente eliminava a Inglaterra, que só teria alguma chance de classificação se, no dia seguinte, a Itália vencesse a Costa Rica. O atacante italiano não perdeu a oportunidade de fazer sua fanfarronice, e disse que queria um beijo da Rainha Elizabeth.

Além dos ingleses, quem também estava atordoado era Vicente del Bosque, técnico da eliminada Espanha. Descobriu-se que, no dia anterior, o treinador estava tão aborrecido com a derrota de sua equipe que, na saída do Maracanã, quase embarcou no ônibus do Chile.

Bola rolando

Impossível chegar a um consenso de qual o melhor jogo de uma Copa do Mundo cheia de jogões. Mas qualquer um que pare para fazer um ranking terá de pensar com carinho em Uruguai x Inglaterra. A Arena Corinthians viu um time inglês tecnicamente superior sucumbir diante de um grupo de uruguaios dispostos a morrer pelos três pontos. Os celestes usaram sua experiência e raça para elevar o nível de intensidade, superaram os britânicos e Suárez teve sua glória pessoal, marcando dois gols na partida em que voltava de contusão.

Os outros dois jogos foram do Grupo C, com um ótimo Colômbia 2×1 Costa do Marfim e um sonolento Japão 0x0 Grécia.

Vídeos do dia

Hoje são dois, porque poucas coisas simbolizam tanto a importância e a emoção que envolve uma Copa do Mundo quanto essas duas imagens. Álvaro Pereira sabia que tinha tomado uma pancada na cabeça forte demais e não deveria continuar em campo, mas ele jamais aceitaria deixar o gramado antes do final da partida. Para o marfinense Die, só o fato de estar ali no gramado, ouvindo o hino de seu país, era o momento máximo da carreira, algo aparentemente inatingível que se tornou real.

Enquanto isso, na Trivela

Direto de Salvador, nosso enviado mostra como muito do legado prometido para a Copa ficou no papel. Uma volta nos arredores da Fonte Nova mostra comunidades em dificuldade, apenas sonhando em ter a atenção do poder público que o estádio vizinho recebeu.

Do lado festivo, a primeira rodada mostrou um aspecto fundamental do Mundial do Brasil: a invasão das torcidas das Américas. Dos Estados Unidos ao Chile, grandes massas de torcedores vieram acompanhar suas seleções, protagonizando lindos espetáculos nas arquibancadas. Para mostrar isso, reunimos vídeos das torcidas do continente americano cantando os hinos de seus países. De arrepiar.

Nossos irmãos do Gizmodo deram um toque científico, e explicaram o funcionamento da espuma usada para marcar a distância da barreira (não é a mesma tecnologia que se usa no Brasil há anos).

Oea do dia

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Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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