Copa do Mundo

Convocação da França confirma elenco forte, mas ainda com uma dúvida e outra (boa) dor de cabeça

Didier Deschamps divulgou lista dos 26 nomes que representarão a seleção nos Estados Unidos, México e Canadá

Uma das favoritas ao título, a França divulgou sua convocação para a Copa do Mundo. Didier Deschamps deu continuidade ao elenco que foi vice-campeão mundial no Catar, em 2022, com 11 remanescentes, mas emplacou novas caras que podem fazer a diferença na América do Norte.

A seleção francesa está no Grupo I ao lado de Senegal, Iraque e Noruega. A estreia está marcada para o dia 16 de junho, às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos, contra os Leões da Teranga.

Convocação da França para a Copa do Mundo

Goleiros

  • Mike Maignan (Milan);
  • Robin Risser (Lens);
  • Brice Samba (Rennes)

Defensores

  • Lucas Digne (Aston Vila);
  • Malo Gusto (Chelsea);
  • Lucas Hernandez (PSG);
  • Theo Hernandez (Al Hilal);
  • Ibrahima Konaté (Liverpool);
  • Jules Koundé (Barcelona);
  • Maxence Lacroix (Crystal Palace);
  • William Saliba (Arsenal);
  • Dayot Upamecano (Bayern de Munique)

Meias

  • N’Golo Kanté (Fenerbahçe);
  • Manu Koné (Roma);
  • Adrien Rabiot (Milan);
  • Aurélien Tchouaméni (Real Madrid);
  • Warren Zaïre-Emery (PSG)

Atacantes

  • Maghnes Akliouche (Monaco);
  • Bradley Barcola (PSG);
  • Rayan Cherki (Manchester City);
  • Ousmane Dembélé (PSG);
  • Désiré Doué (PSG);
  • Jean-Philippe Mateta (Crystal Palace);
  • Kylian Mbappé (Real Madrid);
  • Michael Olise (Bayern de Munique);
  • Marcus Thuram (Internazionale)

No gol, a grande dúvida estava na terceira e última vaga. Lucas Chevalier, do PSG, e Alphonse Areola, do West Ham, vinham sendo testados, porém, acabaram perdendo espaço em seus respectivos clubes. Como consequência, perderam prestígio com o treinador francês.

Por outro lado, Robin Risser, que nunca havia sido chamado pela seleção principal, garantiu sua passagem para o Mundial devido sua temporada mágica no Lens, vice-campeão da Ligue 1. O arqueiro de 21 anos foi titular em todas as partidas do campeonato e crucial na campanha histórica, sendo reconhecido por Deschamps.

No meio-campo, a principal ausência é Eduardo Camavinga, que jogou as últimas Copa e Eurocopa. Entretanto, o meia foi reserva no Real Madrid em boa parte de 2025/26, principalmente devido aos problemas físicos. Com tamanha concorrência no setor, acabou preterido por Manu Koné, destaque da Roma.

Já no ataque, Randal Kolo Muani também estava no páreo para fazer parte dos 26 convocados. Só que, com o fraco futebol apresentado no Tottenham, que luta contra o rebaixamento na Premier League, Jean-Philippe Mateta, referência ofensiva do Crystal Palace, finalista da Conference League, foi o escolhido.

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Os pontos fortes da seleção

Mbappé e Dembélé em ação pela França na Copa de 2018. (Foto: Imago/Zuma Press Wire)
Mbappé e Dembélé em ação pela França na Copa de 2018. (Foto: Imago/Zuma Press Wire)

Desde que foi campeã em 2018, a França deu sequência às grandes revelações do futebol mundial. Com a consolidação dessa forte geração, com Kylian Mbappé e Ousmane Dembéle em pleno auge físico e técnico, a seleção conta com novos nomes que fortalecem ainda mais o elenco para a Copa do Mundo.

A formação de jovens promessas em todos os setores do campo permite Deschamps a ter soluções no banco de reservas que mantenham o alto nível, além de jogadores com características diferentes dos titulares e que podem mudar o rumo de uma partida decisiva.

Não à toa, até mesmo quem ficou fora da lista final do treinador poderia ser lembrado por outras favoritas ao título, tamanha disponibilidade de talentos franceses. E para liderar uma forte seleção, ninguém melhor do que Didier Deschamps.

Embora seja criticado por apresentar um futebol muito pragmático, o técnico está no cargo desde junho de 2012, cujas ideias estão mais do que consolidadas. Todos os convocados estão cientes do papel que precisam desempenhar, cujos testes durante o ciclo serviram apenas para aparar arestas.

Quando se fala em hierarquia, a figura de Deschamps transmite respeito a qualquer um, até porque foi um dos grandes responsáveis pelas duas conquistas de Copa do Mundo com a França — em 1998, o então volante foi capitão da seleção durante o torneio disputado em casa.

As fraquezas de Deschamps

Theo Hernández e Jules Koundé são os laterais da França (Foto: IconSport/Ewen Gavet)
Theo Hernández e Jules Koundé são os laterais da França (Foto: IconSport/Ewen Gavet)

É bom ressaltar que a seleção francesa não é perfeita e, assim como todas as outras participantes, tem pontos fracos. O maior deles é parecido com um dilema do Brasil de Ancelotti: as laterais. Nos últimos compromissos, Didier Deschamps foi obrigado a testar soluções no setor.

No lado direito, Jules Koundé foi afetado por lesões no Barcelona ao longo da temporada, tornando sua condição física uma preocupação para o Mundial. Malo Gusto, seu reserva imediato, correspondeu quando foi acionado, porém, não pode ser considerado uma referência da posição.

Na esquerda, o cenário é ainda pior. Theo Hernández, que já foi indiscutível nos 11 iniciais, enfrenta desconfiança na França por estar em baixa na carreira enquanto atua pelo Al-Hilal. Lucas Digne, do Aston Villa, tem ganhado espaço na seleção, mas é inegável que suas capacidades o tornam um nome apenas regular para a lateral.

Alas à parte, o treinador também enfrenta uma “dor de cabeça” do bem: com tantos craques ofensivos, há espaço para todos serem titulares? E ao colocar tantos atacantes juntos, a equipe não fica vulnerável em situações de transição defensiva? A busca por equilíbrio é fundamental para o sucesso da seleção francesa na Copa.

Nesse cenário, a recomposição dos pontas para auxiliar os laterais é necessária para não deixar o setor desprotegido. Portanto, a intensidade ao longo dos 90 minutos promete ser desgastante, e Deschamps sabe que o esforço pode gerar contusões musculares para um grupo em final de temporada europeia repleta de compromissos.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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