4 coisas para ficar de olho em Brasil x Egito, último teste de Ancelotti antes da Copa
Técnico italiano promoverá quatro alterações na escalação, e Brasil pode ter postura diferente
Carlo Ancelotti, a quatro dias de completar um ano de seu primeiro jogo no comando da seleção brasileira, estará à beira do campo neste sábado (6) para o último teste do Brasil antes da Copa do Mundo de 2026. Os brasileiros enfrentam o Egito, em Cleveland, nos Estados Unidos, a partir das 19h (horário de Brasília).
Além da clara importância por ser a partida antes da estreia no Mundial, em 13 de junho, com o Marrocos, o jogo ganhou mais importância pela atuação fraca dos titulares da Seleção no duelo com o Panamá, finalizado em 6 a 2, no Maracanã, pela forma intensa e dedicada que os reservas entraram na partida.
A Trivela lista quatro fatores, entre coletivos e individuais, para ficar de olho no amistoso do selecionado treinado por Ancelotti.
1. Estrutura tática da seleção brasileira
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Segundo os treinos da última semana, Ancelotti mudará quatro jogadores da escalação inicial e deve promover uma mudança no funcionamento do time com a bola. Douglas Santos ganhou a vaga de Alex Sandro; Marquinhos, a de Bremer; Lucas Paquetá, a de Luiz Henrique; e Igor Thiago, a de Matheus Cunha.
Com isso, o lateral-direito Wesley ganhará liberdade para atacar e ocupar o corredor para que Paquetá flutue para dentro e seja mais um meia por dentro junto de Raphinha, logo atrás de Igor Thiago. Vini Jr deve ficar com a amplitude na esquerda.
A Seleção ganhará o aclamado terceiro meio-campista que parte da imprensa e torcida pedem, mas será na estrutura de “4-2-4”, com o meia do Flamengo partindo da ponta, onde, no entanto, deve aparecer raramente.
— Paquetá tem características diferentes. Quero testar, assim como Igor Thiago, para buscar outras opções. O sistema com quatro atacantes na frente é bastante consolidado. Quero buscar outra alternativa — explicou Ancelotti em entrevista coletiva.
A estrutura sem bola, confirmada pelo italiano em um 4-4-2 irredutível, também será algo importante a observar porque devem “sobrar” na frente Vinicius e Igor Thiago, o que naturalmente exigirá mais de Raphinha para recuar de sua posição que deve ser próxima do que era a de Cunha e fechar o lado esquerdo.
— Obviamente, você tem que levar em conta o adversário, mas isso não vai mudar nossa escalação, nosso sistema ou nossa estratégia de acordo com as características do adversário. Quero ver outra opção de equipe, [é] a última possibilidade de fazer. O que está claro é que o sistema [defensivo] não muda, é 4-4-2 e não vai mudar. — analisou.
— […] Você não pode olhar o sistema quando tem a bola porque nunca atacamos com quatro. Depois mudam as características dos jogadores. Sei perfeitamente que Paquetá não pode ser ponta.
Provável escalação da seleção brasileira: Alisson; Wesley, Marquinhos, Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Lucas Paquetá, Vinicius Júnior, Raphinha e Igor Thiago.
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2. Brasil vai controlar o Egito com a posse?
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Uma das grandes críticas à atuação dos titulares do Brasil contra o Panamá foi uma postura permissiva, mesmo frente a um adversário tão frágil. A seleção caribenha igualou a posse de bola no primeiro tempo, com direito a longos momentos no campo de ataque, finalizou a mesma quantidade de vezes, trocou só três passes a menos e perdia por 2 a 1.
No segundo tempo, com os reservas e um trio de meio-campo de maior controle com Paquetá, Danilo Santos e Fabinho, o cenário se inverteu e a Seleção goleou.
A entrada do jogador do Flamengo como falso ponta pode ser uma tentativa para ter mais controle de jogo pela presença de outro jogador por dentro, com qualidade no passe e capaz de encontrar companheiros em velocidade.
O meia, além de um gol marcado contra os panamenhos, deu um lindo passe para gol de Danilo e deixou Endrick na cara do gol antes do atacante desperdiçar.
3. Se Igor Thiago irá corresponder como titular
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Igor Thiago lutou e conseguiu sua primeira titularidade com a seleção brasileira. O atacante, convocado pela primeira vez em março, quando marcou um gol decisivo contra a Croácia, voltou a balançar as redes no último amistoso em pênalti que ele mesmo sofreu após jogadaça com caneta e ainda forçou um erro do goleiro adversário que culminou no gol de Rayan.
O atacante do Brentford substitui Matheus Cunha e trará características bem diferentes. Ele deve ficar mais fixo entre os zagueiros, empurrando a última linha adversária, e sendo essencial em cruzamentos na área e lançamentos por sua qualidade no jogo aéreo, mas também se movimentando por seus bons ataques nas costas da defesa.
— Matheus é um jogador mais associativo. Tem muita qualidade no posicionamento. Thiago é um atacante diferente. Potente, inteligente e muito forte na área — analisou Ancelotti.
Por ser uma posição em aberto, o nível de Igor pode ser definitivo para saber quem jogará na Copa do Mundo.
4. Rayan está com moral
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Não foi só Paquetá que treinou no time titular. Rayan atuou como titular na ponta direita no treino da última quarta-feira (3), mas deve começar no banco. O jovem, em alta no Bournemouth, entrou muito bem no jogo com o Panamá, marcando belo gol sem ângulo no corredor destro, e tem sido elogiado nos treinamentos, como relatou o jornalista Cahê Mota.
Será provavelmente um jogador a entrar na etapa final e ficar de olho pela competitividade que traz em um setor que também tem Luiz Henrique, que brilha ao sair do banco, mas não tem o mesmo desempenho como titular.
Ancelotti garantiu que vai “aproveitar as 11 mudanças na segunda parte” e que todos vão jogar. É a necessidade de testes em um time titular que ainda não está garantido a uma semana da Copa do Mundo. O Brasil estreia contra o Marrocos no próximo sábado, depois duelando com Haiti (dia 19) e Escócia (24).