Copa do Mundo

Vini protagonista e reservas voando: Como a seleção brasileira construiu goleada pré-Copa

Atacante do Real Madrid e 'segunda unidade' são destaques na goleada brasileira sobre o Panamá no Maracanã

Vinicius Júnior conseguiu ter o protagonismo que a seleção brasileira espera dele. De volta com a camisa 7, ao ceder a 10 para Neymar, mostrou porque é a referência técnica do ataque do Brasil para a Copa do Mundo. Contra o Panamá, na despedida no Maracanã, brilhou e deu razão ao apoio que recebeu de Carlo Ancelotti até aqui.

O camisa 7 abriu o placar com apenas 59 segundos, com uma finalização certeira, de fora da área, no canto superior direito. Ainda no primeiro tempo, deu assistência para o gol de Casemiro, que recolocou o Brasil à frente do marcador. Também controlou as ações ofensivas do Brasil, pela ponta-esquerda — sendo o principal alvo na linha de 4 montada por Ancelotti para a partida.

A goleada por 6 a 2 é especial para Vini, ainda que ele não tenha participado dos 45 minutos finais.Vice-artilheiro na Era Ancelotti (fica atrás apenas de Estêvão, cortado por lesão muscular), ainda não havia tido uma atuação de destaque antes da viagem aos Estados Unidos. Tirou esse “peso das costas” no último teste, à frente dos torcedores no Maracanã.

Vini Jr. voltou a marcar com a seleção brasileira
Vini Jr. voltou a marcar com a seleção brasileira (Foto: Eduardo Carmim/SPP via Imago)

Além de marcar e assistir, se mostrou participativo e encontrou bons passes para Raphinha e Matheus Cunha ao longo do primeiro tempo. Vini deixou o campo no intervalo, assim como os demais titulares de Ancelotti no duelo. Estes 45 minutos, no entanto, foram suficientes para sanar quaisquer dúvidas que treinador e torcedores poderiam ter antes do Mundial: o sucesso no Canadá, Estados Unidos e México passa diretamente pelo atacante do Real Madrid.

Vini Jr. incendeia duelo com o Panamá no Maracanã

Não deu tempo de respirar. Criticado na última Data Fifa, Vinicius Júnior precisou de 59 segundos para dar uma resposta, diante da torcida no Maracanã. Um chute forte, no canto superior direito, para abrir o placar contra o Panamá, para a explosão dos mais de 70 mil torcedores que acompanharam a despedida da seleção brasileira para a Copa do Mundo.

Vini Jr. dominou as ações ofensivas do Brasil no início de primeiro tempo. No lance do primeiro gol, ainda contou com o desarme-assistência de Casemiro até finalizar de fora da área, sem chances para o goleiro Orlando Mosquera. O camisa 7 ainda teve outras duas oportunidades de ampliar o marcador, e mostrou boa movimentação no ataque.

Vini Jr se destacou no primeiro contra o Panamá
Vini Jr se destacou no primeiro contra o Panamá (Foto: Eduardo Carmim/SPP via Imago)

Vini Jr., agora com a camisa 7, controlou a ponta-esquerda, mas teve boas movimentações entre o meio e a direita. Depois do gol de empate, a partir da cobrança de falta de Amir Murillo, que desviou em Matheus Cunha, o Brasil diminuiu a pressão no Maracanã. Vini se manteve como a referência no ataque, encontrando passes para Raphinha e Matheus Cunha, principalmente.

Com a camisa 10, nas duas últimas partidas, o atacante não conseguiu se mostrar tão participativo e o mesmo desempenho que tem pelo Real Madrid. Ancelotti chegou a defendê-lo. Contra o Panamá, mostrou aquela versão que se espera daquele que já se sagrou melhor jogador do mundo e vice na Bola de Ouro.

Aos 38 minutos, o atacante voltou a brilhar. Ele arriscou finalização em direção à área e encontrou Casemiro, que vive a temporada mais artilheira de sua carreira, por Manchester United e seleção brasileira. O lance precisou ser revisado pelo árbitro de vídeo, depois de ser anulado por impedimento. Com o gol confirmado, o Brasil superou o susto de um empate contra a seleção panamenha.

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Reservas da seleção brasileira constroem goleada no segundo tempo

Do quarteto ofensivo, Vini Jr. mostrou que é um titular garantido no esquema de Ancelotti. O camisa 7 esteve acompanhado por Raphinha, Matheus Cunha e Luiz Henrique, mas se sobressaiu a seus companheiros. Se o italiano optar por alterar sua formação — seja com a entrada de Neymar ou de um centroavante de ofício —, a certeza é que Vini não deverá ser substituído.

No último duelo com a Croácia, em março, mesmo que tenha estado apagado, Vinicius foi apoiado por Ancelotti. Só deixou o campo no início do segundo tempo porque, pelo planejamento do treinador, dez titulares foram substituídos no intervalo. Somente Léo Pereira permaneceu em campo, por uma ausência de outro zagueiro, já que Gabriel Magalhães e Marquinhos disputaram a final da Champions League.

Depois de Vini Jr., outro jogador que teve destaque no segundo foi Rayan. O atacante do Bournemouth ganhou a corrida por uma das 26 vagas na reta final e marcou seu primeiro gol pela seleção brasileira no início da segunda etapa, aproveitando o erro na saída de bola do Panamá.

Lucas Paquetá anotou o quarto gol da goleada brasileira (Foto: Eduardo Carmim / Sports Press Photo / Imago)

Ex-Vasco, Rayan teve seu nome ovacionado pelas arquibancadas do Maracanã. Os reservas de Ancelotti, inclusive, mudaram o panorama da partida. Lucas Paquetá e Igor Thiago também deixaram sua marca, e pediram passagem antes da estreia na Copa do Mundo.

Ainda que Ancelotti tenha afirmado que deverá fazer poucas mudanças até o duelo com Marrocos, em 13 de junho, alguns desses nomes no segundo tempo contra o Panamá surgem como alternativas no decorrer dos 90 minutos. Em busca de oportunidade, esses dez jogadores na reserva conseguiram manter a pressão sobre o Panamá.

Endrick também se mostrou participativo no ataque. Com três centroavantes no segundo tempo, o Brasil conseguiu se mostrar mais efetivo no ataque. E até levar mais perigo à rival no Maracanã. Danilo Santos, que conquistou sua vaga contra a Croácia, voltou a brilhar.

Na viagem a Nova Jersey, Ancelotti poderá refletir sobre alternativas ao quarteto ofensivo titular e até promover mudanças, no caso do meio-campo, para ir com outra proposta no próximo amistoso, contra o Egito. Serão seis dias para o italiano até o duelo em Cleveland, Ohio.

Calendário de jogos da seleção brasileira

  • 6/6 – Brasil x Egito (amistoso)
  • 13/6 – Brasil x Marrocos (Copa do Mundo)
  • 19/6 – Brasil x Haiti (Copa do Mundo)
  • 24/6 – Escócia x Brasil (Copa do Mundo)
Foto de Murillo César Alves

Murillo César AlvesRedator

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP), com passagens por Estadão, UOL, 90min e QuintoQuarto.

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