Argentina x Argélia: Por que joias argelinas são comparadas a Maradona e Messi
Conheça 'Mazadona' e 'Hadj Messi'; Ibrahim Maza e Anis Hadj Moussa são as joias do país do Norte da África
Às vésperas da estreia da Argélia contra a Argentina pela Copa do Mundo 2026, dois apelidos circulam com insistência ao redor dos Raposas do Deserto: “Mazadona” e “Hadj Messi”. Os apelidos pertencem a Ibrahim Maza e Anis Hadj Moussa, as novas sensações do futebol argelino.
A ponto de atrair a atenção até na Argentina antes do jogo da Copa. O jornal “La Nación” dedicou um perfil aos dois argelinos, lembrando que os torcedores associaram as jovens estrelas às duas maiores lendas do futebol argentino. Mas essas comparações realmente fazem sentido?
“Mazadona”: o apelido que diverte o Leverkusen
O apelido de Ibrahim Maza foi recentemente trazido de volta aos holofotes pelo próprio Bayer Leverkusen. Antes do confronto entre Argélia e Argentina, o clube alemão publicou uma arte com a frase “a primeira Copa do Mundo de Mazadona”, com uma montagem que remetia claramente a Diego Maradona.
🇩🇿 Mazadona's first World Cup and Algeria's first game is against Argentina… 👀 pic.twitter.com/1RZ1FE44Z1
— Bayer 04 Leverkusen (@bayer04_en) June 2, 2026
O trocadilho é evidente, uma mistura de “Maza” com “Maradona”. Mas não é a única razão. O meia-atacante de 20 anos encanta pela qualidade técnica, criatividade e capacidade de eliminar marcadores em espaços reduzidos. Qualidades que lembram certos aspectos do futebol sul-americano e explicam por que o apelido se popularizou rapidamente entre os torcedores.
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“Hadj Messi”: uma referência mais óbvia
No caso de Anis Hadj Moussa, o paralelo é diferente. O ponta do Feyenoord é frequentemente comparado a Lionel Messi pela maneira como parte do lado direito antes de cortar para o centro com o pé esquerdo. Seu senso de drible, suas mudanças de ritmo e seu gosto pelos duelos individuais também alimentam a comparação.
Obviamente, ninguém afirma que ele possui o nível do campeão mundial argentino. Mas o perfil do jogador explica por que o apelido “Hadj Messi” acabou se consolidando em certos veículos de imprensa e junto a parte do público argelino.
Comparações lisonjeiras, mas limitadas
Se os apelidos arrancam sorrisos, as comparações encontram rapidamente seus limites. No caso de Ibrahim Maza, o paralelo com Maradona é até bastante discutível. O argentino era um canhoto de baixa estatura que construía seu jogo em torno de acelerações curtas e da capacidade de se infiltrar em espaços mínimos.
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Maza é, pelo contrário, um jogador mais alto, destro, mais voltado para a construção do jogo e as conexões entre linhas. Seu futebol é mais moderno e coletivo do que o do mítico camisa 10 argentino.
O mesmo vale para Hadj Moussa. Certos gestos podem lembrar Messi — como acontece com muitos pontas invertidos canhotos e habilidosos —, mas os dois jogadores atuam em registros muito diferentes.
No fundo, esses apelidos revelam sobretudo o entusiasmo gerado pela nova geração argelina. Às vésperas da Copa do Mundo, os torcedores da Argélia sonham em ver surgir novas estrelas capazes de liderar a transição após a era Riyad Mahrez. Ibrahim Maza e Anis Hadj Moussa estão entre os principais candidatos.
Diante da Argentina, a ironia será inevitavelmente saborosa. Mas para além de “Mazadona” e “Hadj Messi”, os Raposas do Deserto esperam acima de tudo ver dois jogadores capazes de construir suas próprias lendas.